Domingo, 7 de Dezembro de 2008
A arte dos artistas contemporâneos

 

A  fotografia foi tirada por Ana Neto, coordenadora do Curso de

Intervenções Artísticas em Espaços Públicos da Universidade

Lusófona do Porto onde fui dar uma aula sobre Arte Pública e

Media. A aula foi muito concorrida e animada, e durante duas

horas falámos da arte dos artistas e de quem os interpreta ou

avalia. Gostei muito deste diálogo e da troca de experiências.

Recebi, mais tarde, mails de alguns dos alunos presentes e

confesso que adorei este feedback. A Paula Parracho, o André

Silva e o João Medeiros mandaram mails com links fantásticos.

Aqui ficam dois breves vídeos sobre a fotógrafa Sally Mann, uma

das artistas preferidas de João Medeiros. Gostei muito de a conhecer!

 

 

Acho fascinantes as conversas intimistas com artistas quando eles aceitam falar

daquilo que os move e comove. Sally Mann diz que o conselho que dá aos jovens

artistas é que façam arte a partir das coisas banais da vida e do quotidiano e eu

percebo-a. E também gosto deste segundo vídeo onde ela fala de outro tipo de arte. 

 

 

Nesta linha e nesta lógica criativa dos novos artistas deste século, vale a pena ir

ao site arte 21 onde há dezenas de pequenos e médios vídeos com entrevistas a

artistas tão variados como coreógrafos, ilustradores, fotógrafos, pintores, autores

de banda desenhada (ou comics, como preferirem), escultores e outros mais ou

menos performativos. Obrigada ao João por este link e obrigada a todos os que

foram 'meus' alunos nesta tarde de conversa tão criativa e iluminante na Lusófona.

publicado por Laurinda Alves às 20:23
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Quarta-feira, 21 de Março de 2007
Sam The Kid & Cia
- Cativou-me este estilo de música, porque tem mais palavras, textos maiores e até aparenta não ser preciso saber cantar. Comecei a escrever umas letras ( a minha mãe via, riscava as asneiras e punha outras palavras) e as minhas primeiras batidas foram feitas só com um órgão e uma caixa de ritmos. Punha uma banana na melodia e outra na batida e foi assim que gravei as primeiras cassetes. O que eu gostava de dizer a todos é que não podemos ficar parados. Não podemos desistir, não podemos deixar de ir aos ensaios.
Sam The Kid foi o primeiro a falar mas não foi o único a dizer que é preciso apostar e continuar.
Todos falaram da influência americana e da estranheza inicial de escrever e cantar em português mas todos disseram que o essencial era pôr cá fora o que vai na alma.
- Eu canto que tenho cá dentro, o que trago no peito.
MC Zipas falou e a sala desabou em palmas, coisa que se repetiu sempre que os outros partilharam a sua verdade, a sua liberdade e a sua realidade.
- O Hip Hop individualiza o meu interior, é aquilo que tiro do meu coração e é também a minha dor. É o que estou a viver naquele momento.
À medida em que iam falando, Deana Barroqueiro, professora de português, ia pontuando o discurso com questões e interrogações sobre a língua. Inspirada e divertida, falou sobre influências e origens tão antigas como a poesia das cantigas de escárnio e mal-dizer.
- Eram letras menos bonitas do que as cantigas de amor e usavam palavrões com muita força mas foram também elas que nos deram a conhecer a vida da época medieval.Daqui a muitos anos, quando todos formos pó, o Hip Hop vai dizer como se vivia nestes bairros e como era a nossa cultura urbana. 
publicado por Laurinda Alves às 20:05
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