Quinta-feira, 21 de Junho de 2012
M. Wolff e Julia Cassim: todo o Design devia ser inclusivo!

Michael Wolff, Designer inglês com 50 anos de experiência e mundialmente reconhecido pela sua criatividade e sentido de humor, mas também pelas mil e uma marcas que criou para pequenas e grandes empresas e iniciativas em todas as áreas (foi ele o autor da imagem dos Paralímpicos 2012, para dar apenas um exemplo recente, actual), esteve hoje sentado à mesa do Dialogue Café. Ele em Londres, nós em Lisboa. Ao meu lado Julia Cassim, uma mulher absolutamente fabulosa que aposta no Design Inclusivo e percorre o mundo a fazer workshops e a provocar especialistas nas áreas do Design, Arquitectura, Artes, Educação, Medicina e Inclusão Social para desafios de co-criação de novas peças, objectos e ferramentas desenhados para todos e não apenas para alguns. Julia Cassim veio do Japão para um 24h Challenge em Lisboa, promovido pelo British Council, e Michael Wolff acabou de chegar de Moscovo.

 

Graças ao sistema de TelePresença da Cisco usado no Dialogue Cafe e à ideia visionária do Diogo Vasconcelos, podemos sentar à 'mesma mesa', na 'mesma sala' pessoas em vários países e diferentes continentes. Esta tarde a conversa envolveu quatro salas de Dialogue Cafe: Lisboa (fomos nós os anfitriões), Londres, Amsterdão e Cleveland. Julia falou de peças de design que habitualmente não classificamos como tal. Falo de pernas artificiais, próteses, olhos mecânicos, aparelhos para surdos, etc, etc. Tudo isto e muito mais é a substância do Design Inclusivo.

A conversa durou cerca de uma hora e meia e durante este tempo houve sempre assistência na sala. É fabuloso conhecer pessoalmente gente inspiradora que muda o mundo e transforma o nosso olhar. Que nos interpela e abre novas perspectivas. Foi o que aconteceu esta tarde. A boa notícia é que o Dialogue Cafe é uma ferramenta poderosa que pode ser usada por pessoas, organizações e instituições da sociedade civil. Quem estiver interessado em saber mais, contacte-me através do blog, do facebook ou na Fundação Calouste Gulbenkian, onde estou todas as tardes.

 

Já disse e repito que o DC é um projecto apaixonante e é um privilégio sem tamanho poder ter um papel, poder estar envolvida. Sou a manager-curator-gatekeeper de Lisboa, o que quer dizer que a minha função é gerir, programar e facilitar a realização de sessões de Dialogue Cafe em que pessoas de várias áreas e de países diferentes trocam ideias e partilham experiências. É de conversas como estas que nasce muita luz e é destas pontes, destes links e conexões que saem excelentes projectos e novas parcerias. O Dialogue Cafe é um projecto onde cabem muitos outros projectos e é fascinante ver como todas e cada uma das pessoas que fazem esta experiência saem da sala com uma espécie de urgência interior para agir, seja para replicar as ideias que acabam de ouvir, seja para criar novos projectos. 

Graças a este Dialogue Cafe desta tarde  a Julia Cassim e a equipa do DC de Amsterdão vão tentar organizar um 24h Challenge naquela cidade. Grande pinta! O Diogo Vasconcelos gostaria muito de saber isto e teria adorado estar presente nesta sessão, tenho a certeza. Que bom podermos dar continuidade às suas ideias visionárias, à sua narrativa do futuro... 

 

Termino agradecendo à Lígia Lopes, à Filipa Pias e às directoras do British Council o apoio na organização deste DC. Foi mesmo muito bom. Felizmente a partir de Setembro teremos uma programação diária. Até lá aceito sugestões, desafios e pedidos. O DC não tem custos associados e é interessante ver como de uma parceria feliz entre as Nações Unidas/Aliança das Civilizações - Cisco - Gulbenkian nasceu um novo produto social, uma nova ferramenta com tanto poder transformador e tanto impacto no mundo à nossa volta. 

publicado por Laurinda Alves às 00:47
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