Sexta-feira, 18 de Março de 2011
Parabéns, João Botelho!

 

João Botelho, realizador de cinema, encenou a ópera Banksters, com música de Nuno Côrte-Real e libreto de Vasco Graça Moura, uma ópera portuguesa e uma estreia absoluta esta noite no Teatro Nacional de São Carlos. Fui à primeira récita desta ópera e gostava de dar os parabéns ao João Botelho pela criatividade cénica. O compositor, o maestro, os cantores e os músicos da orquestra também estão de parabéns, porque foram todos muito bons e estavam particularmente inspirados. Quanto ao libreto, admito que Vasco Graça Moura revelou mais um talento ao corresponder a este desafio colossal e exigente, mas confesso que não fiquei fã. Gosto mais da sua poesia e prefiro alguma da sua prosa a este tipo de escrita. Ainda bem que os gostos não se discutem.

publicado por Laurinda Alves às 00:47
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Quarta-feira, 28 de Março de 2007
A estreia de Montezuma
Gosto muito de ópera e gosto muito de descer as ruas do Chiado em boa companhia, ao fim da tarde, sabendo que durante algumas horas o mundo fica suspenso para lá das portas do São Carlos.
O prazer de ver um espectáculo tão completo do ponto de vista musical e performativo é intraduzível por palavras. Poderia, talvez, traduzir-se por emoções mas há algumas que não sei pôr no papel.
A exaltação interior começa no segundo em que as luzes se apagam e pode durar do princípio ao fim. Não sei se gosto mais das primeiras filas da plateia ou de alguns dos camarotes porque, sinceramente, não sei de onde é possível ver tudo com mais amplitude. Na ópera tudo me prende a atenção e apaixona. Às vezes fecho os olhos e também gosto muito do que vejo.
A estreia de Montezuma, na quarta-feira, foi um poema. Tivemos a sorte de não ouvir o gongo tocar no fim do intervalo e, por isso, vimos a primeira parte nas filas da frente e a segunda parte num camarote de cima.
Não percebi porque é que o camarote reservado ao secretário de Estado da Cultura estava vazio numa estreia tão extraordinária. Ou melhor, até percebo mas essa é outra história, com muito menos poesia.  
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publicado por Laurinda Alves às 20:15
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