Quinta-feira, 14 de Junho de 2012
Síria: assinem a petição para proteger as vítimas!

Todas as imagens que nos chegam dos massacres na Síria são de tal maneira brutais que é impossível fingir que não sabemos o que se está a passar naquele país. Dia após dia vemos o regime sírio desrespeitar as recomendações das Nações Unidas e ignorar os apelos que chegam de todos os pontos do globo, enquanto os filhos são mortos em frente dos seus próprios pais dentro e fora de casa. Pelas crianças sírias, mas também por todos os inocentes vítimas desta guerra civil não podemos deixar de assinar esta petição internacional. Basta clicar aqui para nos juntarmos a uma causa que é de todos nós: http://www.avaaz.org/en/syria_will_the_world_look_away_c/?fZyFhbb&pv=155 

 

publicado por Laurinda Alves às 21:06
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Quinta-feira, 15 de Setembro de 2011
O grupo UNESCO com os anfitriões

 

Eis o grupo de jornalistas, organizadores e anfitriões desta visita de estudo e trabalho, por assim dizer, à sede da UNESCO. A diversidade de media e de personalidades é sempre fascinante nestes grupos e, por isso, tudo é uma animação permanente. As aulas e os profs (ler: as conferências e os conferencistas), mais os passeios guiados para reconhecimento de todo o perímetro da sede e ainda os almoços e jantares juntos são um cúmulo de momentos de verdadeiro privilégio para todos.

 

 

A sede da UNESCO é uma combinação arquitectónica de 3 grandes arquitectos dos anos 60, todos eles discípulos ou fãs do Corbu (Le Corbusier), e é uma pena não me sobrar muito tempo para publicar aqui algumas explicações mais detalhadas e mais fotos, para se perceber o espaço e se poderem ver as obras de arte que estão espalhadas pelos jardins (o mobile gigante de Alexander Calder é o meu preferido, mas também há um Picasso enorme, um Tapiés, e muitos outros artistas mais ou menos contemporâneos). Aqui ficam apenas estas imagens, mais o grupo sentado no Banco Australiano, esculpido no tronco de uma árvore única. Ah! E uma imagem mais poética do embaixador Fernando Andresen Guimarães no espaço espiritual-zen que existe nos jardins e é uma beleza. Se nos colocarmos no centro deste espaço a nossa voz reverbera de uma forma absolutamente fabulosa e ficamos com a ilusão de que todos poderíamos ser cantores de ópera. Muito bom.

  

 

publicado por Laurinda Alves às 19:34
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Quarta-feira, 18 de Maio de 2011
Cuidados Paliativos e Direitos Humanos

 

Começa hoje em Lisboa o 12º Congresso da Associação Europeia de Cuidados Paliativos, organizado pela APCP, e é impressionante o número de profissionais de saúde inscritos para participar nestes dias de forum: cerca de 2500 especialistas em Cuidados Paliativos, entre portugueses e estrangeiros. Muitos deles são figuras de referência nesta área e isso traz aos debates uma qualidade e uma profundidade enormes. Fiz, como sabem, voluntariado em Cuidados Paliativos durante dois anos, à cabeceira de doentes terminais ou crónicos. Foi um tempo que marcou um 'antes' e um 'depois' na minha vida e na minha percepção do que é a verdadeira humanização dos cuidados de saúde. Já escrevi e volto a escrever: os Cuidados Paliativos não podem ser para uma elite; têm que ser para toda a população, sem excepção! Assim como já ninguém se questiona sobre a necessidade e urgência de cuidados específicos ao nascer, também ao morrer estes cuidados devem ser prestados a todos, independentemente da sua condição social ou da área onde vivem. A geografia de um país não pode interferir na qualidade dos serviços de saúde e se hoje em dia qualquer mulher, vinda de qualquer ponto do país, tem direito a cuidados e cuidadores especializados quando vai dar à luz, também nós mulheres, homens e crianças de todas as idades temos direito a cuidados e cuidadores específicos quando estamos em sofrimento, especialmente quando esse sofrimento é terminal ou se perpetua na doença crónica, progressiva e incurável. Vou estar no congresso e vou actualizando as notícias aqui no blog. 

 

P.S.: O quadro da fotografia é do Pedro Calapez. 

 

publicado por Laurinda Alves às 08:37
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Terça-feira, 8 de Março de 2011
É sempre fácil ser mulher?

 

Não, não é sempre fácil ser mulher. Apesar da imagem feliz de duas amigas que se encontram na rua e param para contar uma à outra as coisas que lhes apetecem, com liberdade e sem condicionamentos, sabemos que a vida das mulheres em muitos pontos do globo não é nada fácil. Muito pelo contrário, vivem situações de discriminação, exclusão e exploração. E note-se que não falo apenas do mundo islâmico pois à nossa volta, muito próximo de nós, há demasiadas mulheres que sofrem privações e sujeições indizíveis. E é por sabermos que muitas vezes este sofrimento parte do facto de serem (supostamente) o 'sexo fraco', que temos que ter consciência de que não basta celebrar um Dia da Mulher por ano. Esta noite vou à SIC, ao jornal das 9, para ser entrevistada pelo Mário Crespo, também para falar das mulheres e do Dia da Mulher. Todos nunca seremos demais para lutar por um mundo melhor e mais justo.

publicado por Laurinda Alves às 12:34
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Segunda-feira, 29 de Novembro de 2010
Paisagem em movimento

 

Para mim, esta semana começa em Esposende e no Porto, mas volto a Lisboa amanhã. Em Esposende vou participar num debate sobre Pena de Morte e Direitos Humanos. Depois dou notícias.

publicado por Laurinda Alves às 00:48
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Sexta-feira, 10 de Outubro de 2008
As minhas crónicas do Público hoje

(Textos escritos para o jornal Público de hoje. Fotos de João Francisco Moura, in Flickr)

 

Já não há nada a fazer? 

 

Ao longo da vida todos vamos ouvindo frases mais ou menos desagradáveis e daninhas mas nenhuma é tão perversa como esta: “já não há nada a fazer!”. Dita a um doente em fase terminal ou com doença incurável, é uma frase verdadeiramente assassina.

 

Quem nunca a ouviu, dê-se por muito feliz. Quem nunca a disse, tente permanecer deste lado da barricada. Quem alguma vez a proferiu perceba o alcance do tiro que deu porque quem a ouve, morre sempre um bocadinho. Começa a morrer naquele preciso minuto.

 
Condenar os vivos a uma morte em vida, é a pior condenação que conheço. E sei do que falo porque há anos que vivo com a memória do olhar de um amigo que me contou como era viver essa condenação num corredor de terminais de um hospital oncológico. Explicou-me como era acordar e adormecer todos os dias à espera de saber se era finalmente aquele o dia em que morria.
 
O meu amigo chamava-se Paulo, tinha a idade de um dos meus irmãos, fazia mergulho com eles e não lhe apetecia nada morrer. Muito pelo contrário, adorava viver, tinha uma predilecção especial pelo fundo do mar e contava tudo o que via. Passava horas a fio dentro de água e tinha o sonho de viver uma vida longa, que lhe permitisse explorar aquele mundo líquido de luz e sombras.
 
Aos 20 anos diagnosticaram-lhe um cancro e como era novo tudo aconteceu muito rápido. A doença evoluiu demasiado depressa e em poucos meses ele estava acamado na ala dos doentes terminais. Era duro visitá-lo porque era Verão. Fora do hospital havia sol e fazia calor, todos estávamos de férias, íamos à praia e mergulhávamos no mar de consciência pesada por podermos fazê-lo com inteira liberdade.     
 
“ Disseram-me que já não havia nada a fazer e puseram-me aqui nesta ala onde só estamos à espera de morrer. É terrível. À noite tenho pesadelos e não consigo dormir mas há quem chegue a pôr as campainhas de urgência fora do nosso alcance para não podermos chamar ninguém. Acham que é tempo perdido porque vamos morrer e não sabem o que nos hão-de fazer.”
 
Lembro-me do gesto que desenhou no ar com o braço, para me mostrar o que queria dizer. Era alto, tinha sido um desportista e, por isso, ainda tinha uma amplitude de gestos notável dado o seu estado clínico mas, mesmo assim, a mão não chegava à campainha pendurada num fio que alguém tinha posto num lugar realmente impossível de alcançar. Impressionou-me na altura e ainda hoje me faz impressão que haja profissionais de saúde sem vocação nem coração.
 
Paulo passou o último mês da sua vida naquele corredor de terminais. Morreu num dia que amanheceu igual aos outros, cheio de sol e luz. Nunca mais me esqueci da luz desse dia.E se agora conto tudo isto é porque hoje é (foi!) o dia de apresentar publicamente o primeiro estudo sobre Cuidados Paliativos que se fez em Portugal.
 
Às 15h30, na Fundação Gulbenkian, vamos falar sobre a importância de receber cuidados paliativos na doença crónica, progressiva, incurável e terminal. Digo vamos porque vou estar na mesa com Isabel Galriça Neto, especialista em CP, Carlos Liz o investigador que orientou e interpretou o estudo feito pela Apeme, e Marcelo Rebelo de Sousa que comenta os resultados do estudo em questão.
 
Eu estou na qualidade de voluntária numa Unidade de Cuidados Paliativos, onde testemunho semanalmente a preparação técnico-científica e a atitude humana e humanizante de toda uma equipa de profissionais especializados em proporcionar qualidade de vida aos doentes.
 
Naquela equipa nunca ninguém disse nem dirá que “já não há nada a fazer!” pela simples razão de que todos sabemos que “há tudo a fazer para dar qualidade de vida a uma pessoa doente!”.
 
 
O maior tabu da Humanidade
 
A morte é o grande tabu da Humanidade. Todos estamos a prazo mas todos temos dificuldades em lidar com a morte.Nesta lógica e porque a esmagadora maioria das pessoas ainda associa Cuidados Paliativos a doentes terminais ou a ‘acompanhamento para velhinhos’, insisto que vale a pena abrir esta discussão e torná-la o mais abrangente e esclarecedora possível.
 
A simplificação do discurso ajuda imenso à compreensão e torna as coisas menos abstractas. Antes de definir exactamente o que são Cuidados Paliativos e a quem se destinam, gostava de contar só mais uma história que vivi à cabeceira de alguém muito querido e também muito novo, com um diagnóstico igualmente fatal.
 
No hospital onde estava internado não havia profissionais especializados em Cuidados Paliativos mas apenas uma Unidade de Dor. Este serviço prestava um enorme apoio aos doentes e seus familiares mas tinha um grave ‘senão’: por questões administrativas esta Unidade apenas estava aberta das oito da manhã às oito da noite. Depois fechava e só abria na manhã seguinte. Ou seja, durante a noite não havia apoio aos doentes com dor. Isto, num piso onde as noites eram dolorosamente longas para todos os internados.
 
De noite tudo dói mais. O corpo massacra e o espírito atormenta. Se nos acontece sentirmo-nos perdidos quando temos uma ‘simples’ dor de dentes durante a noite, como será ter um tumor cerebral que dá dores lancinantes e impossíveis de traduzir por palavras?
 
Neste cenário de um hospital que tem uma Unidade de Dor cujo guichet fechava pontualmente às oito da noite para abrir doze horas depois, vivi momentos de profunda angústia e assisti a crises horríveis que também jamais poderei esquecer. Dói sempre a dor dos que nos são queridos. Não sofremos o que eles sofrem mas magoa a impotência. Enche de raiva e frustração.
 
Passaram quase dez anos sobre esta história que agora conto e sobre a qual ainda me custa falar, e não voltei mais àquele hospital. Espero nunca ter que lá voltar.
 
Por ter estado à cabeceira de três pessoas que me eram muito próximas e especialmente queridas e por ter assistido a sofrimentos desnecessários nos três casos, fiquei sempre mais atenta a esta realidade dos Cuidados Paliativos.
 
Os meus dois amigos morreram sem estes cuidados e a Joana, minha afilhada que teve um cancro aos dez anos, sobreviveu a um calvário de operações e tratamentos sem este plus de ter uma equipa especializada em controlar e prevenir o seu sofrimento. Falo do sofrimento físico, que requer uma ciência muito sofisticada para afinar os cocktails de químicos, as terapias e os tratamentos, mas também falo do sofrimento moral e emocional dos doentes e de quem os acompanha.
 
Posto isto, importa desfazer o mito urbano que diz que Cuidados Paliativos são cuidados humanos prestados por pessoas boazinhas a velhinhos e doentes que estão a morrer. Não são. Esta ignorância sobre a matéria prejudica gravemente a nossa dignidade na medida em que nos impede de reconhecer um direito humano fundamental.
 
Todos temos direito a CP se tivermos uma doença grave, progressiva, incurável ou terminal. Ou seja, os Cuidados Paliativos aplicam-se a todas as idades e em várias doenças e não apenas a pessoas em estado terminal.
 
Mais, os CP são cuidados especializados, técnica e cientificamente muito sofisticados, insisto, que exigem preparação técnica e estratégias de abordagem específicas. Também neste campo é essencial perceber que não se trata de uma legião de pessoas de boa vontade mas de equipas compostas por médicos, enfermeiros, auxiliares, psicólogos, terapeutas, técnicos e voluntários que prestam cuidados aos doentes e suas famílias adequados às suas necessidades únicas.
 
E concluo sublinhando que numa era que os cuidados especializados no início da vida são um direito adquirido, é vital que este direito se estenda ao fim da vida e aos períodos em que estamos no auge da nossa fragilidade. Lutar pelos nossos direitos, mesmo quando eles mexem com o maior tabu da Humanidade é um exercício de cidadania.
 
 
 
publicado por Laurinda Alves às 23:29
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Quarta-feira, 8 de Outubro de 2008
Dar as mãos por uma causa

 

Volto atrás, à questão anterior, para deixar aqui um

link que acabei de descobrir neste imenso sistema

de vasos comunicantes que é a blogosfera. Num

blog muito discreto e muito perto de nós, alguém

escreveu umas linhas muito bem escritas sobre a

questão dos Cuidados Paliativos e a necessidade

de todos nos envolvermos nesta causa. Fico muito

contente. Quantos mais dermos as mãos, melhor!

 

publicado por Laurinda Alves às 00:14
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Sexta-feira, 11 de Julho de 2008
Esta mulher vendeu a filha de 10 anos e prostitui-se

 

Afghanistan has more than 2 million widows, and these and other desperately poor women often turn to prostitution, despite the risk of being killed by their families if they are discovered. So they remain in the shadows, beneath a double veil of tradition and shame. This woman’s husband is too old to work. She sold her daughter into marriage before the girl was 10, and now she sells herself.

 

Copiei a imagem e o texto do site americano Mother Jones, de San Francisco.

Mother Jones também é uma revista em papel mas acima de tudo é um conceito de

jornalismo livre, sem medo de pôr o dedo nas maiores feridas sociais e políticas do

mundo moderno.

Os reporteres MoJo, como eles dizem, investigam sobre torturas e torturadores,

sobre a situação das mulheres no Afeganistão, sobre o comércio sexual e sobre tudo

aquilo que expõe as chagas da condição humana. 

A aposta da equipa de Mother Jones é mostrar o pior e lutar por um mundo melhor.

  

publicado por Laurinda Alves às 00:08
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