Segunda-feira, 16 de Janeiro de 2012
Inside Out Lx: esta cidade ficou muito mais alegre!

 

Lisboa hoje está uma festa: sol e céu azul, mais a alegria das fotografias que estão a ser coladas no imenso muro-em-galeria da antiga FIL, à beira-rio. O projecto Inside Out Lx é a versão portuguesa dos projectos do já lendário JR, o fotógrafo francês que cola fotografias gigantes em ruas e bairros espalhados pelo mundo inteiro, mas também em comboios em circulação e nos telhados das favelas, como forma de passar mensagens que despertem a consciência geral para muitos problemas sociais. JR vive apostado em fazer pontes e criar laços entre pessoas de todas as nações, credos, raças e condições sociais porque acredita que tudo é possível quando nos juntamos. 

Em Portugal o statement é: Think Positive! e a equipa que pôs de pé este projecto está de parabéns porque os cerca de 130 retratos são altamente contagiantes. É impossível não olhar e é impossível não sorrir ao passar por esta galeria ao ar livre. A Joanne Gatesfield, organizadora (na foto de cima), a Isabel Pinto, fotógrafa (na foto de baixo), e a Alexandra Dias, produtora (no cartaz já colado, ao centro, da foto de baixo) são o dream team do Inside Out Lx que juntou à sua volta dezenas de voluntários que ajudaram ao longo do processo e hoje se ofereceram para colar as fotografias.

 

O mais extraordinário nestes projectos inspirados pelo fotógrafo JR é que são todos autosustentados, na medida em que cada pessoa que se voluntaria para ser fotografada também paga a produção do seu próprio poster. Neste caso cada um de nós pagou 20€, que era o preço da impressão da fotografia nesta escala. Gosto particularmente deste estilo de arte pública e desta forma de expressão e se fizermos as contas, não custa quase nada participar. Muito pelo contrário, todos recebemos infinitamente mais do que demos.

 

A alegria do momento em que fomos fotografados no estúdio da produtora Take it Easy (com quem estou a gravar, editar e produzir a série de programas sobre portugueses com muito talento que vivem e trabalham em Portugal), ficou agora plasmada nesta avenida de Lisboa e vale a pena passar por lá para perceber a vibração deste enorme painel de gente mais ou menos anónima que dá a cara (e uma boa gargalhada) por um país onde infelizmente a tristeza alastra e as más notícias abundam. 

Novos e velhos, conhecidos e desconhecidos, familiares e amigos, todos nos sentimos convocados nesta espécie de missão-riso, que parte da certeza que uma imagem vale por mil palavras e mais, um riso ou sorriso provocam sempre emoções positivas. E como é de alegria e espírito positivo que estamos a precisar, aqui ficam algumas imagens. Esta noite os telejornais de todas as televisões vão mostrar reportagens e pderão ver o painel já mais completo. Por mim e porque sou radicalmente parcial com os meus, deixo aqui polaroids com a equipa Inside Out Lx, mais o team da Take, a minha irmã Catarina e a minha mãe, que mesmo de braço ao peito e ainda com gesso, não hesitou em dar o seu contributo para este projecto. Viva o JR, viva a Isabel Pinto, viva a equipa Inside Out Lx e vivam todos os que participaram. Grande pinta.

 

 

 

 

 

 

 

 

 



publicado por Laurinda Alves às 00:16
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Segunda-feira, 19 de Dezembro de 2011
Fragmentos do concerto da fabulosa Orquestra Todos
Acabei o dia de domingo (dia de festa maior na minha família) na garagem da Gulbenkian, no concerto da Orquestra Todos. Foi espectacular, vibrante, contagiante, mesmo muito bom. A Orquestra Todos é uma combinação fabulosa de artistas de rua e músicos profissionais, todos de várias nacionalidades. A mistura de culturas produz beleza, disse alguém no palco esta noite e é bem verdade. Uma beleza especial, rara, poderosa. Já consegui fazer o upload do primeiro fragmento que gravei e só estou à espera que o segundo fique disponível, depois de ser processado no Sapo vídeos, para o publicar. Até já.


publicado por Laurinda Alves às 00:35
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Sexta-feira, 9 de Dezembro de 2011
Coimbra B

 

 

 

 

 

Gostei deste grafitti na estação de Coimbra B. Não sei quem é o autor e tenho pena.  



publicado por Laurinda Alves às 14:11
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Quinta-feira, 24 de Fevereiro de 2011
Fanzine Zérie B ao vivo, hoje na linha verde do Metro

 

Apanhei a linha verde do Metro, de uma ponta à outra, e como estava cansada fechei os olhos e fiquei só a ouvir música. Quando voltei a abri-los estava ao meu lado uma rapariga a fazer um desenho espectacular e não resisti a meter conversa para saber o que estava a fazer. 

 

 

Estava a desenhar uma Fanzine, que é uma arte de rua e consiste em fazer desenhos que depois são fotocopiados e deixados ao acaso, como se fossem manifestos ou pequenos livrinhos. A moda começou nos anos 30, justamente como expressão reivindicativa, mas converteu-se também numa expressão artística. Esta fanzine era a capa de uma revista com o nome Zérie B e, por isso, está cheia de robots e personagens estranhos.

 

 

Subimos as escadas do Metro juntas para tirar esta fotografia à luz do dia. A artista chama-se Ana Godinho, é formada em Estudos Portugueses, faz traduções e começou a fazer estas fanzines num workshop onde julgo que está agora, à hora em que escrevo. O portfolio da Ana Godinho pode ver-se aqui. Gostei muito dos desenhos dela e adoro estes encontros na rua e no Metro.



publicado por Laurinda Alves às 17:47
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Segunda-feira, 21 de Fevereiro de 2011
AR CO: arte para todas as idades e gostos

 

Hoje acordei a pensar em espanhol, depois destes dias tão intensos em Madrid e arredores. A coisa tem a sua graça, sobretudo porque as últimas 24h foram especialmente bem vividas com amigos muito queridos que moram nesta cidade. É um privilégio sentirmo-nos em casa quando estamos fora do país. Fomos ao encerramento da AR CO, a feira internacional de Arte Contemporânea, que este ano me pareceu muito bem e tinha uma selecção de galerias mais depurada que em anos anteriores.

 

 

A um canto da AR CO, a galeria russa Garage criou um foco de interesse muito especial: destinou um espaço de tela pública onde cada um podia ser artista e deixar a sua marca. Este tipo de 'arte em curso' feita por pessoas banais de qualquer idade e origem resulta quase sempre muito bem e é uma alegria ver como todos aderem, das crianças mais pequenas aos mais velhos. Não sei se há uma corrente contemporânea para designar esta forma de arte, mas na verdade parece-me uma criação fabulosa.

 



publicado por Laurinda Alves às 09:28
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Quinta-feira, 3 de Fevereiro de 2011
A alegria é a coisa mais séria da vida

 

Concordo inteiramente com este slogan de um cartaz que fotografei

em Serralves, onde está a decorrer a exposição Às Artes, Cidadãos!

Até Março tudo, ou quase tudo, em Serralves é sinal de activismo,

cidadania, revolução, utopia, democracia, comunidade e militância.

Gosto da ideia da alegria fundamental, estrutural e estruturante.

Não da alegria dos 'contentinhos da vida', sempre dispostos a fingir

que são felizes e a parecer que nada os afecta. Isso nem é alegria...



publicado por Laurinda Alves às 11:48
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Quarta-feira, 12 de Janeiro de 2011
A maior e mais fabulosa galeria de fotos do Planeta

 

 

Não percam este vídeo. São cinco minutos e quatro segundos que fazem toda a diferença e mudam a nossa perspectiva sobre a arte pública e o seu impacto em zonas de conflito, pobreza e exclusão. Grande pinta de fotógrafo! Ainda bem que existe esta imensa legião de gente que todos os dias constrói um mundo melhor e ainda bem que existe o TED e atribui prémios como este e outros parecidos.

P.S.: Acabo de saber (e nada é por acaso!) que estreia hoje em França um filme deste fotógrafo sobre as mulheres no mundo. Vejam também este link: http://www.womenareheroes.be/




publicado por Laurinda Alves às 11:12
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Quinta-feira, 6 de Janeiro de 2011
Catch me, if you can



publicado por Laurinda Alves às 01:13
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Quarta-feira, 29 de Dezembro de 2010
Nos escombros de Pedro Cabrita Reis, na Appleton Square

 

Todo o espaço de exposições da Appleton Square está tomado por uma instalação fabulosa de Pedro Cabrita Reis, que desconstruiu o cubo perfeito da galeria de arte e simulou um desmoronamento de todo o interior.

 

 

Unveiled Revealed é o título desta intervenção de Pedro Cabrita Reis e é mais uma surpresa no seu percurso versátil e subversivo , como sublinha Filipa Oliveira, a curadora desta exposição.

 

 

Ao destruir o cubo branco da galeria onde os artistas expõem as suas obras de arte, Pedro Cabrita Reis revela os materiais e as estruturas que sustentam o espaço, criando ao mesmo tempo uma escultura (ou uma encenação) que cobre toda a superfície e paredes desta mesma galeria.

 

 

Poder entrar nesta instalação e percorrer os escombros, caminhando sobre eles, é uma experiência que vale a pena e nos confronta com o impacto da arte performativa. Adorei esta peça, por assim dizer.

 

 

Valeu a pena ter ido ouvir a Sara Serpa cantar e o André Matos tocar no andar de baixo da Galeria Appleton Square e depois subir para ver a exposição. Como conheci a Sara e o André em NY, de repente senti que através do seu jazz (que ouvi em bares novaiorquinos) e desta exposição, Nova Iorque ficou muito mais próxima.



publicado por Laurinda Alves às 10:43
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Segunda-feira, 28 de Junho de 2010
Prédios graffitados

 

Hoje estive com uma amiga que voltou de Berlim, onde esteve a trabalhar, e de certa forma eu própria voltei a uma cidade que adoro e da qual tenho sempre saudades. Para matar essas saudades e celebrar uma cidade explosiva e criativa, deixo aqui duas polaroids tiradas numa esquina do bairro dos artistas. Há centenas e centenas de prédios pintados em Berlim mas este é um dos que mais gosto. Conta muitas histórias ao mesmo tempo...

 



publicado por Laurinda Alves às 17:42
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