Quinta-feira, 12 de Maio de 2011
Concertos na Gulbenkian ao fim do dia

 

Fui com o meu filho ouvir as Vésperas de Rachmaninov, cantadas pelo Coro Gulbenkian, e foi um poema. Um coro de cem vozes femininas e masculinas a cantar à capela, sem nenhum instrumento, é sempre fabuloso mas este transcendeu-se. Muito bom.

publicado por Laurinda Alves às 21:10
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Domingo, 20 de Março de 2011
O dia da audição de piano

 

 

Hoje foi dia de audição de piano, e pela primeira vez nestes últimos anos os alunos tocaram na Sala dos Espelhos do Palácio Foz, em Lisboa. Até aqui as audições têm sido feitas no Centro Cultural de Cascais. Esta sala é uma beleza e a tarde foi um poema. Começou com os alunos mais novos e hoje havia provas de três instrumentos: piano, guitarra e violoncelo.

 

 

Pedro Ferro é o professor de piano; Nelson Ferreira é o professor de violoncelo e Filipa Pinto Ribeiro é a professora de guitarra. Cada um destes músicos tem o dom de ensinar e é comovente ver a maneira como dão confiança aos seus alunos e como os ajudam a evoluir. Gosto particularmente de assistir a audições musicais e como há vários anos que acompanho alguns destes alunos, é um prazer enorme ver como tocam cada vez melhor, com assurance e inspiração. Quanto ao Martim, não sou nada imparcial e, por isso, abstenho-me de comentar a sua audição. Adorei ouvi-lo, claro, e também gostei de o ver mais descontraído. Ou seja, com menos nervos do que antes.

 

publicado por Laurinda Alves às 10:03
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Sexta-feira, 18 de Março de 2011
Parabéns, João Botelho!

 

João Botelho, realizador de cinema, encenou a ópera Banksters, com música de Nuno Côrte-Real e libreto de Vasco Graça Moura, uma ópera portuguesa e uma estreia absoluta esta noite no Teatro Nacional de São Carlos. Fui à primeira récita desta ópera e gostava de dar os parabéns ao João Botelho pela criatividade cénica. O compositor, o maestro, os cantores e os músicos da orquestra também estão de parabéns, porque foram todos muito bons e estavam particularmente inspirados. Quanto ao libreto, admito que Vasco Graça Moura revelou mais um talento ao corresponder a este desafio colossal e exigente, mas confesso que não fiquei fã. Gosto mais da sua poesia e prefiro alguma da sua prosa a este tipo de escrita. Ainda bem que os gostos não se discutem.

publicado por Laurinda Alves às 00:47
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Terça-feira, 15 de Março de 2011
A voz de Luísa Sobral, para nos devolver alguma paz

 

 

Ouçam esta maravilha de voz. É portuguesa, é nossa, chama-se Luísa Sobral e está em vésperas de lançar um disco. Que bom haver boas notícias no meio de tanta tragédia e tanto drama dentro e fora de portas. Obrigada Pedro R. por me falar da Luísa Sobral.

 

publicado por Laurinda Alves às 11:04
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Segunda-feira, 14 de Março de 2011
A noite em que Katie Melua conheceu a Carolina Deslandes

 

Muito bom o concerto de Katie Melua no Campo Pequeno, esta noite. Embora não tenha adorado todo o repertório, valeu a pena pela voz pura, pelas canções antigas, pelas músicas intimistas e pela paixão de uma miúda que canta com a mesma naturalidade com que respira, sem esforço e com uma vibração absolutamente fora de série. Antes de Katie Melua cantou a Carolina Deslandes, e esta sua estreia num espectáculo fora do circo mediático dos Ídolos, também foi cinco estrelas. Parabéns, Carol, tive imenso orgulho e comovi-me. 

 

 

Há mais fotografias dos dois concertos desta noite na galeria do Miguel Siqueira. 

publicado por Laurinda Alves às 01:14
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Sábado, 5 de Fevereiro de 2011
Amanhã há missa em fado na Igreja do Sacramento

 

Lembram-se de ter falado aqui sobre os tectos desta igreja, no Chiado, a propósito do Prémio Vilalva de Restauro, recém-atribuído pela Fundação Calouste Gulbenkian? Pois bem, amanhã, há uma missa especial nesta Igreja para angariar fundos para concluir as obras de recuperação. José Campos e Sousa, o músico e compositor que organiza há vários anos as belíssimas missas em fado da Basílica dos Mártires, resolveu trazer os seus cantores e guitarristas para o Sacramento amanhã. A missa-concerto começa às 19:30, com a Filipa Galvão Telles a cantar acompanhada de Bernardo Couto (guitarra portuguesa) e do próprio José Campos e Sousa (voz e guitarra clássica). Um trio de luxo, devo dizer. Embora seja uma missa de domingo, não posso deixar de sublinhar a qualidade dos músicos e aconselhar este concerto a crentes e não crentes. Vale a pena e posso garantir que àquela hora e naquele perímetro do centro histórico de Lisboa, amanhã não há programa melhor. Bom fim-de-semana!

publicado por Laurinda Alves às 11:50
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Quarta-feira, 2 de Fevereiro de 2011
Bobby Mcferrin, um génio vocal

 

 

Para os fãs de Bobby Mcferrin não é novidade nenhuma dizer que este homem é maravilhoso e um génio em vocalizações. Este pequeno-grande vídeo revela-o num encontro mundial sobre ciência, a fazer cantar toda a plateia. É impressionante ver como Mcferrin consegue pôr toda a gente a cantar ou a fazer escalas, seja em que cenário for. Tal como ele próprio diz no final, nunca lhe aconteceu uma plateia não ser capaz de o acompanhar nas notas e escalas. Incrível!

publicado por Laurinda Alves às 11:29
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Quarta-feira, 12 de Janeiro de 2011
Pedro Ferro dá um recital de piano amanhã no Palácio Foz

 

 

Este ano começa cheio de bons programas, muitos deles com entrada livre o que é uma maneira muito democrática e feliz de juntar pessoas, divulgar a cultura e multiplicar talentos. Amanhã à tarde o pianista Pedro Ferro dá um recital no Palácio Foz às 19h, promovido pelo Instituto Gregoriano de Lisboa. Deixo aqui este vídeo para ouvirem o Pedro Ferro tocar Beethoven e também para poderem trabalhar ao som do piano (coisa que eu própria faço muitas vezes, porque adoro). Amanhã lá estarei no Palácio Foz, sem falta! Acho uma maravilha acabar os dias com música e é por isso que gosto tanto de concertos ao fim da tarde. Ainda por cima este recital do Pedro Ferro vai ser comentado pela Professora Bárbara Villalobos, presença que enriquece ainda mais um momento que se prevê muito rico. Se puderem, não percam!

 

 

Como não se pode fotografar durante um recital de piano, só tenho umas fotografias do fim, quando as pessoas começaram a fazer fila para dar um abraço ao Pedro Ferro, que tocou magistralmente. Foi um fim de tarde memorável na Sala de Espelhos do Palácio Foz. A sala estava cheia e não houve barulhos na plateia. Melhor assim.

 

publicado por Laurinda Alves às 14:11
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Domingo, 2 de Janeiro de 2011
Nina Simone para começar bem este ano!

 

 

A Sara Serpa, cantora de jazz que vive em NY mas esteve estes dias em Lisboa, mandou-me este vídeo da Nina Simone como 'presente' de Ano Novo e não resisto a partilhá-lo aqui com todos pela música, mas acima de tudo pela letra. Ouçam bem e prestem atenção à mensagem. Muito actual, muito forte e muito verdadeira. Sempre que achamos que nos falta tudo e não temos nada devíamos parar e ouvir esta canção de Nina Simone. Obrigada, Sara, pelo plus musical de alegria e confiança. Muito bom.

publicado por Laurinda Alves às 13:37
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Quarta-feira, 29 de Dezembro de 2010
Nos escombros de Pedro Cabrita Reis, na Appleton Square

 

Todo o espaço de exposições da Appleton Square está tomado por uma instalação fabulosa de Pedro Cabrita Reis, que desconstruiu o cubo perfeito da galeria de arte e simulou um desmoronamento de todo o interior.

 

 

Unveiled Revealed é o título desta intervenção de Pedro Cabrita Reis e é mais uma surpresa no seu percurso versátil e subversivo , como sublinha Filipa Oliveira, a curadora desta exposição.

 

 

Ao destruir o cubo branco da galeria onde os artistas expõem as suas obras de arte, Pedro Cabrita Reis revela os materiais e as estruturas que sustentam o espaço, criando ao mesmo tempo uma escultura (ou uma encenação) que cobre toda a superfície e paredes desta mesma galeria.

 

 

Poder entrar nesta instalação e percorrer os escombros, caminhando sobre eles, é uma experiência que vale a pena e nos confronta com o impacto da arte performativa. Adorei esta peça, por assim dizer.

 

 

Valeu a pena ter ido ouvir a Sara Serpa cantar e o André Matos tocar no andar de baixo da Galeria Appleton Square e depois subir para ver a exposição. Como conheci a Sara e o André em NY, de repente senti que através do seu jazz (que ouvi em bares novaiorquinos) e desta exposição, Nova Iorque ficou muito mais próxima.

publicado por Laurinda Alves às 10:43
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