Quarta-feira, 28 de Julho de 2010
Conversas de café

 

Mesmo quando estamos sobrecarregados de trabalho e acordamos cansados porque ainda não tivemos férias, as manhãs de Verão são muito melhores do que as manhãs de Inverno. Falo por mim, claro. Há mais tempo para conversas porque há a certeza dos dias compridos. Numa destas manhãs a conversa ao pequeno-almoço era sobre as pessoas que vivem demasiado centradas nos seus defeitos físicos e quando se vêm ao espelho ampliam tudo aquilo de que não gostam. É uma pena desperdiçar tempo e pensamentos com realidades que não podemos mudar. Ou podemos, depende... há ginásios e SPAs, há jardins e praias para fazer caminhadas e exercício físico, mas se por acaso o tamanho do nariz, a forma do peito ou o volume da barriga são motivos de complexos, também é sempre possível operar. Ainda que eu não seja adepta das operações plásticas (ou melhor, gostava de atravessar a vida sem fazer nenhuma, mas não tenho nada contra as pessoas que as fazem), há métodos razoavelmente eficazes para fazer algumas correcções. A conversa evoluiu e derivou da questão estética, muito potenciada pela época de praia, claro, para a questão dos handicaps físicos irreversíveis. E foi nesta deriva que quando alguém se queixou que tinha um peito assim e umas pernas assado, houve quem atalhasse logo, pedindo para projectar uma situação de acidente ou doença grave. "Se um médico te dissesse que tinhas um cancro da mama e fosses obrigada a tirar o peito de que te queixas, ou se tivesses um desastre que te deixasse paralizada e sem poderes usar as pernas de que não gostas, passava-te pela cabeça queixares-te de que o teu peito é demasiado pequeno ou as pernas demasiado grossas? Então pensa nisso, descontrai e tira partido do que tens, porque a imperfeição pode ser tão sedutora como a perfeição!". Ficámos em silêncio, porventura a projectar em cada um aquilo que tínhamos acabado de ouvir de forma tão directa e crua. Moral da história? Relativizar, relativizar, relativizar sempre! E nunca esquecer que aceitar a imperfeição é muito mais giro e sedutor do que tentar dissimulá-la. A auto-confiança é muito mais sexy do que se pode imaginar...

publicado por Laurinda Alves às 08:39
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Sábado, 31 de Outubro de 2009
Em nome dos avós e do seu amor por nós

 

 

 

Hoje e amanhã são dias de família. De toda a família, quero dizer. Pai, mãe, filhos, tios, tias, primos e primas, irmãos, cunhados, sobrinhos e namorados das gerações teen, vamos estar todos juntos neste fim-de-semana que fecha o mês de Outubro. Há anos sem fim que fazemos o encontro anual da família e é sempre uma festa estarmos juntos. Vou fazer a mala a correr para não me atrasar. Volto amanhã à noite. Bom fim-de-semana!

 

publicado por Laurinda Alves às 11:48
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Segunda-feira, 11 de Maio de 2009
Ainda a Feira do Livro e os encontros

 

José Eduardo Agualusa, um dos meus escritores preferidos e

meu grande amigo estava sentado a assinar livros mesmo de

frente para a minha cadeira, na Praça Leya da Feira do Livro.

 

 

A ideia de ter sempre dez autores a assinar livros em simultâneo

num espaço que acabou por funcionar como ponto de encontro é

uma ideia feliz que só pode ser concretizada por um grande grupo

que conjuga editoras e autores variados e muito complementares.

 

 

Tive a sorte de receber no meu canto a visita de conhecidos e

desconhecidos mas também de grandes amigos. Alguns são

daqui do blog, outros de outras vidas.Nesta imagem, o médico

que tem salvo a vida da minha mãe, literal e metaforicamente

falando. Diogo Cavaco, cardiologista, é um médico invulgar na

qualidade técnica e clínica à qual associa a qualidade humana.

Todos os médicos deviam ser como ele, é só o que posso dizer.

 

 

Na mesa do José Eduardo Agualusa estavam, também, a

Patrícia Reis e o João Tordo (em pé, à direita) e foi mesmo

muito bom rever cada um deles. Conheci pessoalmente a

Cristina aqui do blog, a Andreia que já tinha ido à Fnac, revi

a Mónica e quando menos esperava chegou a Marta e a Jo.

São duas amigas importantíssimas na minha vida e como

uma mora em Londres e a outra tem estado muito ausente

por circunstâncias adversas que nos ultrapassam às duas

não resisti a fazer a fotografia do encontro e a deixá-la aqui. 

 

publicado por Laurinda Alves às 09:56
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Segunda-feira, 6 de Abril de 2009
Esta noite em directo na Antena 1 com o Jorge Afonso

Chego ao fim de cada dia com a noção de que este tempo que atravesso é um tempo irrepetível e que, uma vez atravessado, nada será como era antes. Isso enche-me de gratidão e de sentido como, aliás, tenho dito e repetido. Dá-me forças para superar obstáculos e para eu própria me transcender. Faço muitas coisas todos os dias, conheço gente completamente diferente e embora nunca tenha tido uma vida rotineira, reconheço que esta fase da minha vida está a ser um verdadeiro desfile de pessoas e projectos. Esta noite vou fazer uma coisa de que gosto muito: vou estar em directo na Antena 1 95.7 FM entre a meia-noite e as duas da manhã, numa conversa de rádio a uma hora intimista em que se pode falar sobre a vida, de tudo e de nada. Gosto deste tipo de programas, no duplo sentido. Ou seja, gosto deste tipo de programa de rádio e gosto do meu programa para esta noite. Obrigada pelo convite, Jorge Afonso. 

publicado por Laurinda Alves às 21:24
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Sexta-feira, 2 de Março de 2007
Conversas de homens
 
No dia da Mulher convidaram-me para jantar e falar no 63º aniversário do Rotary Club de Setúbal. Fiquei sentada na mesa de honra, em linha recta com o presidente dos Rotários, o representante do governo civil e o representante da presidente da Câmara, entre muitos outros.
No fim das celebrações e dos discursos comovidos, todas as mulheres receberam uma rosa cor de chá. Ao meu lado direito Joaquim Monteiro e António Lopes Ferreira falavam de flores com entusiasmo e propriedade.
- Eu já sou encartado em flores porque adoro oferecer flores à minha mulher mas a minha florista já sabe que não gosto de repetir os arranjos.
- E eu sou engenheiro de produção agrícola e por isso sei muito sobre flores. Sabe como é que elas duram mais nas jarras?
- Não.
- Se puser açúcar na água, os hidratos de carbono alimentam-nas e prolongam-lhes a vida.
- Eu já sei tudo sobre geribérias, hortenses, esterlícias e flores mais ou menos exóticas.
- Sabe o que é que dá cor às hortenses? A acidez do solo.
- Quando são brancas é porquê?
- Porque o solo é muito alcalino. Mas se for ácido são azuis. Nos Açores a terra é vulcânica e é por isso que são azuis.
- E quando são cor-de-rosa?
- É porque o solo não é ácido nem alcalino.
Eloquentes e muito esclarecedores.
 
publicado por Laurinda Alves às 21:16
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