Quinta-feira, 15 de Abril de 2010
Praias artificiais na cidade, entre a estrada e o comboio

 

Estes dias de nuvens pesadas em Lisboa lembram-me as cidades do norte da Europa, onde o sol é um bem tão escasso que tem que ser millimetricamente aproveitado. No novo centro de Berlim existem praias artificiais coladas à linha do comboio e junto à estrada. Não há mar nem há grande sol mas os berlinenses pouco se importam: espalharam areia, montaram barracas e toldos, escavaram umas piscinas e criaram uma ilusão meio tropical, meio estranha.

 

 

Nós, que estamos habituados a ver este tipo de instalação nas entradas das praias, achamos esquisito ir a uma praia onde não há mar e que ainda por cima foi 'construída' em plena cidade, mas os berlinenses não se ralam nada com isso. As piscinas são mínimas, a areia não é fantástica e o sol não chega a bronzear mas dá para aquecer e arejar.

 

 

Olhando para estas praias artificiais entaladas no meio de prédios e avenidas, só podemos dar ainda mais valor à fabulosa extensão de costa com areal e oceano do nosso país. Aos lisboetas fanáticos por mar (como eu), não passa pela cabeça passar os meses de sol sem enfiar umas havaianas nos pés e atravessar a ponte ou percorrer a marginal para ir às praias da Linha. Que sorte a nossa!

publicado por Laurinda Alves às 12:00
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Quarta-feira, 14 de Abril de 2010
Room with a view

 

Vou ter saudades deste quarto com vista para a cidade. Hoje adormeço em Lisboa, mas vou ter saudades de Berlim.

 

publicado por Laurinda Alves às 09:00
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Tango argentino com o DJ Hagen e, depois, goodbye Berlin!

 

O Clarchen's Ballhaus de Berlim enche todas as noites e, em especial, quando há tangos e milongas. Ou seja, todas as terças. Acabámos as filmagens nesta cidade a ver dançar tango e a filmar a Joana Bértholo num salão de baile tão alternativo como romântico. Ou seja, um filme dentro de outro filme. Goodbye Berlin!

 

 

publicado por Laurinda Alves às 01:15
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Terça-feira, 13 de Abril de 2010
A importância de Fassbinder na vida e obra de Filipa César

 

Acabámos o ciclo de entrevistas em Berlim com a Filipa César, artista performativa, realizadora e fotógrafa que nasceu no Porto, mas vive e trabalha aqui. E também no Porto, às vezes. Subimos ao último andar do prédio onde tem o seu atelier, ao lado de muitos outros artistas, e ela mostrou-nos umas escadas vertiginosas que levam ao telhado mais alto, sobre os outros telhados da cidade. 

 

 

Não resistimos àquele cenário e subimos todos, primeiro os rapazes com as câmaras, depois ela, e a seguir eu. As vistas lá de cima são de cortar a respiração e ainda bem que nenhum de nós teve vertigens porque era caso para isso. Estava vento e frio mas não foram suficientes para impedir a conversa nem as gravações.

 

 

A panorâmica desta espécie de terraço é enorme e vê-se grande parte da cidade de Berlim, em especial algumas zonas industriais. A Filipa César está habituada a fotografar e a realizar filmes e, por isso, sabe escolher enquadramentos.

 

 

Toda a conversa foi muito interessante, até porque a área artística da Filipa não está padronizada e ela própria é, de certa forma, incatalogável. Os seus filmes têm sempre um valor documental e uma expressão artística muito marcantes e, nesta lógica, todo o seu trabalho escapa a uma definição ou rótulos, mas nem por isso é menos reconhecido. Muito pelo contrário. 

 

 

Não podendo nem querendo revelar aqui o conteúdo do que gravámos para um programa que há-de passar na RTP e na RTP Internacional a partir de Setembro, gostava de sublinhar a profundidade existencial e intelectual da Filipa César, e dizer que embora a conversa tenha sido longa, ficou muito mais por dizer do que aquilo que conseguimos gravar. Falámos naturalmente dos seus filmes e documentários, do facto de ser uma 'workaholic' e de adorar morar em Berlim.

 

 

A Filipa César sente-se em casa nesta cidade, onde tudo acontece e onde a sua expressão artística é reconhecida entre pares, mas também por um público exigente e informado. Berlim é uma terra de oportunidades e, por isso, é aqui que quer permanecer nos próximos anos.

 

 

Falámos dos seus próximos projectos e das suas últimas obras e acabámos por nos deter no seu filme/instalação Le Passeur, patrocinado pela Ellipse Foundation, onde foi exibido no Verão de 2008. Trata-se da história de quatro amigos minhotos sem filiação partidária que se dedicaram a passar clandestinamente refugiados políticos e desertores da guerra colonial entre os anos de 1971 e 75. Até à Revolução, portanto. A motivação destes amigos era fazer oposição à ditadura e embora não tivessem nenhuma orientação partidária acabaram por servir vários partidos e ideologias que eram contra o regime.

 

 

Rainer Werner Fassbinder, o lendário actor e realizador alemão mais emblemático da Geração do Novo Cinema Alemão, tem uma importância muito forte e transformadora na vida e obra da Filipa, que assume esta mesma influência com paixão. Fassbinder morreu muito novo, aos 37 anos, e viveu uma vida de excessos, sem limites, mas a sua energia criativa, a sua sensibilidade às questões sociais, o seu pensamento cinematográfico, o seu sentido estético e a sua intensidade dramática fizeram escola e deixaram muitos seguidores. Percebo-os. 

  

publicado por Laurinda Alves às 19:40
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O mundo de Joana Bértholo, escritora, em Berlim

 

Joana Bértholo, escritora experimental com vários livros publicados (e várias vezes premiada) também podia ser bailarina, ou palhaço de rua, ou artista plástica. Tem graça a sua versatilidade e a intuição com que escolhe uns caminhos e não outros. Em Berlim escreve e faz um doutoramento. Mas também dança e procura incessantemente a companhia da sua 'tribo'. 

 

 

Começámos o dia a tomar um pequeno-almoço com a Joana e a Barbara, amiga que a Joana conheceu quando chegou a Berlim e procurou alguém para fazer um 'tandem', que em gíria berlinense quer dizer uma dupla de pessoas que possam ensinar uma à outra a sua língua-mãe. Conheceram-se para ensinarem e aprenderem alemão e português, mas acabaram por ficar muito amigas.

 

 

A Barbara já morou e estudou em Lisboa e, por isso, tem um português fluente e muito limpo. Esta circunstância fez com que acabassem por fazer a batota de falar mais português do que alemão no seu 'tandem'. Hoje em dia estão muito próximas porque têm muitos interesses em comum (literários e artísticos) e muitos amigos que também já são das duas.

 

 

A entrevista de hoje tinha como ponto de partida a escrita da Joana Bértholo e o seu último livro Diálogos Para o Fim do Mundo, editado pela Caminho. A Barbara confessou que gostava de o traduzir para alemão e durante um bom bocado falámos sobre literatura convencional e experimental, sobre autores portugueses traduzidos em alemão e sobre as dificuldades da língua.

 

 

Depois a Barbara foi à sua vida e despediu-se da amiga, com quem também faz aulas de Pilates e Yoga. Nós fomos atrás da Joana na sua bicicleta a filmá-la pela cidade e acabámos as gravações na varanda da sua casa, com vista sobre o parque, no bairro de Kreuzberg, na zona ocidental de Berlim. 

 

 

A Joana viveu em Buenos Aires e ficou 'viciada' em tangos e milongas. Esta noite vamos com ela a um espaço que ela diz que é fabuloso e vibrante, ver dançar o tango. Que maravilha, adoro! Gostei muito da entrevista e da pessoa da Joana, que fala com clareza e abre imensas portas na conversa que apetece explorar. Acho graça à maneira como ela própria se define: "vejo-me como uma pessoa curiosa, que está sempre a perguntar Porquê às coisas".

 

publicado por Laurinda Alves às 12:43
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Segunda-feira, 12 de Abril de 2010
Na margem esquerda do canal, com lareira e cobertores

 

Berlim é uma surpresa e uma festa todos os dias. A meio da tarde fomos ter com a Maria Carvalho, a voz feminina do Trio Fado (que, por acaso, tem quatro elementos desde que têm violoncelo, para além das guitarras portuguesas), que marcou encontro num dos lugares mais poéticos da cidade: um bar ancorado na margem esquerda do canal, com uma esplanada sobre as águas, onde podemos estar sem frio até anoitecer.

 

 

O lugar é uma beleza e como havia sol nem sequer precisámos dos cobertores que estão num cesto, no deck. Dentro do bar as madeiras são muito bonitas, cor de mel, com uma patine especial que dá a tudo um ar incrivelmente acolhedor. Ao fundo, do lado esquerdo, uma das lareiras estava acesa e ia sendo alimentada pelo rapaz do bar. A Maria parece uma miúda e a nossa conversa foi muito alegre e demorada.

 

 

O Trio Fado é um fenómeno de sucesso em Berlim, mas não só. Tocam um pouco por todo o mundo, mas em especial na Alemanha e na Suíça. Em Portugal não são tão conhecidos como outros fadistas das novas gerações, mas isso deve-se ao facto de estarem há muitos anos fora e tocarem quase sempre num circuito internacional.

 

 

A voz da Maria é muito expressiva e meio anasalada, e isso dá-lhe uma graça particular. Começou a cantar mais ou menos há 10 anos, depois de ter trabalhado noutras áreas que não tinham nada a ver com a música. Viveu em Londres e em Paris, mas já está há muitos anos em Berlim e é aqui que se sente em casa.

 

 

Na sala ao lado daquela em que gravámos a entrevista havia  outra lareira acesa e um grupo de três amigos em conversas animadas. Percebemos no fim das filmagens que eram portugueses. Pedi-lhes para tirar uma fotografia. Aqui fica o retrato cheio de sombras, do João, do Frederico e do Jan. Há sempre portugueses em toda a parte.

 

 

P.S.: Para a Moura Aveirense, que está em vésperas de vir a Berlim, deixo mais esta sugestão. Este bar chama-se Frei Schwimmer e também é imperdível. Ainda por cima porque já começaram os dias de sol... 

 

publicado por Laurinda Alves às 22:39
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Voltou o sol a esta cidade cheia de sombras e memórias

 

A bicicleta é o meio de transporte omnipresente em todas as cidades do norte da Europa e Berlim não é excepção. Realmente apetece largar o carro e percorrer as avenidas de bicicleta. Especialmente quando há sol.

 

 

O tráfego de segunda-feira é um bocado mais intenso mas nada excessivo, felizmente. Podemos andar para trás e para a frente à vontade sem perder muito tempo no trânsito. Depois do caos de Paris e Londres, Berlim parece o céu!

 

 

Da minha janela vou tirando fotografias a pessoas e lugares. Este homem, nesta posição, visto da minha janela, fez-me lembrar um filme do Wim Wenders. Talvez na imagem não pareça, mas ao vivo era mesmo o personagem de um filme.

 

 

Hoje de manhã andámos pela cidade a filmar imagens mais ou menos avulsas porque só fomos gravar entrevistas à tarde. Estivemos por toda a parte e também no Holocaust Memorial, uma espécie de instalação com 2711 'túmulos' de pedra escura colocados no centro de Berlim em honra dos judeus europeus mortos na guerra.

 

 

Trata-se de um enorme espaço povoado de pedras de tamanhos diversos, alinhadas de forma geométrica, com corredores de luz e sombras que podemos percorrer a pé. Embora seja tudo muito recto, o monumento também cria uma ilusão de labirinto. Acima de tudo dá uma noção exacta do peso que estas mortes têm e tiveram, e não nos deixa esquecer as vítimas do Holocausto nazi.

 

 

O Memorial To The Murdered Jews of Europe foi desenhado por Peter Eisenman e inaugurado em Maio de 2005, sessenta anos depois do fim da II Grande Guerra. Este monumento ou esta imensa instalação (ou conjunto de esculturas ou como lhe quisermos chamar) nasceu de um apelo de uma jornalista judia, Lea Rosh, e levantou alguma polémica porque houve quem discutisse que devia ser em honra de todos os que foram mortos e não apenas dos judeus. O facto de estar numa praça enorme, muito ampla e muito central, colado aos prédios, faz com que este Memorial seja muito visitado e 'usado' como espaço público onde as pessoas se encontram e se sentam a conversar. É giro ver como tudo se integra de uma maneira tão natural e harmoniosa, afinal. O passado recente, as memória da guerra, as cicatrizes que ficaram e também a história de perdão do pós-guerra que permitiu iniciar a construção de um outro edifício muito mais colossal: a União Europeia.

 

publicado por Laurinda Alves às 22:02
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Pelas ruas de Berlim

 

É impossível não fotografar os carros antigos nas estradas de Berlim e fazer uma polaroid com as cores certas, do tempo em que os Trabant eram uma das marcas da ex-DDR. Um Peugeot era um luxo intangível para muitos, mas agora é um ícone moderno ao alcance de todos, e revela uma atitude.

 

 

Berlim é uma cidade apaixonante e cheia de contrastes. Estes desenhos e graffitis estão na antiga rua dos punks, que agora é um bairro mais sossegado mas igualmente vivo. Muitos artistas plásticos moram e trabalham neste bairro onde se pode ver um dos últimos prédios abandonados que foram habitados pelos lendários squatters anarquistas de Berlim.

 

 

 

publicado por Laurinda Alves às 10:29
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Domingo, 11 de Abril de 2010
No atelier e na Galeria do Rui Calçada Bastos, em Berlim

 

O caminho para o atelier do Rui Calçada Bastos é muito cinematográfico, e aproveitámos os pequenos túneis e pátios para filmar o Rui a chegar ao espaço onde trabalha, fotografa e trabalha as suas instalações e vídeos.

 

 

Em breve o Rui terá que deixar este atelier e é uma pena porque todo o edifício está ocupado por artistas plásticos, mais ou menos conhecidos, mais ou menos amigos, e ele vai sentir naturalmente a falta deste espaço fabuloso de experiências e trocas diárias.

 

 

Dado o segredo profissional de uma série de televisão que só vai para o ar a partir de Setembro, nunca posso revelar aqui muito do que se passou ali, mas sempre vou dando as minhas impressões sobre cada um dos entrevistados e, nesta lógica, quero dizer que gostei muito da atitude do Rui. Já gostava muito da sua arte e agora passei a gostar também da pessoa.  

 

 

Achei graça à maneira como falou da sua expressão artística e da sua incapacidade de se catalogar ou definir. E gostei do cúmulo de fotografias e objectos que guarda no seu atelier, mais as fotografias da série "ALL I HAD", onde 'arruma' tudo o que lhe pertence antes de cada mudança de cidade ou de país. Muito original e muito criativo. E profundo, também. 

 

 

A boina do Rui Calçada Bastos tem uma história que vale a pena contar: o avô ofereceu-lha poucos dias antes de morrer, aos 99 anos, e a partir do dia da sua morte o Rui passou a usar a boina e nunca mais a largou. Faz parte da sua personalidade, moldou-se completamente à sua cabeça ( e à sua vida) e espera nunca a perder. Percebo-o.

 

 

A Invaliden1, a galeria de arte do Rui CB e de mais cinco artistas plásticos, é um espaço muito bonito e luminoso onde expõem peças e quadros mas onde também se fazem instalações e performances artísticas. Ter uma galeria com esta qualidade, esta abertura (e esta montra!) num dos centros de Berlim é um luxo a que só se podem dar alguns artistas. Os que já têm um percurso e um reconhecimento expressivo, quero dizer. A entrevista correu muito bem e como gravo sempre em forma de conversa, posso dizer que a conversa não podia ter sido mais interessante, alegre e variada. E profunda, insisto. 

 

 

Conhecer a intenção ou a motivação dos artistas performativos ajuda a perceber a sua performance e a substância da sua arte. Neste emaranhado desenhado na parede da esquerda podemos ler o que quisermos mas também perceber que se trata de um testemunho de superação do próprio artista, que ultrapassou graves obstáculos na sua vida à custa de muita insistência. É essa insistência que ficou plasmada na parede da Invaliden1. Muito bom. Deixo aqui os dois links do Rui CB, para quem quiser explorar a sua arte e ficar a conhecer melhor a sua identidade artística: http://www.ruicalcadabastos.com/ e http://www.invaliden1.com/ e ainda www.veracortes.com 

 

 

publicado por Laurinda Alves às 18:10
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Agora nos bastidores das audições para a ópera em Berlim

 

Passámos a manhã no Hebbel Theater, a ouvir as audições de cantoras para a próxima ópera que a Inês Thomas de Almeida e a sua equipa estão encenar. As audições são muito profissionais e as cantoras que ouvimos eram fantásticas, em especial a primeira, que está nesta fotografia com as partituras na mão.

 

 

Adoro bastidores, e em especial o backstage dos palcos de teatro e de concertos. Gosto das sombras, de ver as caixas e a mecânica de tudo, desde as cortinas aos holofotes. E gosto desta combinação de luz e sombras, e de poder ver ao mesmo tempo os dois lados do palco.  

 

 

Cada audição demora pelo menos 15 minutos, mas pode levar mais tempo e é um prazer supremo ouvir cantar ópera só para nós. Ou seja, para o petit-comité que avalia e, neste caso, para nós que estamos ali 'infiltrados', muito calados a filmar.

 

 

Deve ser muito exigente para um encenador avaliar pessoas que chegam ao palco e cantam com tanta assurance e profissionalismo. Florian Lux, o encenador desta ópera, revelou uma atitude muito humana e vibrante. Dá os parabéns, sugere, pergunta, pede para repetir ou cantar mais ao fundo do palco e faz tudo isso com tanta naturalidade, que ajuda com certeza os cantores a sentirem-se melhor no palco. 

 

 

O André, emboscado entre as cadeiras do teatro, vai filmando tudo isto com o Paulo. Dá gosto trabalhar com esta equipa e partilhar com eles os mundos fascinantes desta gente que andamos a filmar e a entrevistar. Percebo os comentários aos posts mas acreditem que temos a noção exacta do privilégio que estamos a viver.

 

 

A Inês Thomas de Almeida vai tirando as suas notas sobre cada cantora para no fim reunir com o 'júri' e seleccionarem a voz que procuram. Adorei esta manhã e confesso que me comovi várias vezes com a voz exuberante da primeira cantora. Soube depois que ela tinha passado a noite no hospital à cabeceira de um amigo, e ainda fiquei mais impressionada com a paixão com que cantou e representou. Nasceu para a ópera, não há uma dúvida. Deus queira que seja seleccionada! Ainda bem que a Inês sabe que o meu 'voto' não conta nada e, por isso, não me leva a mal o lobby. Além disso só vai ver este post depois de terem escolhido e, nesta lógica, não tenho influência na escolha. E agora vamos gravar com o Rui Calçada Bastos, artista plástico.

publicado por Laurinda Alves às 14:23
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