Quinta-feira, 8 de Março de 2012
Em nome das Mulheres e ... da rosa!

 

  

 

Embora as imagens valham mais que mil palavras, não posso deixar de legendar este filme-surpresa do meio da nossa tarde de trabalho: Ion Rotaru, o moldavo que trabalha na loja das flores do andar de baixo, subiu ao segundo andar para oferecer uma rosa branca a cada uma das mulheres presentes, on duty. Foi o momento do dia. Adorámos, claro. Pelo gesto, pela alegria e generosidade, mas também pela maneira terna como o Ion ofereceu uma rosa a cada uma de nós. Eis a minha rosa, no meu canto desta enorme mesa onde todos nos sentamos de forma muito democrática, entre pares e chefes. As rosas brancas vieram da loja Em Nome da Rosa, que é um espaço de uma beleza exuberante, exaltante, que todos temos que atravessar à entrada e à saída do escritório. Um poema.

publicado por Laurinda Alves às 18:25
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Sábado, 26 de Março de 2011
Avô e neta

 

A Maria tem 2 anos e é o único bebé que mora no Orgal, uma povoação perto de Foz Côa. António, o avô, toma conta da neta de manhã à noite e os dois passam horas de mãos dadas e estão sempre próximos um do outro. António toda a vida trabalhou na terra, mas agora está reformado. A filha anda a trabalhar nas vinhas e deixa a Maria entregue aos cuidados do avô, que diz que a menina é muito sossegada e não dá trabalho nenhum. Durante a tarde inteira ninguém a viu chorar e esteve realmente muito sossegada, cheia de gestos de ternura com o avô. Muito queridos, um e outro.  

 

publicado por Laurinda Alves às 00:01
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Terça-feira, 14 de Dezembro de 2010
Lisboa de eléctrico

 

Apanho muitas vezes o 28 nesta paragem e desço de eléctrico da Estrela para o Chiado. Adoro andar de eléctrico pela cidade e se não fosse a ameaça dos pickpockets sempre no ar, era uma alegria. Já assisti a grandes dramas provocados por roubos em eléctricos e já aprendi a proteger as minhas coisas, mas era muito mais simpático não existir esta realidade, claro. Ontem apanhei um eléctrico para subir para a Basílica da Estrela já em cima da hora e quando estava lá dentro percebi que nem tinha o passe nem moedas suficientes para pagar a viagem (tenho a mania de andar sem carteira e se mudo de casaco à pressa, como ontem, posso esquecer-me dos cartões e do dinheiro). Expliquei ao condutor e pedi-lhe para me deixar sair. Ele foi espectacular porque fingiu que não percebeu e subiu toda a Calçada da Estrela, até me deixar na paragem de cima, já depois da subida. Fiquei-lhe eternamente grata por dois motivos: primeiro, porque não queria chegar atrasada a uma missa muito importante para mim e para os meus amigos em sofrimento pela perda dos pais; segundo, porque me soube bem não ter que correr por uma rua íngreme acima, já com o frio gelado da noite. Ainda bem que há pessoas queridas, capazes de gestos generosos e com poder para intuir que há situações em que precisamos mesmo que nos compreendam e ajudem. Se alguém souber quem era o condutor do 28 que estava de serviço ontem pelas 20:10, agradeça-lhe por mim. Obrigada.

publicado por Laurinda Alves às 17:50
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Sexta-feira, 12 de Fevereiro de 2010
Coisas felizes e marcantes, na sequência do post anterior

 

O post anterior e alguns comentários provocaram um momento de partilha e cumplicidade alegre aqui na Garage. A Filipa contou que o Miguel Ramos, do departamento de Fotografia, tinha acabado de tatuar no braço um desenho da filha e foi chamá-lo lá ao fundo para nós vermos.

 

 

A tatuagem é genial e inédita: a família inteira em versão rock'n roll. Ou seja, o pai, a mãe e a Matilde (a autora, de 6 anos) a tocar numa banda onde até a cadela Alice tem um papel. Muito bom. Acho fabuloso um pai desafiar a filha para lhe fazer um desenho para tatuar e, depois, plasmar tudo na pele.

 

 

Acho muito querido o Miguel não se importar de mostrar a tatuagem aqui no blog e acho um amor ele ter esta devoção pela filha. A tatuagem foi feita agora mas vai fazer história para o resto da vida. É gira a vida dos outros. 

publicado por Laurinda Alves às 19:25
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A festa de anos da mãe

 

Fiquei presa a este desenho desde que o vi no primeiro dia em que entrei na Garage. Perguntei à Filipa Martins, chefe de produção, quem é que o fez e ela explicou-me que foi o seu filho João, quando tinha 3 anos. "Ofereceu-mo no meu dia de anos, em que cheguei a casa tarde, exausta e sem sequer me ter lembrado de comprar um bolo." O João explicou que o desenho era a festa de anos da mãe, com todos os seus amigos. Aposto que, embora imaginária, foi uma das festas mais giras da sua vida.  

 

publicado por Laurinda Alves às 15:58
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