Domingo, 12 de Maio de 2013
Alegria!

 

ZEINA SOUDI, 34, A MINHA AMIGA PALESTINIANA, JÁ CHEGOU A LISBOA. Um ano depois de nos termos conhecido virtualmente através do Dialogue Cafe na qualidade de managers de Lisboa e Ramallah, demos finalmente um abraço real hoje. Tal como já escrevi aqui, a Zeina foi convidada para ser guest speaker do TEDx Aveiro no fim de uma sessão de Dialogue Cafe que tivemos há uns meses atrás. Nessa altura já nos considerávamos amigas e não apenas pares, mas desde esse dia a nossa amizade foi crescendo e ficando cada vez mais sólida. É impressionante ver os frutos que o DC vai colhendo em várias áreas: a vida de uma criança que foi salva 'só' porque médicos palestianianos e americanos se puseram de acordo quanto às complexas opções cirúrgicas; designers das novas gerações de vários países que se envolveram em projectos de design inclusivo para melhorar a qualidade de vida a pessoas com necessidades especiais; jovens portugueses e palestinianos que trabalharam em conjunto questões como a prevenção dos consumos de alcool em idades precoces; arquitectos, cientistas, investigadores, professores, empreendedores, artistas e autores de vários países que têm trocado experiências e partilhado conhecimento em incontáveis áreas de especialidade, no sentido de co-criarem projectos e de se envolverem civicamente numa lógica de contributo para as comunidades em que estão inseridos, e por aí adiante. Adoro fazer parte deste projecto de diálogo entre as Nações e poder ter um papel numa plataforma virtual que aproxima realmente as pessoas de diferentes culturas. Durante uns dias vou ter a Zeina em casa e vamos andar entre Aveiro e Lisboa. Esta tarde, enquanto esperava que chegasse o Alfa de Aveiro, lembrei-me do diálogo da Raposa e do Principezinho, quando falavam de preparar o coração para receber um amigo...

publicado por Laurinda Alves às 19:53
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Quinta-feira, 9 de Maio de 2013
O tempo voa!

 

OS SAPATOS DOS OUTROS, OS SEUS PASSOS E CAMINHOS. Olho para estes sapatos com um olhar especial por serem de um filho que cresceu e se fez um homem, com ideias próprias e talentos que não se adivinhavam quando era criança. Agora, que está em vésperas de se estrear como Maestro-estudante, a dirigir pela primeira vez uma Orquestra perante uma plateia pública, num país a Leste, onde a música é o 'caldo' em que nascem, crescem e evoluem grandes músicos, comove-me saber que vai calçar estes sapatos no dia em que usar a primeira casaca da sua vida. Lá estarei, naquela penumbra e naquele silêncio solene que antecedem a música.

publicado por Laurinda Alves às 12:35
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Quarta-feira, 24 de Abril de 2013
The best is yet to come...

 

O MAIOR PRESENTE DA VIDA? Poder ter os meus pais a morar comigo naquele que é seguramente o último ciclo da vida deles, e podermos todos fazer esta escolha com liberdade e sem aflições. Ou seja, sem ser em estado de emergência, estando eles ainda com saúde e muita autonomia. Não concebo maior dádiva do que esta, e sei que muitos filhos gostariam de poder fazer o mesmo com os seus pais, em vez de os visitarem à pressa na vertigem dos dias ou, pior, de os irem ver ao hospital ou a um lar de onde é impossível não sairmos sempre meio desolados. Confesso que o testemunho que os meus próprios pais deram, quando trouxeram os meus avós para nossa casa, me marcou para o resto da vida. A minha querida-adorada avó Laurinda morreu na sua cama, no seu quarto, em nossa casa, rodeada por toda a família alargada e numerosa. Não consigo imaginar uma morte mais tranquila. Deus queira que este nosso ciclo familiar ainda seja longo e feliz, mas há muitos anos que sonhava com isto. Comove-me a realização deste sonho e se há pais que merecem este suplemento de alegria e ternura, são pais como os meus. E há muitos como eles, felizmente. Amanhã, depois e depois estamos em mudanças. Muito cansativo, mas muito bom.

publicado por Laurinda Alves às 00:12
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Terça-feira, 26 de Março de 2013
BOAS NOTÍCIAS: O BENTO AMARAL ESCREVEU UM LIVRO!

 

E pediu-me para fazer o prefácio, coisa que muito me comove e enche de orgulho. Somos amigos há cerca de 10 anos e, por isso, já conheci o Bento na sua cadeira de rodas. Impressionou-me desde o primeiro minuto a sua serenidade, inteligência e alegria. Foi uma 'quicksonic friendship' e desde então temos partilhado muitos e muito bons momentos. Seja de férias ou em visitas de trabalho ao Porto; rodeado de família ou amigos; para provas de vinhos e chocolates (geniais, estas provas que o Bento faz, acompanhadas de um menu gourmet que ele próprio concebe e cozinha por interposta pessoa, quase sempre a Clô, sua irmã) ou simplesmente para estarmos à conversa à mesa ou na sala, todas as horas e dias passados com o Bento são um tempo bem vivido. O Bento é, entre muitas outras coisas, Chefe de Câmara dos Provadores de Vinho do IDVP, foi campeão do mundo de vela adaptada e bateu o recorde do mundo em velocidade na neve. Tudo isto e muito mais depois de ter ficado tetraplégico ao fazer uma carreirinha no mar quando tinha 25 anos. Este livro era mesmo preciso e estava a fazer falta a muita gente. Falo por mim, que já o li de uma ponta à outra, mas também de muitas pessoas a quem o testemunho de superação diária do Bento vai ajudar a atravessar muitas crises. O livro vai sair em breve, mas dou notícias. Nas fotos de baixo, tiradas em Serralves há dois Verões, estão o Bento e a Carmo, sua mulher e também minha amiga, eu e o João Melo Gouveia, a Susana (cunhada, de t-shirt branca) e a Clô. A Carmo, a Susana e a Clô também são uma grande inspiração para todos nós que as conhecemos e acompanhamos. Grande pinta, esta família e a atitude com que vivem toda a adversidade diária.



publicado por Laurinda Alves às 12:25
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Quarta-feira, 20 de Março de 2013
Alegria no Dialogue Cafe!


(não sei porque é que este vídeo aparece de cabeça para baixo, mas basta clicar para iniciar, que ele fica normal!)


Deixo aqui um breve fragmento de uma das sessões de Dialogue Cafe de ontem, para sentirem a proximidade e a informalidade que existe entre os grupos que se conhecem ou encontram através desta plataforma. Tratava-se de aprofundar alguns temas caros aos imigrantes e debater questões de segurança e envolvimento cívico nas comunidades vulneráveis. O grupo de Lisboa, liderado pelo Helder Helder Delgado, participante da Academia Ubuntu, que entre as muitas coisas que faz também está a preparar a candidatura da European Ubuntu Academy à "Education, Audiovisual and Culture Executive Agency". Tal como a Academia Ubuntu, a European Ubuntu Academy é um projeto de capacitação de jovens com elevado potencial de liderança, provenientes de contextos de exclusão social, que envolve jovens de vários países da Europa. O grupo do Helder (aliás dos dois Helder presentes!) trazia um estudo feito nos bairros da Portela e Outurela que serviu de ponto de partida para a conversa com os seus pares do projecto SUCCESS em Paris. A alegria, a cumplicidade e a espontaneidade que se gera nestas sessões de Dialogue Cafe revelam o DC no seu melhor: uma sala prodigiosa onde as pessoas se encontram no sentido mais verdadeiro e transformador que a palavra 'encontro' pode ter.

P.S.: Se puderem cliquem no projecto SUCCESS, para ficarem a saber do que se trata e para verem a Ana que esteve ontem no DC e, ainda, outros portugueses envolvidos neste programa de identificação de multiplicação de talentos.
publicado por Laurinda Alves às 10:31
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Segunda-feira, 4 de Fevereiro de 2013
FEVEREIRO JÁ É UM MÊS HISTÓRICO PARA MIM!

 

Começo no dia 14 deste mês a dar uma cadeira semestral sobre Comunicação e Desenvolvimento Pessoal na Nova SBE - School of Business and Economics. Graças ao convite de Daniel Traça, leader da extraordinária equipa que pôs esta Universidade no topo dos rankings internacionais, estou a criar uma cadeira novinha em folha para os alunos de 2º ano de Licenciatura de Economia e Gestão. Adoro dar aulas sobre Comunicação (que nada têm a ver com Jornalismo, notem!) e adoro trabalhar estas matérias com universitários, mas não só. A minha experiência com alunos de Mestrado de Economia e Gestão no Leadership Lab da Universidade Católica, bem como as aulas e formações que dou em colégios, escolas e empresas, tem sido uma sucessão de desafios estimulantes e altamente gratificantes. Não escondo nunca a paixão com que ensino-e-aprendo nas minhas aulas e talvez por isso, mas acima de tudo porque as matérias revelam o melhor que existe em cada um, cada vez gosto mais de dar aulas e cada vez encontro alunos mais entusiasmados. Sei que nós, professores, só ensinamos verdadeiramente quando os nossos alunos conseguem compreender e aprender, e felizmente é essa a minha experiência. Tenho a sorte de dar matérias que trabalham a matéria-viva de cada um, que revelam e multiplicam muitos dos seus talentos, e isso faz toda a diferença. A partir deste mês, esta casa e estas árvores despidas, de que tanto gosto, estarão no meu caminho todas as semanas.

publicado por Laurinda Alves às 00:21
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Segunda-feira, 28 de Janeiro de 2013
Impossível resistir: a vida é para ser partilhada!


Numa semana que começou com a terrível notícia da morte dos jovens brasileiros no incêndio de uma discoteca, e em que todos nos sentimos chocados com estas e outras perdas irreparáveis, vale a pena ver este vídeo gravado com 18 câmaras escondidas no Terminal 5 de Heathrow, em Londres, onde Henri-Alex Rubin e a Saatchi & Saatchi organizaram uma performance musical com cantores e orquestra, mas ... sem um único instrumento musical. Vale a pena ver até ao fim porque é genial e a alegria contagia!
publicado por Laurinda Alves às 17:36
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Sexta-feira, 25 de Janeiro de 2013
ALGUMAS DAS MELHORES ALUNAS DO PAÍS

 

Dar um curso intensivo de Comunicação a uma classe de 20 alunas, entre as quais as que ficaram em primeiro lugar no ranking das melhores alunas do país no ano passado, foi um privilégio sem tamanho. Falo da ex turma do 9º ano e actual 10º do Colégio Horizonte, onde tirei esta fotografia ao entardecer. Sinto que aprendo sempre tanto ou mais do que aquilo que ensino aos meus alunos, independentemente das suas idades, gerações, áreas de especialidade ou profissões (dou aulas em universidades e escolas, e faço formação em empresas) e como tenho uma paixão enorme pelas matérias de Comunicação, Relações Humanas e Desenvolvimento Pessoal, saio de cada formação a transbordar de gratidão. Pela confiança com que cada aluno/a aceita expor as suas fragilidades para que possamos identificar e corrigir os erros mais comuns, mas também pela alegria e animação partilhada em que decorrem sempre as aulas e formações. Confesso que também saio destes cursos como se tivesse levado uma 'tareia' (salvo seja!) porque me exigem uma atenção milimétrica e permanente a cada aluno, mas gosto tanto, tanto de dar estes cursos e vejo tantos resultados mesmo em formações intensivas, que a alegria compensa amplamente o cansaço físico e mental. Estas miúdas eram extraordinárias: inteligentes, rápidas a processar a informação, excelentes na argumentação e cheias de vontade de aprender e melhorar. Como se conhecem as árvores pelos frutos, deixo aqui os meus parabéns aos pais e aos professores do colégio. Grande pinta!

publicado por Laurinda Alves às 19:13
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Segunda-feira, 14 de Janeiro de 2013
Alegria contagiante

Adoro este miúdo, e tudo o que diz e faz tem graça ou surpreende. Fala com os 'ss' acentuados e isso dá-lhe uma graça infinita. Tem 3 anos e uma cabeça prodigiosa. Deixo aqui esta imagem porque vale por mil palavras e enche de alegria para a semana que já se anuncia.

publicado por Laurinda Alves às 00:31
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Sexta-feira, 11 de Janeiro de 2013
Memórias que se guardam para sempre

 

Uma casa na árvore é uma imagem que faz parte do imaginário de quase todas as crianças de quase todo o mundo. E não apenas das crianças, também muitos adultos cultivam a nostalgia de já terem tido esse sonho ou, os mais sortudos, de terem vivido essa realidade. Conheço famílias que construiram juntas casas em árvores e o fizeram ao longo de décadas, envolvendo várias gerações. Casas que vão sendo acrescentadas, melhoradas, estruturadas e reforçadas de tal forma que se aguentam firmes durante décadas a fio. Confesso que tenho imensa inveja de quem tem ou teve uma casa na árvore, e lembro-me de ter lido um livro que marcou para sempre o fim da minha infância por ser o primeiro livro de mais de 200 páginas que li sozinha, mas também por ser a história de uns miúdos que viviam n'A Casa da Árvore Oca. Falo de um clássico de Enid Blyton e de um livro que me fez sonhar longos anos com uma casa na árvore. Agora volto ao tema por ter estado a rever fotos deste Verão, e me ter saltado esta à vista. Trata-se de uma casa com divisões assoalhadas, vidros de correr nas janelas (vidros inquebráveis, notem, tipo plástico duro), escadas interiores e exteriores, esconsos, cozinha e um terraço que se estende no ramo da árvore e por acaso não se vê nesta imagem. Esta casa tem luz e pode-se dormir lá dentro, coisa que os donos e os seus amigos fazem vezes repetidas nos Verões que passam juntos no perímetro da casa. Mais do que uma casa giríssima, toda feita à mão por avós, netos e pais, esta obra revela uma construção maior: dos laços entre uns e outros. Enquanto edificaram a casa também construiram uma memória indelével de pequenos e grandes momentos que marcam para toda a vida. Hoje em dia a casa é um cúmulo de boas memórias e sempre que ouço os autores falar das técnicas e estratégias que foram pensadas e adoptadas para lhe dar forma, ouço gargalhadas e conversas sempre atropeladas, num entusiasmo inaugural. Como se estivesse tudo a acontecer naquele momento, quando na verdade o avô já morreu e alguns primos moram longe. Lembrei-me de escrever hoje sobre pais e filhos a partir das casas na árvore, que podem ser reais ou imaginárias (ou passar por projectos, passeios e construções que não têm nada a ver com estas) por estarmos em véspera de fim de semana e haver mais tempo para estarmos uns com os outros. Só por isso.

publicado por Laurinda Alves às 16:27
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