Sábado, 11 de Dezembro de 2010
MoMA: o impacto da arte em pessoas com demência

 

Ouvi com interesse a apresentação que Laurel Humble, do MoMA de NY, fez na Fundação Gulbenkian sobre as actividades para pessoas com Alzheimer e suas famílias num dos grandes museus de referência no mundo inteiro. Meet Me at MoMA (http://www.moma.org/meetme/) é o nome do programa onde se incluem todas as iniciativas especiais para pessoas com necessidades especiais. É impressionante o impacto que a arte e as visitas guiadas pelo museu têm nos doentes com Alzheimer ou alguma forma de demência. Estudos da Universidade de Nova Iorque (NYU School of Medicine) provam a eficácia destas iniciativas e sublinham que nas semanas a seguir às idas ao Museu estes doentes revelam maior auto-estima, estão mais bem dispostos e menos vulneráveis em termos emocionais. O efeito estende-se aos cuidadores, que como todos sabemos, vivem em tensão e desgaste permanentes e facilmente entram em burnout emocional e físico. Estas e outras experiências e testemunhos fizeram toda a diferença para quem participou nos dois dias de debate na Gulbenkian sobre Políticas e Medidas de Integração para pessoas com Alzheimer. Valeu a pena o debate, até para funcionar como um alerta social e levar mais pessoas a despertar para a realidade de uma doença terrível que faz com que o doente deixe de saber quem é, deixe de reconhecer os seus familiares e (quase) todos os que ama e deixe de saber qual é o seu papel e o seu lugar no mundo.

 

publicado por Laurinda Alves às 19:00
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Sexta-feira, 10 de Dezembro de 2010
O Outono da vida, esta tarde na Gulbenkian

 

Hoje debatem-se na Fundação Calouste Gulbenkian políticas e medidas de integração na sociedade de pessoas com Alzheimer. Vou participar no fórum da tarde, a partir das 14.30, e como a entrada é livre a a questão interessa a muitas famílias, deixo aqui o convite para quem quiser e puder assistir. Todo o dia é dedicado à exposição e discussão de questões delicadas como o envelhecimento e a doença de Alzheimer. Importa saber como podemos melhorar a qualidade de vida dos doentes e dar mais apoio às suas famílias, bem como cuidar dos cuidadores. Trata-se de um tema muito actual que interpela profundamente, pelos contornos de uma doença erosiva que toca aspectos particularmente sensíveis.

 

publicado por Laurinda Alves às 10:19
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