Quinta-feira, 29 de Abril de 2010
Último dia em Amsterdão e véspera do Queen's Day!

 

Acabámos hoje o ciclo de gravações em Amsterdão. Entrevistei aqui 5 portugueses com talentos muito variados e terminei com a Bárbara Cruz, de 35 anos, professora de Yoga e uma craque internacionalmente reconhecida.

 

 

Saímos de Amsterdão de manhã cedo, passámos em Utrecht e acabámos no campo, nesta casa maravilhosa onde existe a Tree house, um estúdio para aulas de Yoga que pertence aos donos da empresa Five Senses.

 

 

O 'detalhe' mais extraordinário deste espaço é a árvore que está meio dentro, meio fora do estúdio. O tronco ficou dentro e a copa abre para o céu num terraço construído à volta do tronco. Uma beleza.

 

 

Ficámos horas à conversa porque não apetecia sair daqui. A Bárbara tem um ritmo muito próprio, que nos ajuda a descontrair e abstrair do mundo lá fora. Hoje ainda por cima as cidades de Amsterdão e Utrecht estão em festa por ser véspera do Queen's Day e esta noite ninguém dorme.

 

 

Os momentos de pausa nas gravações são sempre alturas divertidas porque há sempre alguém pronto para dizer um disparate e fazer os outros rir. É uma sorte trabalhar com pessoas com quem também nos conseguimos divertir. Esta equipa está cada vez melhor e mais cúmplice.

 

 

A Bárbara é magrinha, mas embora tenha um corpo de adolescente tem força e técnica suficientes para pegar ao colo de quem quer que seja. Aqui faz a brincadeira de pôr a Inês Zagalo às costas como se fosse uma mochila. Depois do break voltámos ao trabalho e à conversa.

 

 

Ontem assistimos a uma aula de Yoga dada pela Bárbara num outro espaço, igualmente inspirador, e confesso que me voltou a apetecer retomar o exercício físico. Tenho pena de não ter tempo nem hábitos que me permitam a rotina do Yoga ou do Pilates. Quando chegar a Lisboa vou tentar mais uma vez, até porque agora vou de Amsterdão com muita vontade de fazer qualquer coisa, nem que seja só andar de bicicleta! Aqui fica a saudação que se faz no fim de uma aula de Yoga, para saudar a Bárbara e agradecer tantos e tão bons momentos passados juntos.

 

 

publicado por Laurinda Alves às 19:45
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Quarta-feira, 28 de Abril de 2010
A vida vista de pernas para o ar, pendurada numa árvore

 

Bárbara Cruz, 35 anos, professora de yoga com cursos feitos e dados um pouco por todo o mundo, é a nossa última entrevistada de Amsterdão. Hoje começámos a gravar com ela de manhã, no parque, e amanhã vamos a Utrecht acabar as filmagens.

 

 

As vidas dos outros são fascinantes e ao fim de mais de trinta entrevistas a portugueses com talentos criativos e originais, demos connosco a olhar para a Bárbara pendurada numa árvore de cabeça para baixo a fazer os seus exercícios diários de yoga. Muito divertido. Na realidade ela faz-nos mudar a perspectiva.

 

 

A manhã no parque Volden foi bem aproveitada e depois da entrevista, o Paulo e o André foram pela estrada fora de bicicleta filmar este parque. Os dois de 'bicla' a fazerem um travelling ao longo das avenidas e caminhos foi um filme inesquecível.

 

publicado por Laurinda Alves às 23:46
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Paulo Taylor, inventor e fundador da eBuddy

 

Gosto desta fotografia porque se vêm os raios de luz a incidir sobre o Paulo Taylor, fundador da empresa eBuddy e inventor de novos conceitos informáticos aplicados à programação de computadores. Paulo Taylor é uma pessoa iluminada com uma atitude iluminante e, daí, gostar do detalhe da luz desta imagem. 

 

 

Esta tarde o próprio Paulo Taylor abriu-nos as portas da empresa que criou em 2003 e já é uma referência nesta área, no mundo inteiro. A eBuddy é um fenómeno e todos os que estão atentos a este mercado sabem que tem crescido a um ritmo exponencial.

 

 

Neste momento a empresa funciona em três andares com jardim, vista sobre o canal e barco para voltas com clientes, mas também para momentos de descontração dos colaboradores, e tem cerca de 50 pessoas a trabalhar nestes espaços. A eBuddy é uma empresa multicultural, com funcionários de 20 nacionalidades.

 

 

Curiosamente só há um português, o Paulo Taylor, que é o boss e um dos 3 sócios fundadores. A alegria e a naturalidade com que ele fala do que faz é muito reveladora. O segredo do sucesso do Paulo Taylor tem a ver com o facto de fazer aquilo que gosta e, através do seu talento, multiplicar os talentos dos outros.   

 

 

Ficámos encostados à parede do fundo a filmar o Paulo e enquanto durou a entrevista a Inês foi tirando fotografias. Achou graça ao pormenor dos nossos pés e, por ter graça, aqui fica a base de sustentação desta equipa, hoje. Às tantas falámos dos momentos de descontração e o Paulo confessou que muitas vezes pega na guitarra e toca. Mesmo que ao seu lado todos estejam a trabalhar muito concentrados.

 

 

A tarde passou muito depressa porque a conversa foi óptima e os lugares onde estivémos com o Paulo também são muito apetecíveis. Eu, que não tenho a mais vaga inclinação nem gosto por informática, ficava a trabalhar com prazer na eBuddy. Por tudo, mas em especial pela onda descontraída, alegre e muito profissional que se respira nos três pisos que hoje ficámos a conhecer.

 

 

Sobre o Paulo Taylor e a eBuddy há tanta, tanta coisa na net (desde a wikipédia a notícias avulsas) que me abstenho de tentar explicar aqui a substância da sua ciência e tecnologia. Mas garanto que vale a pena conhecê-lo e perceber como trabalha e cria!

 

publicado por Laurinda Alves às 18:34
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Eles também não resistem ao sol

 

Três amigos à conversa na soleira da porta, com a porta da rua aberta, eis uma coisa que os lisboetas não fazem. Disse-lhes isso, eles riram e perguntaram porquê. Talvez estejamos demasiado habituados ao sol, não sei. Não tem explicação, até porque os alentejanos abrem a porta da rua e sentam-se nos degraus de casa... 

publicado por Laurinda Alves às 07:35
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Terça-feira, 27 de Abril de 2010
Foi impossível resistir ao sol e às bicicletas de Amsterdão

 

Voltámos da Haia a meio da tarde e pela primeira vez nesta sucessão de viagens e filmagens, ficámos livres e sem nada para fazer o resto do dia. Não resistimos ao sol e às bicicletas de Amsterdão, claro.

 

 

Atravessámos as ruas e canais da cidade e fomos apanhar sol para o Parque Volden, que estava uma beleza. Este passeio e o tempo que estivémos juntos e livres de compromissos foi um dos melhores momentos de team building dos últimos meses. Habitualmente começamos cedo e acabamos tarde e mal temos oportunidade para estar uns com os outros com tempo e descontração. Desta vez o Paulo Segadães nem sequer fez poses para a câmara, nem nada! Muito bom.

 

 

publicado por Laurinda Alves às 19:19
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Roger van der Poel, bailarino na Nederlands Dans Theater 1

 

Roger van der Poel, 26 anos, filho de mãe holandesa e pai português, viveu os primeiros vinte anos da sua vida em Portugal. Está fora há vários anos e agora vive na Haia, perto de Amsterdão, porque é um dos bailarinos da célebre companhia de dança contemporânea Nederlands Dans Theater 1, que já foi considerada a melhor do mundo. Hoje em dia está no Top 3 e não é por ter perdido qualidade, muito pelo contrário, é porque há cada vez mais companhias muito boas. Nesta lógica, continua a ser uma das melhores do mundo.

 

 

Hoje gravámos de manhã uma aula de ballet clássico de Roger van der Poel, que começa quase todos os seus dias desta maneira. O professor convidado é sempre um estrangeiro (este é francês) e cabe-lhe estar muito atento aos passos dos seus alunos e à maneira como aquecem o corpo para o treino e a dança que têm que fazer nas horas seguintes.

 

 

Gosto de ballet clássico e de dança contemporânea, mas gosto particularmente de assistir a ensaios e, por isso, foi um prazer ver os exercícios dos bailarinos e observar as suas técnicas. Roger van der Poel chegou tarde à dança mas surpreendeu tudo e todos pelo talento nato. Aos 18 anos, a idade em que os alunos deixam o Conservatório, entrou ele para começar a aprender dança. Dali para o Ballet Gulbenkian foi um passo e de Lisboa para a Haia (e não só) foi outro. Aqui fica uma breve sequência da nossa manhã nos estúdios da Nederlands Dans Theater 1. 

 

 

 

 

publicado por Laurinda Alves às 15:38
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Segunda-feira, 26 de Abril de 2010
O quarto elemento

 

A Inês Zagalo, produtora desta série de programas, é o quarto elemento da equipa em Amsterdão. A Inês, a Suzanne Rodrigues e a Alexandra Dias, da Garage, são a nossa retaguarda logística e de planeamento. Ou seja, sem elas nada disto seria possível. A Suzanne esteve um dia connosco em Londres, na primeira viagem, e a Inês está agora finalmente no terreno. A equipa fica muito mais completa sempre que conseguimos estar juntos. Ficamos com o melhor de dois mundos. Ou mais!  

 

 

 

publicado por Laurinda Alves às 22:45
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Primeiro dia de filmagens em Amsterdão

 

Estes homens, estas máquinas e estes trabalhos hoje iam-nos estragando a manhã de filmagens. Combinámos começar a gravar as entrevistas com o Ricardo Adolfo, escritor, e a Cláudia Cristóvão, artista, no café mesmo em frente. O barulho tornou-se de tal maneira insuportável que tivemos que mudar de lugar.

 

 

A Cláudia Cristóvão e o Ricardo Adolfo são um casal de portugueses multitalentos que vivem e trabalham em Amsterdão. Estão à espera do primeiro filho, que há-de nascer antes destes programas irem para o ar. Faltam apenas 5 semanas para o bebé nascer e não sabem se é rapaz ou rapariga porque preferem a surpresa do momento.  

 

 

Ricardo Adolfo, escritor, também trabalha numa grande agência de publicidade e tem uma inclinação vagamente cinematográfica. Diz que ainda não se concede pensar na possibilidade de vir a ser realizador de cinema mas percebi ao longo da nossa conversa que talvez seja para aí que caminha. Não sei, é um feeling.

 

 

Gravamos sempre as entrevistas em vários locais e esta manhã escolhemos uma das mil e uma pontes sobre os canais de Amsterdão. As ruas já estão todas marcadas no chão com fita-cola branca (alguma já em mau estado) a delimitar as áreas em que não se pode estacionar nesta semana por causa das festas da rainha, já na sexta-feira. Estas festas são um dos maiores acontecimentos nesta e outras cidades holandesas.

 

 

Falar com um escritor é, para mim, um enorme prazer. O Ricardo Adolfo tem uma marca literária muito própria e como não posso falar aqui do que conversámos ali, sugiro vivamente que não percam o episódio em que vai passar a sua entrevista. Adorei conhecê-lo no sentido imediato, de quem é apresentado a alguém que não conhece pessoalmente, mas também no sentido mais profundo de quem se revela através das palavras e dos silêncios. Do que diz e do que cala, portanto.

 

 

As duas fotografias de cima mostram o escritório que o Ricardo Adolfo e a Cláudia partilham em casa, nos dias de sol. Hoje parece Verão em Amsterdão e ambos alternaram na pequena-grande varanda, com os seus computadores. Uma das vantagens do trabalho que fazem é poderem improvisar o seu próprio escritório em qualquer lado. Achei gira esta partilha do espaço e estes horários alternados.

 

 

Na mesa estão pousados os livros do Ricardo Adolfo e as traduções em alemão e holandês. A casa é muito bonita e tem uma luz incrível. Não vou publicar mais imagens para não devassar a intimidade do casal, mas posso dizer que é um espaço lindo e muito inspirador, cheio de detalhes pensados e com fotografias de fotógrafos contemporâneos nas paredes.

 

 

Gravámos primeiro com o Ricardo e depois com a Cláudia. Um e outro deram excelentes entrevistas e vai ser o embaraço da escolha editar o programa em que eles participam. É tudo muito bom e a substância da conversa e da arte de cada um daria certamente para um programa inteiro. Gostei particularmente da maneira como a Claúdia fala de uma arte indefinível e incatalogável que é a sua. Ou seja, não é fácil traduzir por palavras simples e concretas o que faz uma artista que trabalha com fotografia e vídeos, mas ela foi muito eloquente.

 

 

Embora nesta fotografia esteja mais séria, a Cláudia tem um sorriso que ilumina as sombras à sua volta e é gira a sua telegenia quando abre esse sorriso. Toda a sua cara e toda a sua luz mudam. E pronto, agora ainda vamos gravar com um bailarino português. Dou comigo a escrever posts sobre entrevistados sobre quem posso dizer muito pouco (dado o segredo profissional decorrente do facto de os programas só irem para o ar a partir de Setembro) mas sobre quem gosto de deixar as minhas impressões no próprio dia...

 

publicado por Laurinda Alves às 15:20
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Amsterdão impressionista

 

Não se trata da pintura de Van Gogh, o clássico impressionista holandês, mas de uma sucessão de impressões desta cidade dadas através de polaroids mais ou menos avulsas, de pessoas e lugares em Amsterdão. Nesta cidade de canais, casas com fachadas e janelas muito tortas ao lado de casas muito direitas, as bicicletas são omnipresentes. Adoro esta onda e esta variedade de estilos e de gente.   

 

 

 

 

publicado por Laurinda Alves às 14:50
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