Sábado, 17 de Abril de 2010
"Intervir para Construir", tema de debate hoje no CCB

 

A imagem hoje não dá com as palavras, mas nem sempre é preciso ser literal. Gosto desta fotografia e, por isso, uso-a para falar de um debate que vai acontecer esta tarde no CCB, em Lisboa, a partir das 15h, no qual vou participar. Trata-se de um encontro promovido pelo ACI para uma reflexão sobre o pensamento social cristão. Ou seja para falarmos sobre mais e melhores maneiras de intervir no mundo à nossa volta, de forma a construirmos realidades mais construtivas. Passem todas as redundâncias, vale a pena pensar alto e em conjunto algumas das grandes questões do momento. A actualidade é inquietante e interpeladora e, por isso, exige reflexão e discernimento. Daí a necessidade de encontros e debates desta natureza. Vou estar ao lado de dois pensadores profundos e grandes construtores de novas realidades sociais: José Manuel Pereira de Almeida, padre e médico, e Miguel Alves Martins, empreendedor social e um homem com uma atitude inovadora e transformadora. Apetece-me muito estar presente, ouvir e participar. A entrada é livre.  

 

P.S.: A imagem revela uma intervenção estética e uma construção bonita e sólida. Afinal talvez tenha a ver com o tema do post.

publicado por Laurinda Alves às 10:11
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Terça-feira, 23 de Junho de 2009
O dia do exame de História e o fim do Liceu

Hoje é um dia marcante cá em casa: acaba para sempre o ciclo do liceu! O meu filho vai agora fazer o exame final de História e já não volta mais ao liceu. Vejo-o ao mesmo tempo nervoso e radiante e percebo o estado de espírito. Tem boas notas e acima de tudo tem a sorte de gostar muito de ler. Sejam livros de literatura, ficção ou ... estudo de História. Boa, para ele! E para nós pais, claro.

 

 

Voltei a casa depois de o deixar à porta do Liceu Maria Amália, onde fez o 10º, 11º e 12º anos. Ficámos dentro do carro a fazer tempo porque chegámos cedo demais. Achei graça rever a matéria e alguns dos factos e acontecimentos mais expressivos do século XX. Em pouco mais de 10 minutos tive a noção da amplitude e complexidade da matéria do exame. Coitados. É preciso muito poder de síntese. 

 

P.S.: (escrito depois do exame, naturalmente) obrigada pelas msgs de confiança. O exame correu-lhe muito bem. Saiu o Estado Novo e a desagregação da União Soviética.

publicado por Laurinda Alves às 13:15
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Quinta-feira, 3 de Janeiro de 2008
Será amor?
 
É impossível não falar do casal Sarkozy-Bruni, é impossível não ver as imagens na televisão ou ler os artigos do jornal e é impossível evitar as perguntas quando falamos com amigos franceses e portugueses que vivem em Paris.
O desenrolar fulminante desta paixão é apaixonante e a sucessão dos acontecimentos é fascinante.
Entre a perplexidade e a dúvida, os franceses seguem diariamente os passos de Sarkozy e Bruni e interrogam-se sobre as verdadeiras afinidades entre um e outro. Sabem, como sabemos todos, que o poder é afrodisíaco e percebem a origem da sedução.
Sarkozy tem, ainda por cima, muito charme, muita ambição, grande capacidade de comunicação, uma inteligência viva e uma pose descontraída que chega a ser divertida.
Embora muitos franceses não gostem do seu estilo ‘bling bling’ e a generalidade dos que votaram nele não lhe perdoe estar a hipotecar a imagem de França com atitudes de adolescente inconsciente (as últimas sondagens do Libération revelam que a maioria dos franceses está pela primeira vez descontente com o desempenho político de Sarkozy, desde que foi eleito em Maio de 2007) na realidade ainda há muitos que admiram a suposta sinceridade de sentimentos e atitudes do presidente. E que acham legítima a sua busca de estabilidade emocional.  
Quanto a Carla Bruni, amada por uns e apelidada de “dévoreuse d’hommes” por outros, é muito apreciada como mulher, tem sido idolatrada como ícone de beleza e foi, também, muito elogiada como cantora. Embora o seu último disco (No Promises, cantado em inglês) tenha sido um flop, os franceses adoraram o seu primeiro disco lançado em 2002 (Quelq’un m’a dit). O sucesso foi tal que até a esquerda intelectual se rendeu aos dotes vocais de Bruni, à sua inspiração e ao encanto de ver uma top model revelar tantos talentos fora das passerelles. Les Inrockuptibles, uma das grandes referências desta mesma esquerda artística, dedicou vários artigos e algumas capas a Carla Bruni reconhecendo o seu estilo musical, a sua veia de compositora e uma profundidade intelectual insuspeita.
Até aí Bruni era conhecida pela riqueza e pela beleza, pelas amigas nos desfiles (Cláudia Schiffer, Naomi Campbel e Kate Moss, entre outras da sua geração) e…pelos namorados. Ex de Mick Jagger, de Eric Clapton e de Donald Trump, também foi namorada de cineastas, actores, advogados, escritores e filósofos, todos com razoável exposição pública. O pai do seu único filho é Raphael Entoven, filósofo conhecido que trocou a namorada Justine Levy - filha do filósofo Bernard Henri Levy - por Carla Bruni que, por sua vez, tinha tido um romance com o próprio pai do namorado. Ou seja com aquele que agora é o avô do seu filho. Complicado? Talvez mas, ao mesmo tempo muito eloquente de uma vida vivida com intensidade e paixão.
Em matéria de políticos Sarkozy é a sua segunda conquista, depois de Laurent Fabius.
Todo este enunciado para quê? Para voltar à questão da perplexidade dos franceses (diria mesmo à perplexidade universal, dada a escala planetária da mediatização do romance do momento) e à dúvida de quase todos, quando olhamos para o calendário e recordamos as datas que marcaram a agenda presidencial francesa dos últimos meses. Em Outubro o Eliseu anunciou o divórcio entre Nicolas e Cécilia Sarkozy (assumidamente o amor da vida do presidente); em Novembro a notícia foi o “coup de foudre” entre Sarkozy e Bruni, que se conheceram num jantar de intelectuais e artistas promovido por Jacques Séguela (onde Carla foi acompanhada pelo namorado Denis Olivennes, patrão da FNAC, que há um ano deixou a mulher e os filhos por ela); em Dezembro o presidente declarou que a relação era “um caso sério” e, num gesto terno mas também ostensivo, abraçou Carla pela cintura, pôs o filho dela aos ombros e levou-os oficialmente pelas ruas de Petra, na Jordânia; em Janeiro o enigma é confirmar se já casaram ou não.
Casados ou por casar e olhando para o histórico afectivo de um e outro, a dúvida permanece: será amor?    
 
 
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publicado por Laurinda Alves às 19:09
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