Quinta-feira, 28 de Janeiro de 2010
Carteiras e sacos muito giros e originais para nós, girls

 

Boas notícias para quem gosta de carteiras e sacos diferentes, personalizados, criativos e coloridos. O site ecoplum tem dezenas de modelos originais, alguns deles fotografados pela Mariana Sabido. Aqui ficam os links e uma imagem para as miúdas mais fãs desta moda hippy-country-chic. Eu adoro!

publicado por Laurinda Alves às 14:31
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Sexta-feira, 26 de Junho de 2009
O Voo do Moscardo à noite no Largo do S.Carlos

 

 

Assisti por acaso à parte final de uma ópera-concerto ao ar livre, no Largo do São Carlos, no Chiado. Não sei exactamente quem organizou nem qual a sequência deste Festival ao Largo mas vou investigar. Para já deixo aqui fragmentos do Voo do Moscardo de Rimsky-Korsakov, tocado com a devida inspiração e humor. 

 

 

publicado por Laurinda Alves às 00:50
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Sexta-feira, 13 de Fevereiro de 2009
Encontros: Exposição no Pavilhão 28

 

Fui à inauguração de "In Connection", a segunda de uma série

de três exposições que vários artistas se propuseram realizar

no Pavilhão 28, do Hospital Júlio de Matos, um espaço muito

especial com um impacto brutal nas obras, nos artistas e em

quem visita a exposição. A única obra que permanece depois

desta fase e até ao fim do ano de 2009 é o desenho de Leonor

Morais e Paulo Arraiano que está ao fundo, no canto da parede. 

 

 

Não se explicam as obras de arte e muito menos se pede

aos artistas que façam uma décryptage. Em todo o caso o

Paulo Arraiano disse-me que este desenho é uma espécie

de grito contido, de libertação de forças ou de almas ou até

de espíritos. Qualquer coisa poderosa e vibrante que mexe

e que reproduz de certa forma o eco dos gritos reais que os

artistas ouviam enquanto desenhavam nestes corredores...

 

 

Leonor Morais e Paulo Arraiano são um casal de artistas que

apetece ler através das obras e também conhecer para falar

daquilo que os apaixona e move.O Paulo Arraiano deu-me uma

entrevista para o blog mas não tenho nada a certeza de que o

som esteja em condições. Amanhã tento ver se posso publicar.

Entretanto e porque já é tarde, deixo aqui imagens escuras e

claras de um espaço forte e vibrante, cheio de sons e detalhes

que nos prendem e nos fazem recuar a tempos terríveis em que

os hospícios eram povoados de loucos, de gritos e de silêncios

estranhos. Agora as paredes são a galeria e nós somos a gente.

 

 

O Pavilhão 28 parece Nova Iorque em Lisboa e esta certeza de

que cada vez há mais artistas a rasgar a paisagem, a criar em

espaços alternativos e a aproximar-nos de algumas realidades

nem sempre tangíveis, é uma certeza que nos enche de outras

certezas. O talento gera talento, assim como a confiança gera

confiança e a esperança, esperança e por aí adiante... Abrir as

portas de um hospital como o Júlio de Matos à possibilidade de

criação artística e envolver sempre nestes processos criativos os

doentes internados é um acto de fé, de confiança e de esperança!

O Pavilhão 28 já é uma lenda nesta cidade mas nunca será demais

repetir aos ventos o que por lá se faz. Artistas como a Paula Rego, o

Julião Sarmento e muitos outros já passaram por lá e já trabalharam

com os internos e expuseram juntos vários quadros e obras de arte.

Deixo aqui finalmente a entrevista ao Paulo Arraiano, um desenhador

genial (assumo a parcialidade radical e por interposta pessoa uma vez

que me foi apresentado por um grande amigo que o conhece bem) a 

contar o que viveu e o que sentiu aqui durante o tempo em que desenhou.

 

  

publicado por Laurinda Alves às 01:18
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Sexta-feira, 25 de Julho de 2008
Startracking, a revelação dos talentos

 

 
(Crónica que escrevi para o Público de hoje)
 
Na próxima quinta-feira, dia 31, Lisboa vai ser palco de um encontro inédito: centenas de talentos portugueses de todas as gerações e áreas vão juntar-se no Campo Pequeno entre as seis da tarde e as nove da noite.
 
O conceito Startracking, criado em Setembro passado pela equipa da Jason Associates, já tem mais de 15 mil portugueses em rede e é um fenómeno sociológico que obriga a repensar questões como a diáspora e a noção de talentos (até por comparação ou eventual oposição à noção de competências, pois nem sempre a nossas competências revelam os nossos verdadeiros talentos).
 
Habituámo-nos a achar que os emigrantes portugueses eram uma casta aparte, e nem sempre das melhores castas. Falar dos tiques de linguagem dos que viveram fora e das casas construídas pelos emigrantes foi durante décadas uma atitude desvalorizante e muitas vezes motivo de troça ou anedota.
 
Todos sabemos que no passado houve histórias de grande sucesso empresarial e outras (em linhas académicas, culturais e científicas mais sofisticadas e mais ‘estilo António Damásio’) mas também todos temos consciência de que a maioria dos emigrantes foi obrigada a sobreviver em condições muito duras e adversas.
 
À excepção dos que já eram e voltaram a ser ricos, dos 'meninos de família' que foram estudar para as melhores universidades do mundo e dos casos de sucesso daqueles que, com ou sem apoio de retaguarda, venceram na vida, os emigrantes portugueses eram vistos como uma imensa legião de desenraizados, sobreviventes e ‘filhos de porteira’.
 
Os tempos mudaram e os emigrantes também. Onde há uma geração atrás ainda se lia ‘competência e sobrevivência’, agora lê-se ‘talento e conquista’. É extraordinária a mudança e é extraordinário como apesar de tudo continuamos a falar quase sempre dos 10 milhões de portugueses que vivem no país, quando ao todo somos quase 15 milhões.Há cinco milhões a viver fora, a estudar, a trabalhar e a dar o seu contributo e, no entanto, raramente falamos de nós como sendo um todo. E os mesmos.
 
O conceito Startracking e a imensa rede de Startrackers que aumenta de mês para mês, veio confirmar aquilo que muitos já sabemos há muito tempo: primeiro os portugueses que vivem fora são tão portugueses como os que vivem dentro; segundo os emigrantes já não são o que eram e a nossa diáspora mudou radicalmente.
 
Hoje em dia há milhares de portugueses a estudar e a trabalhar em sítios-chave, a serem agentes de mudança e transformação do mundo. E é porque toda esta realidade mudou que merece ser revelada, reconhecida e estimulada.
 
Depois de uma sucessão de encontros Startracking em Nova Iorque, São Paulo, Paris, Londres e Madrid, é a vez de juntar os talentos portugueses em Portugal. A data foi criteriosamente escolhida para que muitos dos que vivem fora pudessem estar em Lisboa, aproveitando a sua vinda de férias.
 
Há um programa para este encontro de dia 31 que ainda não pode ser divulgado porque contém surpresas e requer alguma contenção (o mistério sempre foi muito tentador) mas tenho estado muito próxima da organização e posso garantir que o suspense que agora envolve o encontro do Campo Pequeno faz sentido e vai potenciar ainda mais a vibração do momento. Vale a pena ficarmos atentos ao dia 31, portanto.
publicado por Laurinda Alves às 17:00
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