Segunda-feira, 28 de Novembro de 2011
Lisboa - Beja: 1ª etapa da Semana das Capacidades

Um autocarro adaptado para 5 cadeiras de rodas, duas delas eléctricas. Uma comitiva de pessoas a quem o mundo insiste em classificar como deficientes mas que são muito-mais-que-eficientes. Um motorista já habituado a estas andanças e uma semana pela frente de carrega e descarrega malas, monta e desmonta cadeiras, mais a parafernália de apetrechos como rampas e outros acessórios sem os quais a vida fora de casa e no espaço público é impossível para quem tem limitações físicas.

 

 

A Filomena é uma das nossas atletas paralímpicas apuradas para os Jogos de Londres. Faz remo e é uma força da natureza. E um sorriso feito gente. Aliás, a Filomena, os dois Carlos, a Filipa e o Salvador são a imagem viva da alegria de viver, passe a redundância. O Carlos Nogueira, na fotografia de baixo, tem uma gargalhada fácil e contagiante. Paraplégico, é pai de dois filhos e faz surf adaptado, entre outras coisas.

 

O Carlos Lourenço, que aparece na primeira fotografia do lado esquerdo, usa apenas uma mão mas faz jóias e bijuteria, é casado há 25 anos e tem 4 filhos. Ambos os Carlos têm um enorme sentido de humor, mas aquilo que melhor os caracteriza e mais me sensibiliza é a generosidade e a abertura de coração. Vou com estes Cinco pela estrada fora numa aventura inédita: percorrer 5 capitais de distrito a moderar palestras em que cada um vai dar o seu testemunho de vida. A viagem ainda agora começou e já me apetece escrever um livro...

 

 

Graças ao Salvador e ao trabalho das equipas da Associação que ele fundou alguns anos depois de ter tido o acidente que o deixou tetraplégico, todos nós estamos muito mais conscientes da urgência de transformar Portugal num país acessivel. Ter handicaps físicos ou outros ainda é muito limitador neste país, mas é com acções como esta Semana das Capacidades que se mudam mentalidades e se vencem barreiras. Já agora e porque o crowdfunding continua em grande, a Carla Oliveira já vai em quase 40% de financiamento. Passem pelo site e ... passem palavra!

A primeira palestra é hoje às 14:30 no Auditório 1 do Instituto Politécnico de Beja. Quem estiver por cá, está convidado!

publicado por Laurinda Alves às 01:59
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Sexta-feira, 25 de Novembro de 2011
On the road: Salvador & Cia no país profundo

 

O Salvador Mendes de Almeida que nos habituámos a ver na RTP1, logo a seguir ao Telejornal, esta noite vai estar no Jornal das 9 da SIC Notícias, a convite do Mário Crespo, para falar da Semana das Capacidades e do roadshow pelo país profundo que começa já no dia 28. Sou voluntária da Associação Salvador e vou estar no autocarro com toda a equipa a partir de domingo à noite e até quarta-feira. Vou dando notícias, mas se puderem não percam a entrevista do Salvador esta noite. Quem puder estar presente nas palestras de Beja, Portalegre, Castelo Branco, Guarda e Bragança veja no site da Associação os dias e horas em que estaremos em cada uma destas cidades. Se forem, encontramo-nos lá. Eu só vou até Castelo Branco. Tenho pena de não poder estar na Guarda e Bragança, mas não é mesmo possível. Entretanto, o crowdfunding para ajudar a Carla Oliveira esta semana evoluiu de 2% para 35%. Espectacular! Não podemos parar...

publicado por Laurinda Alves às 15:44
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Quinta-feira, 20 de Outubro de 2011
Stephen M.R. Covey em Lisboa: Alta Confiança!

 

Voltei agora da conferência de Stephen M.R. Covey, na Happy Conference de 2011 de Lisboa. Covey falou durante quase 3h seguidas, sem intervalo e sem usar powerpoint (e sem ler! o que é realmente importante na comunicação com uma plateia) sobre o papel, a importância e o impacto da confiança nas pessoas, organizações, sociedade e economia global. O Teatro Tivoli estava cheio, a transbordar de CEOs, gestores, líderes e pessoas empenhadas em reforçar as competências associadas à confiança. Gostei muito, muito desta espécie de aula e confesso que entre aquilo que fui validando mentalmente por se tratar de referências, atitudes e realidades que reconheço, que cultivo ou com as quais lido quase diariamente, e aquilo que aprendi de novo, o saldo é extraordinariamente positivo. A Carlota Ribeiro Ferreira e o Frederico Fezas Vital, organizadores, estão de parabéns! Deixo aqui este vídeo para perceberem quem é o Stephen M.R. Covey (por engano e com a pressa para não chegar atrasada à conferência, publiquei esta manhã uma fotografia do pai dele, autor de vários best-sellers e uma referência mundial em matérias de liderança e eficiência), mas também para ouvirem o essencial sobre o pensamento de Stephen M.R. Covey sobre valor da confiança e a velocidade supersónica que pode atingir...

 

Eis a imagem final desta manhã, depois de um momento musical espectacular.

publicado por Laurinda Alves às 00:02
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Segunda-feira, 17 de Outubro de 2011
Outros portugueses com garra, iniciativa e força para lutar!

 

 

Mais uma semana a gravar entrevistas com pessoas que não baixam os braços perante as dificuldades. Todos os meus entrevistados desta série têm em comum essa capacidade de fazer das fraquezas, forças, e encontrar em si motivação para seguir em frente. Na fotografia de cima preparo-me para entrevistar o Jorge Venceslau, que criou uma nova atitude na prevenção e combate às dependências. Na foto de baixo estou com a Isabel Pinto, fotógrafa, que está envolvida num projecto global sobre o qual nada posso dizer por enquanto, mas contribui para renovar o ânimo dos portugueses.

 

 

O Francisco e a Maria são um casal cheio de ideias que mudam o mundo nas suas áreas de especialidade e também eles deram (e dão!) um testemunho incrivelmente contagiante. Numa época de tanta crise, em que nenhum de nós escapa ao sofrimento, e em que todos somos obrigados a trabalhar mais, a contribuir mais, e a ganhar muito menos, temos que seguir os exemplos de quem se recusa a desistir nem se deixa vencer. Há uma frase do poeta Khalil Gibran que passo a vida a citar (e a recordar mentalmente) que nos devia interpelar a todos neste momento em que somos chamados a tantos sacrifícios: "não perguntes à vida o que ela te pode dar; pergunta a ti próprio o que podes dar à vida!". Para mim esta é a única atitude que nos permite atravessar desertos e oceanos no meio das tempestades. Vivo sem subsídios de férias e Natal há quase 5 anos; não tenho carro há quase 3 e mudei substancialmente de vida nos últimos anos, e por tudo isto sei dar valor e sei o que é estar em comunhão com os que sofrem ou sentem que o seu mundo está a desmoronar. A minha experiência é a de que há e haverá sempre mais caminhos do que aqueles que a vista alcança. O segredo é confiar e trabalhar, trabalhar, trabalhar. Tentar sempre fazer mais e melhor e nunca desistir!

 

publicado por Laurinda Alves às 00:39
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Terça-feira, 4 de Outubro de 2011
Casa cheia, cheia!

(As fotografias deste post são todas do fotógrafo Pedro Miguel Barreiros, cujo site é www.pmbarreiros.com)

 

 

 

Vou a caminho de Leiria, para gravar mais uma entrevista, mas não posso deixar de escrever umas linhas para falar do encontro de ontem à noite. Casa cheia, cheia, impressionante! Entre crentes, descrentes, cépticos e duvidosos éramos mais de mil pessoas (esta igreja tem um segundo andar, digamos assim, onde cabem tantas pessoas como as que cabem no andar de baixo, mais as laterais). Nunca tinha estado na Igreja de São Jorge de Arroios e confesso que não estava à espera desta adesão em massa para um serão de conversa sobre Deus. O serão foi muito profundo, mas também muito divertido e leve, com aquela leveza que vem da alegria de quem se reconhece no essencial, seja pela via espiritual, ética, humanista ou estritamente racional. Muito bom. Obrigada ao padre Paulo, pelo desafio/convite a participar, e obrigada a todos os que comentaram aqui ou lá, e estiveram presentes por pertencerem a este nosso círculo alargado de amigos. Mesmo muito bom, insisto.

 

publicado por Laurinda Alves às 09:05
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Terça-feira, 19 de Abril de 2011
Serão de conversa com os universitários da Aasul

 

Jantei e fiz serão esta noite com os universitários da Aasul - Associação de Acção Social da Universidade Lusíada - que estão a caminho de Fátima. A peregrinação da Aasul é um clássico há quase vinte anos e é fascinante ver como as gerações se sucedem neste movimento solidário, construtivo e de espírito positivo.

 

 

 

Fui com o Duarte Miranda Mendes, meu amigo e ex-Aasul, e foi uma emoção para todos a partilha de experiências e a troca de ideias entre actuais e 'antigo' (salvo seja!) aluno da Lusíada com experiência de missão, serviço e projectos em Cabo Verde. A conversa entrou pela noite dentro mas o dilúvio que desabou interrompeu tudo porque o ginásio onde os universitários dormiram inundou quase completamente.

 

 

Num minuto estavamos todos envolvidos numa conversa sobre aquilo que dá sentido à vida, e no minuto seguinte estavam todos a tentar resgatar mochilas, sacos-cama e comidas... O Miguel, que ri da situação atrás do balcão improvisado para as refeições, foi quem me convidou este ano a dar testemunho para este grupo de universitários empenhados em aprofundar a sua relação com Deus e com os outros.

 

 

Durante uns minutos a confusão no ginásio foi total. A chuva caía lá fora com uma força brutal e a trovoada era assustadora mas, ao mesmo tempo, belíssima. Quando todas as coisas ficaram a salvo voltámos à conversa. Adorei estar com este grupo e adoro sentir que vamos juntos pelo caminho. Ainda que cada um de nós percorra caminhos diferentes, permanecemos juntos no essencial.

 

 

 

 

A Mariana e a Carolina estão numa fase de recolher votos para ganhar uma viagem ao Perú e pedi-lhes que me dissessem onde posso votar para contribuir para a viagem. Espero que me mandem o link ao longo do dia para o pôr aqui no blog, de forma a que mais pessoas possam votar nelas. A Carolina escreveu os textos inspiradores que serviram de reflexão para a caminhada de ontem e eu trouxe-os comigo, para os ler e os ter muito presentes nesta Semana Santa, em que faz ainda mais sentido tentar perceber quem somos, para onde vamos e o que queremos dar à vida.

 

P.S.: Já tenho o link e já votei. Gosto da ideia de contribuir para a realização de um sonho. Se puderem, votem, é muito simples e basta clicar em 'vote'.

publicado por Laurinda Alves às 09:08
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Segunda-feira, 18 de Abril de 2011
Semana Santa

 

Começou ontem a Semana Santa, um tempo maior para os católicos. Ao fim da tarde estarei no Ribatejo com os universitários da AASUL (Associação de Acção Social da Universidade Lusíada), que começaram ontem a sua peregrinação de seis dias. Convidaram-me a dar testemunho e vou ter com eles para o jantar e um serão de conversa. Não imagino melhor maneira de acabar o meu dia. 

publicado por Laurinda Alves às 10:00
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Segunda-feira, 14 de Fevereiro de 2011
A passagem do tempo

 

Li numa tarde um livro autobiográfico dos célebres irmãos Campana, designers brasileiros de referência internacional convertidos em ícones da modernidade, onde contam como chegaram ao reconhecimento global da sua forma de arte. De uma maneira simples e directa, Humberto e Fernando, descrevem os avanços e recuos do seu já longo percurso e falam das marcas do tempo nos seus objectos e peças. Gostei particularmente desta frase, escrita a propósito das suas cadeiras da lendária série Des-Confortáveis: "vão recebendo com dignidade as marcas do tempo, envelhecendo naturalmente". Gosto da universalidade da frase, quero dizer.

publicado por Laurinda Alves às 00:28
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Quarta-feira, 22 de Dezembro de 2010
Unidos no amor, contra a indiferença. Não percam!

 

Tirei um dia inteiro para ler este livro sem interrupções e li-o, da primeira à última página, sem fazer pausas. Trata-se de um livro-testemunho, que afinal é muito mais do que isso. É um hino ao amor, uma narrativa a quatro mãos sobre os verdadeiros encontros na vida. Escrito por Isabel Barata e Manuel Matos depois de se terem conhecido e apaixonado, este livro prende do princípio ao fim. Não se consegue pôr de lado, tal é a verdade e a profundidade a que vamos com cada um dos autores. Manuel, o amor da vida de Isabel, morreu a 27 de Maio de 2009, a menos de 2 meses de completar 55 anos. Era licenciado em Germânicas, foi professor do Ensino Secundário, escreveu contos e poesia, dirigiu uma revista e foi co-fundador da APN - Associação Portuguesa de Doentes Neuromusculares. Isabel, o amor da vida de Manuel, faz este mês 43 anos, licenciou-se em Economia, trabalhou na área Administrativa e Financeira, fez voluntariado e hoje em dia dedica o seu tempo às questões de Desenvolvimento Pessoal. Um e outro viveram realidades duras e a sua história é uma sucessão de desafios e adversidades. Ou seja, de grandes conquistas.

 

 

O amor entre a Isabel e o Manuel transformou as suas vidas e este livro que escreveram juntos transforma o nosso olhar. Não se trata de uma obra romântica e muito menos de um olhar romantizado sobre a realidade das pessoas que vivem condicionadas por uma doença grave ou handicaps físicos. Muito pelo contrário, é uma narrativa muito realista de uma mulher que sofre de Osteogénese Imperfeita e um homem que vai perdendo faculdades e movimentos devido a uma doença degenerativa e progressiva a nível muscular. Melhor do que eu, fala cada um dos autores:

 

Manuel

Fui assistindo paulatinamente (às vezes, em acessos violentos e mudos) à minha própria 'desconstrução'. Não é confortável, isto de uma pessoa assistir ao desagregamento do seu puzzle; é muito perturbador um ser normalmente inteligente manter-se confrontado com a consciência desse desagregamento.

 

Sou um ser humano vulgaríssimo. Rendi-me vezes sem conta às emoções. Sofri a brutalidade de um desastre que não sofri, mas que se foi desdobrando no curso da minha existência. Em algumas (não poucas) ocasiões, deixei-me cair, como diria Pessoa, de mim abaixo, quer dizer, cheguei à certeza de que o único objectivo para a minha vida era a minha morte.

 

Jamais poderei abraçar, com os braços, o meu Amor, sei isso sem ter necessidade que ninguém mo diga. Não serei nunca o apoio (estereótipo) físico da mulher que amo. Mas porventura não haverá outras dimensões do abraço, porventura não haverá outras dimensões do conceito de apoio? (...) Com certeza que há.

 

A crença de que um dia havia de chegar em que eu amaria e seria amado, ou seja, a fé no poder desse sentimento que dá Sol à Vida e mil vidas ao Sol, defendeu-me sempre de mim mesmo, encorajando-me a continuar, segredando-me que a desesperante solidão de hoje tinha pelo menos 50% de probabilidades de não se repetir amanhã - não importava a eventual eternidade que 'amanhã' contivesse. Esse dia chegou em finais de 2005.(...) Esse foi, sem qualquer dúvida, o Momento da minha vida.

 

"Desvivi" até aos 50 anos, quando pela primeira vez ouvi alguém dizer (a Isabel, pois claro) gosto de ti, sem acrescentar apesar de seres como és.

 

Isabel

 

Para começar, quero dizer que não é o facto de se ser ou não deficiente que influencia, que potencia, a forma de amar ou ser amado. (...) ser ou não ser deficiente não faz qualquer diferença.

 

Não podemos negar que há obstáculos circunstanciais (a nível físico, mental ou sensorial) na vivência amorosa das pessoas com deficiência, mas um obstáculo não é mais do que algo que pode ser contornado. (...) Quando há amor, os obstáculos passam a ser desafios.

 

O meu professor de meditação, Ishi, disse-me várias vezes, quando passei por uma fase de apatia e ausência de energia vital, que o único erro que para ele era imperdoável, era o de desperdiçar tempo.

 

Podia continuar o enunciado de citações, mas o livro é tão rico em pensamentos, partilhas e vivências que aconselho vivamente a sua leitura. Foi publicado pela editora Quidnovi e está à venda nas livrarias. Deixo aqui o links para um site em que a Isabel tem uma presença muito expressiva e onde pode ser contactada: www.gulliver.pt Se não encontrarem o livro nas livrarias, perguntem à Isabel onde o podem encomendar, que ela diz. Eu tive que fazer o mesmo e embora não a conheça pessoalmente (ainda), foi um processo muito rápido.

publicado por Laurinda Alves às 14:30
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Segunda-feira, 20 de Dezembro de 2010
As pessoas ditas deficientes

 

O Salvador Mendes de Almeida recomeçou a sua série de programas na RTP1 e tudo o que possamos dizer sobre estas suas entrevistas é pouco, comparado com o muito que ele e cada um dos seus entrevistados contribuem para despertar a nossa consciência e transformar o nosso olhar sobre as pessoas ditas deficientes.

 

 

Luís Magalhães, historiador e funcionário da Câmara Municipal do Marco de Canaveses, onde faz um trabalho directamente ligado aos direitos das pessoas portadoras de deficiência, foi o convidado desta noite. Alegre e incisivo, Luís Magalhães disse que muito pior do que as barreiras arquitectónicas são os estigmas que permanecem na sociedade. Percebo-o, pois também eu começo por abominar a palavra 'deficientes' e tudo o que ela implica.

 

 

O Salvador está em grande forma e é impressionante ver como tem evoluído ao longo destas séries de programas. Está muito mais fluente e tem uma postura ainda mais alegre e tranquila. Eu, que conheço bem as suas rotinas diárias e o seu grau de dependência, não canso de me espantar com a sua capacidade de fazer das fraquezas, forças. Graças a ele e a cada um dos seus entrevistados, estamos hoje muito mais conscientes das dificuldades reais das pessoas que vivem condicionadas por handicaps físicos ou outros. Embora nenhum programa de televisão chegue para mostrar toda a realidade de sofrimento, dor e superação que vivem os milhares e milhares de famílias que são tocadas pela doença e/ou deficiência, é importante que a série Salvador passe em horário nobre, para que todos possamos ter uma noção mais aproximada do que é ser diferente num mundo tantas vezes hostil para acolher essa mesma diferença. Percebo que o Salvador se centre nos casos de 'sucesso', pois todos precisamos de role models. Acredito profundamente que ao revelar pessoas com deficiências graves que conseguem transcender-se, o Salvador está a contribuir para dar forças aos que tantas vezes se sentem à beira da desistência. Sejam deficientes ou não, quero dizer.

publicado por Laurinda Alves às 22:34
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