Cruzei-me com a Ana Borges, da Elite Model, ontem ao fim da tarde na tenda branca montada em frente do Museu da Electricidade, onde havia uma festa de lançamento de que hei-de falar e publicar imagens durante o fim-de-semana.
Hoje é dia de jogo e de nervos e não apetece desperdiçar temas. O futebol ocupa a cabeça e é uma espécie de pensamento único, que consome e abstrai. Para quem torce pela Selecção, todas as horas do dia são geridas em função da hora do jogo, não há volta a dar. Há muito poucos assuntos que interessem para além do futebol. Falar sobre a beleza talvez seja uma hipótese mas, mesmo assim, não tenho nada a certeza.
Em todo o caso e porque a Ana Borges vive de gerir a sua própria beleza e a beleza dos outros, a conversa evoluiu naturalmente por esse caminho. Ser bonito importa e faz diferença, mas nem sempre no sentido positivo. Esta é a convicção de Ana Borges, que fala de um verso e um reverso-perverso desta medalha social que é a beleza.
Há estudos científicos que provam que todos somos vulneráveis à beleza e que o nosso olhar é sempre mais benevolente quando estamos perante alguém muito belo. Mesmo quando este alguém não é grande pessoa nem revela a menor nobreza de caracter, note-se. A inclinação para cometer esta injustiça vem do berço, aliás, pois estes mesmos estudos dizem que os bebés mais bonitos recebem mais mimos e atenções do que os menos bonitos. Não há direito.
Ana Borges garante, no entanto, que quando se trata de raparigas e rapazes ou mulheres e homens muito bonitos, as coisas nem sempre são assim tão fáceis pois são assediados de muitas maneiras e é extraordinariamente difícil lidar com a pressão social e psicológica. Em resumo, ser muito bonito pode ser sorte mas também pode ser azar. E pronto. Até acabar o jogo não escrevo nem mais uma linha.
P.S.: Só mais esta linha para sublinhar que os sublinhados hoje são a encarnado e verde, para dar sorte!
