
Boas notícias para quem gosta de carteiras e sacos diferentes, personalizados, criativos e coloridos. O site ecoplum tem dezenas de modelos originais, alguns deles fotografados pela Mariana Sabido. Aqui ficam os links e uma imagem para as miúdas mais fãs desta moda hippy-country-chic. Eu adoro!
Assisti por acaso à parte final de uma ópera-concerto ao ar livre, no Largo do São Carlos, no Chiado. Não sei exactamente quem organizou nem qual a sequência deste Festival ao Largo mas vou investigar. Para já deixo aqui fragmentos do Voo do Moscardo de Rimsky-Korsakov, tocado com a devida inspiração e humor.
Fui à inauguração de "In Connection", a segunda de uma série
de três exposições que vários artistas se propuseram realizar
no Pavilhão 28, do Hospital Júlio de Matos, um espaço muito
especial com um impacto brutal nas obras, nos artistas e em
quem visita a exposição. A única obra que permanece depois
desta fase e até ao fim do ano de 2009 é o desenho de Leonor
Morais e Paulo Arraiano que está ao fundo, no canto da parede.
Não se explicam as obras de arte e muito menos se pede
aos artistas que façam uma décryptage. Em todo o caso o
Paulo Arraiano disse-me que este desenho é uma espécie
de grito contido, de libertação de forças ou de almas ou até
de espíritos. Qualquer coisa poderosa e vibrante que mexe
e que reproduz de certa forma o eco dos gritos reais que os
artistas ouviam enquanto desenhavam nestes corredores...
Leonor Morais e Paulo Arraiano são um casal de artistas que
apetece ler através das obras e também conhecer para falar
daquilo que os apaixona e move.O Paulo Arraiano deu-me uma
entrevista para o blog mas não tenho nada a certeza de que o
som esteja em condições. Amanhã tento ver se posso publicar.
Entretanto e porque já é tarde, deixo aqui imagens escuras e
claras de um espaço forte e vibrante, cheio de sons e detalhes
que nos prendem e nos fazem recuar a tempos terríveis em que
os hospícios eram povoados de loucos, de gritos e de silêncios
estranhos. Agora as paredes são a galeria e nós somos a gente.
O Pavilhão 28 parece Nova Iorque em Lisboa e esta certeza de
que cada vez há mais artistas a rasgar a paisagem, a criar em
espaços alternativos e a aproximar-nos de algumas realidades
nem sempre tangíveis, é uma certeza que nos enche de outras
certezas. O talento gera talento, assim como a confiança gera
confiança e a esperança, esperança e por aí adiante... Abrir as
portas de um hospital como o Júlio de Matos à possibilidade de
criação artística e envolver sempre nestes processos criativos os
doentes internados é um acto de fé, de confiança e de esperança!
O Pavilhão 28 já é uma lenda nesta cidade mas nunca será demais
repetir aos ventos o que por lá se faz. Artistas como a Paula Rego, o
Julião Sarmento e muitos outros já passaram por lá e já trabalharam
com os internos e expuseram juntos vários quadros e obras de arte.
Deixo aqui finalmente a entrevista ao Paulo Arraiano, um desenhador
genial (assumo a parcialidade radical e por interposta pessoa uma vez
que me foi apresentado por um grande amigo que o conhece bem) a
contar o que viveu e o que sentiu aqui durante o tempo em que desenhou.

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