Sexta-feira, 11 de Maio de 2012
Para sempre

Bernardo, meu amigo muito querido, obrigada por tudo o que nos deste, que foi tanto e durante tantos anos. Obrigada pelo piano tocado para nós, por nós. Obrigada pela generosidade sempre, pela alegria dos momentos mais e menos musicais vividos entre amigos, pelas conversas todas, pelo entusiasmo pelas ideias de cada um, pela confiança em nós, pela originalidade do teu olhar, pelo desenho oferecido de um código de barras com música pintado com tinta da china. Obrigada pela maneira como ouvias e ensinavas a ouvir, por tudo o que aprendemos contigo, através de ti. Continuas no nosso coração até ao fim dos tempos. Em nossa casa passou a haver piano e mais música por causa de ti.

 

publicado por Laurinda Alves às 17:19
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Sexta-feira, 8 de Julho de 2011
Querido Diogo

 

 

É difícil aceitar a perda dos amigos. É duro, muito duro. Morreu o Diogo Vasconcelos, de uma morte quase súbita, não anunciada, que nos deixa a todos com uma dor acrescentada pela brutalidade e pelo aparente sem-sentido. O Diogo faz-me falta também a mim, pois era um pilar de confiança e um bom amigo com quem conversava e trocava mails com regularidade. Devo-lhe a ele este blog, pois foi ele que me convenceu a criá-lo. Mas devo-lhe muito mais do que isso, na medida em que ele transformava todas as realidades e pessoas que tocava. Era o homem do mundo digital, sempre com a narrativa do futuro, a correr mundo e a antecipar tendências. Uma mente brilhante que fazia ligações prováveis e improváveis, um visionário que apontava caminhos. Um amigo terno e atento, sempre com o cuidado de se fazer próximo e presente apesar de ser, como todos sabemos, um globe trotter. O mundo fica infinitamente mais triste e sombrio sem a presença luminosa do Diogo. E da Zézinha.

 

 

 

publicado por Laurinda Alves às 13:00
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Quinta-feira, 7 de Julho de 2011
Querida Zezinha

 

Grande mulher, grande coerência, grande testemunho de vida, grande inspiração e grande amiga dos seus amigos. Vai-nos fazer muita falta a todos. E ao país!

 

Deixo aqui um fragmento da última crónica escrita pela Maria José Nogueira Pinto, publicada hoje no Diário de Notícias

 

Nas fraquezas e limites da condição humana, tentei travar esse bom combate de que fala o apóstolo Paulo. E guardei a Fé.

Tem sido bom viver estes tempos felizes e difíceis, porque uma vida boa não é uma boa vida. Estou agora num combate mais pessoal, contra um inimigo subtil, silencioso, traiçoeiro. Neste combate conto com a ciência dos homens e com a graça de Deus, Pai de nós todos, para não ter medo. E também com a família e com os amigos. Esperando o pior, mas confiando no melhor.

Seja qual for o desfecho, como o Senhor é meu pastor, nada me faltará.

publicado por Laurinda Alves às 08:25
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Terça-feira, 7 de Dezembro de 2010
Dias de chuva, tristes e frios

 

Hoje foi um dia especialmente triste para uma amiga e um amigo meus, para as suas famílias e para todos nós que os acompanhámos. Ambos perderam o pai no mesmo dia, embora em circunstâncias diferentes e com idades distintas. Ainda não passei por esta perda, graças a Deus, e dou comigo a pedir para ser o mais tarde possível. Neste dia de chuva, triste e frio, senti o calor de duas famílias unidas cada uma à volta do seu pai, e guardei a luz que emanava dos que por tanto se amarem, estiveram sempre de mãos dadas, abraçados, ou a segredar coisas queridas que, por serem verdadeiras, ajudam a viver melhor estes momentos.

publicado por Laurinda Alves às 21:50
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Quarta-feira, 15 de Setembro de 2010
Coisas que aprendi com o meu tio mais velho

 

Morreu o meu tio mais velho e um dos tios mais especiais para toda a família. Ontem e hoje são dias de abraços e lágrimas, mas também de celebrar uma vida que gerou outras vidas e deixou tantas marcas em todos. O meu tio tinha 92 anos, mas continuava a ter uma lucidez invulgar. Era um homem com uma personalidade forte, com tudo o que isso tem de virtudes e defeitos. Pai dos meus primos mais velhos e de uma prima mais nova que eu, que nasceu muitos anos depois dos seus irmãos, vive agora através do coração dos seus três filhos. Esta noite estivemos juntos em Coimbra e fomos recordando episódios e coisas da vida da família. Aprendi com este meu tio várias coisas, algumas delas muito práticas e concretas. Deixo aqui duas, por serem porventura as mais partilháveis. O meu tio ensinou os filhos a serem poupados e a gerir bem o dinheiro mas abriu uma excepção: podiam comprar todos os livros que quisessem, desde que os lessem. Esta atitude multiplicou os livros nas prateleiras de casa, mas também multiplicou neles o interesse pela leitura. Por causa deste meu tio e do exemplo feliz dos meus primos eu fiz o mesmo com o meu filho, com resultados igualmente estimulantes. Outra coisa que aprendi com este meu tio, que era padrinho do meu irmão mais velho, foi a ser generosa com os irmãos dos meus afilhados. O meu tio era muito generoso com o meu irmão, por ser seu afilhado, mas também era connosco. De tal forma, que também nós recebíamos presentes especiais no dia dos anos do nosso irmão! Parece um detalhe mas não é, acreditem. Deixo aqui esta imagem da beira-lago em Montreaux, com o Mont Blanc ao fundo e árvores com espanta-espíritos pendurados nos ramos, por ser um cenário muito familiar ao meu tio. Aliás foi o cenário da última viagem fez, há pouco mais de duas semanas. Cruzamo-nos no aeroporto sem nos vermos, eu a chegar com a minha mãe e ele a partir com a filha e os netos. Nesse dia tive pena de não lhe poder dar um abraço e agora tenho ainda mais pena por ter ficado para sempre por dar.

 

P.S.: Esta semana está muito marcada por duas grandes perdas e deixo aqui mais um abraço especial ao António pelo seu pai. É sempre cedo para perder um pai, mas especialmente quando temos vinte anos...

publicado por Laurinda Alves às 14:10
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Segunda-feira, 2 de Novembro de 2009
A vida, na sua alegria e na sua tristeza

 

Volto a esta imagem de dois homens de mãos dadas. O Bruno e o Arlindo ficaram amigos nos corredores da Unidade de Cuidados Paliativos do Hospital da Luz. Neste dia em que tirámos esta e outras fotografias, o Bruno já estava muito doente mas ainda cheio de forças para lutar e de alegrias para nos dar. O Arlindo também estava doente mas tinha tido alta e ia apenas fazer os tratamentos ao hospital. O Bruno partiu primeiro. Alguns meses depois, o Arlindo voltou a ser internado e morreu hoje. Olho para os dois de mãos dadas e recordo a força que deram um ao outro em tempos muito difíceis para ambos. Para mim foram dois grandes exemplos de coragem e dois testemunhos de grandeza. Ficámos amigos e assim continuaremos até ao fim dos tempos. Obrigada a um e a outro por tudo e tanto que me deram e revelaram sobre a vida, na sua alegria e na sua tristeza.

 

 

publicado por Laurinda Alves às 23:41
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Terça-feira, 10 de Fevereiro de 2009
Estas são as notícias que me derrotam

Voltei ao computador depois de uma manhã cheia e ao aprovar os comentários do blog dei com a terrível notícia de um aluno dos Salesianos que se suicidou aos 14 anos. Margarida Antunes, que não conheço pessoalmente, teve a sensibilidade e a delicadeza de me informar sobre esta trágica perda, até porque ele foi um dos 200 alunos com quem estive no colégio há muito pouco tempo. As questões que a Margarida levanta e as perguntas que se põe são exactamente as mesmas dúvidas e perplexidades que eu própria tenho. O que poderá levar um adolescente de 14 anos a pôr fim à sua vida? Não sei. Nunca saberemos. Imagino a dor dos pais e o drama da família e dos amigos... Aconteceu-me recentemente passar por uma perda semelhante e foi doloroso demais. Por um lado, porque nenhum de nós percebeu que isso podia acontecer e, por outro, porque este nosso amigo era um homem aparentemente equilibrado e razoavelmente feliz. Excelente pai, excelente filho, óptimo amigo, invulgarmente inteligente e com um sentido de humor muito fino, não era possível adivinhar o sofrimento interior em que vivia. Só percebemos depois mas foi tarde demais. Estas são as notícias que me derrotam e agora confesso que fiquei desmoralizada.

publicado por Laurinda Alves às 14:46
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Terça-feira, 3 de Fevereiro de 2009
Voltou esta chuva que nos entristece

Ontem adormeci com a notícia de mais uma morte de um amigo, filho de um grande amigo meu. Hoje, ao ler os comentários, vi que a Joana Freudenthal lembrou o Salvador VS e aqui ficam estas breves linhas para dizer que também eu adormeci e acordei triste com esta notícia. Ontem ao fim da tarde, por coincidência (ou não!), vi o Alberto na rua e perguntei-lhe como estavam as coisas. Triste e abatido, disse-me que o Salvador não estava nada bem mas acredito que apesar dessa consciência aguda, tivesse a secreta esperança de não perder o filho muito querido. Pouco depois, soubémos a notícia da sua morte. A vida é difícil. Muito difícil, mesmo. 

publicado por Laurinda Alves às 10:39
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Quinta-feira, 8 de Janeiro de 2009
Uma notícia triste num dia de luz

 

 

Parei na Rua do Século para fotografar este muro com limões

de grandes limoeiros que crescem e florescem há anos numa

casa meio abandonada. Nunca vi a casa porque os muros são

altos mas espanta-me a quantidade e a qualidade dos limões.

Quando estava a fotografar o muro recebi uma chamada triste.

Era a notícia da morte do pai de uma grande amiga que é como

se fosse minha irmã. O pai dela foi internado no mesmo fim de

semana da minha mãe, no mesmo piso, no quarto mesmo ao

lado. É uma notícia chocante e uma perda demasiado grande.

Dói muito a dor dos que nos são queridos e ainda mais quando

choram alguém que lhes faz tanta falta. Não sei que diga nem o

que pense. Nestas alturas não há palavras nem sentido. Só dor.

 

publicado por Laurinda Alves às 12:12
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Quinta-feira, 11 de Setembro de 2008
Em memória dos que morreram neste dia há 7 anos

 

É impossível viver o dia 11 de Setembro sem uma consciência aguda do sofrimento que  trespassa as famílias e os amigos das vítimas.

 

Três mil pessoas morreram no espaço de poucas horas e todos assistimos à tragédia em directo. Os anos passam, um após outro, mas a dor, essa não passa. Nem a perplexidade nem a dúvida inquietante sobre os limites dos que não têm limites.

 

Muita coisa se escreveu, disse e calou hoje pelo mundo inteiro. Não tenho nada a acrescentar, senão dizer que estou em comunhão. E que a maneira de acreditar que o mundo é um lugar possível, é trabalhar e contribuir para que ele se torne possível.    

publicado por Laurinda Alves às 21:31
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