Admitir o erro nunca é fácil. Enerva, enche de frustração, obriga a olhar para a coisa uma e outra vez, força a fazer o caminho errado no sentido inverso para perceber a raiz do equívoco e faz apetecer desistir. Daí haver quem fique tão irritado consigo próprio e com os seus erros que pense: 'erro, logo desisto'. E desiste mesmo.
Confesso que em matéria de erros não sou excepção. Também me enerva errar, também me custa admitir e também me chateia olhar para o engano uma e outra vez e fazer o tal caminho inverso até perceber o que me induziu em erro. Em todo o caso admito que sou mais do género 'erro, logo existo'.
Vem tudo isto a propósito do post que escrevi aqui ontem com base numa informação que estando completamente certa, assentava numa data errada. E isso fazia toda a diferença, claro.
Felizmente houve alguém atento e sério que me chamou a atenção para a gravidade do erro, sugerindo que apagasse o post. Foi o que fiz porque não fazia sentido mantê-lo.
O erro na data era, de facto, fatal e mudava todo o sentido das coisas pois uma parte substantiva do post assentava justamente nesta primeira data.
Aos que não deram pelo engano e a todos os que notaram o erro mas tiveram pudor de o dizer peço sinceras desculpas. Ao 'Once', que não sei quem é mas fez o favor de o comentar e indicar as datas correctas, agradeço com a mesma sinceridade o gesto que acabou por se revelar um kit precioso para o futuro.
Um kit 'dois-em-um', ainda por cima. Primeiro porque me permitiu reparar imediatamente o equívoco e depois porque nunca mais me vou esquecer de prestar mais atenção a certos detalhes nem de fazer o double-check das fontes que cito.
Por um lado detesto que isto tenha acontecido no dia em que o blog teve mais visibilidade (o olhar dos outros e a sua avaliação é sempre o osso mais duro de roer quando erramos) mas, por outro, ainda bem que já aconteceu porque isso me ajuda a evitar erros futuros desta natureza. Boa para mim, portanto.
Um dia volto à matéria em questão no post que escrevi e apaguei porque, para além do erro fundamental, também falava sem enganos de artistas e de um circuito cultural que me fascina e prende.
Daqui em diante prometo ficar mais atenta às datas e treinar melhor os links. Ser 'caloira' na blogosfera é o que dá... Felizmente também serve para enquadrar e justificar grande parte desta trapalhada inaugural!
