Quinta-feira, 24 de Janeiro de 2013
Estas e outras miúdas

 

Eis uma foto de uma das mais recentes sessões de Dialogue Cafe que tivemos na Gulbenkian entre jovens que fazem trabalho cívico e desenvolvem actividades solidárias e voluntárias. Do lado de cá, um grupo de alunas do Colégio Mira Rio. Do lado de lá um grupo de adolescentes palestinianos do Youth Council de Ramallah. Foi a segunda sessão entre estes dois grupos e é fabuloso ver como o Dialogue Cafe cria laços fortes e duradouros. Neste momento todos estes jovens já estão a fazer projectos conjuntos e a co-criar iniciativas com impacto transformador nas comunidades onde moram. Mais à frente dou mais detalhes sobre tudo isto. Para já deixo aqui um retrato feliz, na véspera de começar a dar mais um Curso de Comunicação num dos Colégios do Grupo Fomento, desta vez no Horizonte. Durante dois dias vou ter uma turma de cerca de vinte alunas pré-universitárias a quem vou ensinar e treinar competências de Comunicação. Em Maio passado fiz uma Talk no TEDx Aveiro sobre estas matérias e acredito profundamente que muita coisa melhoraria neste país e na vida de cada um se fossemos ensinados a comunicar desde muito cedo. Vejo o impacto das sessões de Dialogue Cafe, em que tudo começa e acaba no poder da Comunicação, e nos laços que se estabelecem entre os participantes, mas também sou formadora no Leadership Lab da Universidade Católica e percebo como os alunos precisam do suplemento de confiança que sentem quando comunicam bem e vão a entrevistas de primeiros empregos. Gosto muito de dar formação nesta área e, por tudo isto, é com enorme alegria que vou para o Porto. Se ficar mais ausente já sabem que é por boas razões!

publicado por Laurinda Alves às 00:23
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Domingo, 2 de Setembro de 2012
Precisamos de aprender a comunicar na escola, desde cedo!




SE EU CONSEGUI, TODOS CONSEGUEM. Subir a um palco sozinha e falar para uma plateia de mais de 700 pessoas sentadas na penumbra, em silêncio, não é fácil. Para mim, pelo menos. Não sou artista nem entertainer e, por isso, não tenho esses talentos nem essas competências. Sou comunicadora e estou habituada a falar em público, seja em salas de aula, em auditórios e anfiteatros, em plateias grandes e pequenas, mas sempre em lugares onde posso ver as caras das pessoas, sentir o seu
 olhar e expressões, e onde sinto que posso ter a naturalidade, a espontaneidade de quem fala daquilo em que acredita. Dou aulas em universidades e escolas e faço formação em Comunicação em empresas, mas aprendo muito mais do que ensino porque apesar do meu trabalho como comunicadora tenho uma natureza reservada e sou mais calada do que se pensa. Gosto da comunicação 'um para um', da proximidade e individualidade, e por isso decoro sempre os nomes das pessoas que me interpelam ou com quem falo, mesmo que por breves instantes. Por tudo isto, o palco do TEDx Aveiro foi uma grande, enorme oportunidade de superação e de passar uma mensagem que considero urgente: PORTUGAL PRECISA DE UM PLANO NACIONAL DE COMUNICAÇÃO, para que todos possamos aprender a comunicar muito cedo, na escola, e deixarmos de sentir a aflição e as dores de barriga que sentimos sempre que temos que falar em público. Obrigada à organização do TEDx Aveiro, à imensa legião de voluntários que tornou tudo possível e me ajudou a vencer os meus medos de estar em palco.

publicado por Laurinda Alves às 20:11
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Segunda-feira, 20 de Junho de 2011
Durante os próximos tempos este vai ser o meu escritório

 

Tenho imensa sorte em alguns campos da minha vida e aqueles que sinto como verdadeiros privilégios são, por esta ordem, a família, os amigos, as casas, as viagens, os projectos de trabalho e ... os escritórios! É incrível como até nos espaços de escritório tenho tanta sorte e daquele spot extraordinário que é a Garage, onde trabalhei durante o último ano, enquanto gravei e editei a série Portugueses Sem Fronteiras, passo agora para o novíssimo escritório da Exago, que é uma combinação de galeria de arte moderna em open space, com secretárias ao centro e uma mesa única a toda a volta, onde cada um se senta e ocupa um espaço próprio, sem barreiras arquitectónicas a dividir ou perturbar a relação entre pessoas criativas, eficientes e com ideias que potenciam as ideias, as iniciativas e projectos dos outros. 

 

 

 

A minha aventura na Exago começou com um convite/desafio do Pedro Carmo Costa, um dos grandes mentores desta empresa e deste conceito, para ir lá falar sobre os meus cursos de Comunicação e sobre as matérias relacionadas com o tema. A conversa foi muito animada e participada e o grupo de Exago boys & girls, foi uma plateia muito divertida. Na imagem de baixo o Nuno dita um desenho geométrico aos colegas, e a maneira como ele ditou e como eles reproduziram o desenho, foi mais uma vez eloquente da maneira como facilmente descomunicamos uns com os outros. Muito bom.

 

 

O ditado do desenho geométrico é sempre uma grande metáfora sobre a comunicação, sobre aquilo que achamos que estamos a dizer e aquilo que realmente dizemos; o que achamos que os outros estão a ouvir (e a compreender) e o que realmente estão a ouvir, e por aí adiante. É a lendária questão dos 'elos inconscientes' e de tudo o que damos por adquirido entre pessoas que se conhecem minimamente, trabalham juntas ou se relacionam por alguma razão. Dá para perceber onde começam muitos dos equívocos e das tensões que perturbam a comunicação e distorcem as relações. 

 

 

 

Aqui a equipa Exago esforçava-se por perceber as linhas obliquas e curvas, verticais e horizontais ditadas pelo Nuno... Reencontrei na Exago o Tiago Forjaz, fundador do StarTracking (a quem agradeço semanalmente no fim de cada programa ter-me inspirado para fazer a série Portugueses Sem Fronteiras) e o motor inspirador e da Fundação Talento. Está de partida para São Francisco, onde vai trabalhar num projecto fascinante e da sua autoria. O Tiago é, como todos sabemos, um portento de criatividade e originalidade, com um talento especial para multiplicar os talentos dos outros. Tem uma lógica disruptiva e nem sempre compatível com o sistema e essa é, porventura, uma das suas melhores e maiores qualidades. Já tinha saudades de o ver, espero que lhe corra tudo bem nos States e que volte em breve porque faz-nos falta ter pessoas em Portugal como o Tiago Forjaz! Aliás, espero poder entrevistá-lo para a próxima série de programas, que está em fase de aprovação final, e desta vez é sobre portugueses com talento que vivem e trabalham em Portugal.

 

 

 

publicado por Laurinda Alves às 12:13
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Segunda-feira, 10 de Janeiro de 2011
Conversas com Alberto de Brito em livro

 

Esta fotografia foi tirada pela Isabel Pinto, uma das melhores fotógrafas portuguesas e uma grande amiga que me ficou desde os tempos em que trabalhámos juntas quando eu era directora da Pais & Filhos e, depois, da XIS. Esta é apenas uma de uma longa sequência de onde sairá a capa do livro de conversas que gravei com o pe Alberto de Brito sobre matérias sensíveis para todos nós: os desafios da comunicação inter-pessoal e as questões que estão por detrás dos equívocos e permanentes faltas de sintonia que existem entre quem fala e quem ouve. Esta semana fica marcada por ser a recta final para entregarmos na gráfica todo o material escrito e fotografado. Se tudo correr conforme está previsto o livro sai em Março, se possível logo na primeira quinzena. Fazer este livro com Alberto de Brito era um sonho antigo e, por isso, não posso estar mais entusiasmada nesta fase. Este ano começou com grandes desafios: o livro, a série de programas de TV sobre os Portugueses Sem Fronteiras que há-de ser emitida em breve na RTP 1 e , ainda, um projecto com a Fundação Calouste Gulbenkian na área social, que se enquadra no Programa Entre Gerações e envolve 7 instituições em Portugal e 10 no Reino Unido que trabalham e juntam pessoas de todas as idades. Embora para mim todos estes projectos estejam contidos no tempo, não posso estar mais contente. Vou trabalhar com o Entre Gerações apenas em Portugal, mas a certeza de ficar a conhecer pessoas e lugares onde a humanidade é a marca d'água, por assim dizer, é uma oportunidade fabulosa. Gracias a la vida, como dizia o poeta!

publicado por Laurinda Alves às 10:02
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