Quarta-feira, 5 de Outubro de 2011
Saudades do Douro em tempo de vindimas

 

Neste feriado do 5 de Outubro e por estas alturas penso sempre no Douro, nem sei bem explicar porquê. Talvez porque em alguns anos passei ali alguns dias de vindimas e pós-vindimas maravilhosos. Hoje acordei com esta imagem do rio e das encostas e como também para mim o Douro é um dos lugares mais bonitos do mundo, aqui fica com o suplemento de nostalgia que esta época de fim de Verão, fim de vindimas e prenúncio de Outono trazem. Bom feriado!

publicado por Laurinda Alves às 12:17
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Terça-feira, 6 de Setembro de 2011
Céu

 

 

publicado por Laurinda Alves às 15:41
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Terça-feira, 2 de Agosto de 2011
Os dias de Verão e ... até Setembro!

 

Vou de férias no dia 7 e volto na última semana de Agosto. Antes de partir ainda tenho tanto, tanto trabalho para fazer e tantas coisas para deixar entregues e fechadas, que vou-me desligar do blog até ao fim do mês. Deixo aqui um poema de Sophia de que gosto muito e tem tudo a ver com a vida nos dias e noites de Verão. Boas férias para quem está de férias e até à volta!

 

OS DIAS DE VERÃO

 

Os dias de verão vastos como um reino

Cintilantes de areia e maré lisa

Os quartos apuram seu fresco de penumbra

Irmão do lírio e da concha é o nosso corpo

 

Tempo é de repouso e festa

O instante é completo como um fruto

Irmão do universo é o nosso corpo

 

O destino torna-se próximo e legível

Enquanto no terraço fitamos o alto enigma familiar dos astros

Que em sua imóvel mobilidade nos conduzem

 

Como se em tudo aflorasse eternidade

 

Justa é a forma do nosso corpo

 

Sophia de Mello Breyner Andresen

in Obra Poética, Volume III 

publicado por Laurinda Alves às 11:51
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Quinta-feira, 14 de Julho de 2011
Dia de colar toda a sinalética nas paredes da Exago

 

É giro observar a movimentação lateral, digamos assim, de um grande escritório onde todos estão concentrados no seu trabalho, muito focados e sem tempo para grandes distracções. Como eu aqui faço coisas muito diferentes dos outros e tenho mais pausas, acabo por achar graça a certos detalhes. Como os de hoje, o dia em que veio um rapaz colar e pendurar toda a sinalética do espaço Exago.

 

 

Trabalhar aqui é como habitar uma galeria de arte contemporânea. Ou melhor, é uma combinação de galeria de arte com um laboratório de pessoas com ideias transformadoras, que criam modelos inovadores e inventam sistemas visionários. Falo de consultores de gestão e de programadores de software de inovação, áreas fascinantes mas sobre as quais sei muito pouco. Ou nada.

 

 

O rapaz entrou e saiu em silêncio as vezes que foram precisas, e ainda antes de usar o berbequim para fazer furos nas paredes, já todos tínhamos recebido um mail da Patrícia, a avisar que ia haver barulho. Muito bom. Grande pinta, a eficácia discreta da Patrícia e a maneira como todos aqui partilham o essencial, num open space onde reina um silêncio produtivo, onde raramente se ouvem tocar telemóveis (todos em modo 'silêncio') e onde o tom das vozes raramente perturba quem está concentrado.

 

 

 

A Patrícia Machado é a primeira e a última pessoa que todos vemos à entrada e à saída da Exago, e a sua presença mais o seu profissionalismo, bem como a sua atitude sempre disponível, alegre e terna, é vital para todos nós.  

 

 

Este é o meu lugar à mesa da Exago, um escritório único nesta cidade, onde a dupla de big boss (falo do Pedro da Cunha e o Pedro Carmo e Costa) criaram muito mais do que um espaço fabuloso para trabalhar. O que os dois Pedros estão a construir há vários anos é uma verdadeira cultura de empresa onde cada um é chamado a contribuir, partilhar, acolher e multiplicar os talentos próprios e dos outros. Adorava ser capaz de explicar com detalhe o que se faz na Exago e na Strategos, mas acho que o mais importante fica dito e se percebe.

 

 

O sistema revolucionário e extraordinariamente estético de 'mesa única' à volta de todo o espaço da Exago parte apenas em dois lados, para dar passagem e entrada ao núcleo duro de cérebros e criativos que produzem conhecimento em matéria de consultoria de gestão e de inovação informática.

 

 

 

Aproveitei a pausa do almoço para as fotografias, para não devassar nem embaraçar ninguém. Passei um ano inteiro a falar do espaço espectacular da Garage, onde trabalhei enquanto gravei e editei a série de programas Portugueses Sem Fronteiras (esta noite passa o 11º episódio!), mas confesso que este espaço da Exago ultrapassa tudo o que de melhor conheço em matéria de escritórios em open space. E acreditem que as minhas fotos não revelam nem metade da beleza de tudo, pois falta aqui o essencial, que são as pessoas, a luz e ... as vistas de todas as janelas! 

publicado por Laurinda Alves às 12:50
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Segunda-feira, 20 de Junho de 2011
Durante os próximos tempos este vai ser o meu escritório

 

Tenho imensa sorte em alguns campos da minha vida e aqueles que sinto como verdadeiros privilégios são, por esta ordem, a família, os amigos, as casas, as viagens, os projectos de trabalho e ... os escritórios! É incrível como até nos espaços de escritório tenho tanta sorte e daquele spot extraordinário que é a Garage, onde trabalhei durante o último ano, enquanto gravei e editei a série Portugueses Sem Fronteiras, passo agora para o novíssimo escritório da Exago, que é uma combinação de galeria de arte moderna em open space, com secretárias ao centro e uma mesa única a toda a volta, onde cada um se senta e ocupa um espaço próprio, sem barreiras arquitectónicas a dividir ou perturbar a relação entre pessoas criativas, eficientes e com ideias que potenciam as ideias, as iniciativas e projectos dos outros. 

 

 

 

A minha aventura na Exago começou com um convite/desafio do Pedro Carmo Costa, um dos grandes mentores desta empresa e deste conceito, para ir lá falar sobre os meus cursos de Comunicação e sobre as matérias relacionadas com o tema. A conversa foi muito animada e participada e o grupo de Exago boys & girls, foi uma plateia muito divertida. Na imagem de baixo o Nuno dita um desenho geométrico aos colegas, e a maneira como ele ditou e como eles reproduziram o desenho, foi mais uma vez eloquente da maneira como facilmente descomunicamos uns com os outros. Muito bom.

 

 

O ditado do desenho geométrico é sempre uma grande metáfora sobre a comunicação, sobre aquilo que achamos que estamos a dizer e aquilo que realmente dizemos; o que achamos que os outros estão a ouvir (e a compreender) e o que realmente estão a ouvir, e por aí adiante. É a lendária questão dos 'elos inconscientes' e de tudo o que damos por adquirido entre pessoas que se conhecem minimamente, trabalham juntas ou se relacionam por alguma razão. Dá para perceber onde começam muitos dos equívocos e das tensões que perturbam a comunicação e distorcem as relações. 

 

 

 

Aqui a equipa Exago esforçava-se por perceber as linhas obliquas e curvas, verticais e horizontais ditadas pelo Nuno... Reencontrei na Exago o Tiago Forjaz, fundador do StarTracking (a quem agradeço semanalmente no fim de cada programa ter-me inspirado para fazer a série Portugueses Sem Fronteiras) e o motor inspirador e da Fundação Talento. Está de partida para São Francisco, onde vai trabalhar num projecto fascinante e da sua autoria. O Tiago é, como todos sabemos, um portento de criatividade e originalidade, com um talento especial para multiplicar os talentos dos outros. Tem uma lógica disruptiva e nem sempre compatível com o sistema e essa é, porventura, uma das suas melhores e maiores qualidades. Já tinha saudades de o ver, espero que lhe corra tudo bem nos States e que volte em breve porque faz-nos falta ter pessoas em Portugal como o Tiago Forjaz! Aliás, espero poder entrevistá-lo para a próxima série de programas, que está em fase de aprovação final, e desta vez é sobre portugueses com talento que vivem e trabalham em Portugal.

 

 

 

publicado por Laurinda Alves às 12:13
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Quinta-feira, 12 de Maio de 2011
Penúltimo dia de Retiro Aberto com o pe Tolentino

 

Hoje é o penúltimo dos 4 dias de Retiro Aberto orientados pelo pe Tolentino Mendonça no Mosteiro das Monjas Dominicanas, entre Telheiras e o Lumiar. Tenho ido todos os fins de tarde ouvir a conferência do pe Tolentino, seguida de meia hora de silêncio e meditação (ou simples contemplação), mais uma missa celebrada na capela do Mosteiro.

 

 

Ontem fui de boleia com a Ana Maria Bénard da Costa e o Alberto Vaz da Silva, dois grandes amigos que tenho em comum com o pe Tolentino. As monjas Dominicanas acolhem-nos todos os dias entre as 18h e as 20h nos jardins, que são lindos e estão impecavelmente bem tratados. A variedade de flores e a quantidade de árvores deste lugar sagrado são uma beleza e contrastam com o aglomerado de prédios construídos à volta e fora dos muros do Mosteiro.

  

 

Tolentino Mendonça falou sobre a alegria partindo de uma interrogação inaugural: "temos que nos perguntar pela alegria, como anda a nossa alegria?". Dissertou longamente sobre a alegria cristã e explicou que não se trata de um consolo emocional, mas de uma arte de ser com verdade, bondade e beleza. Recordou Nietzsche quando este disse que "o cristianismo seria mais credível se os cristãos parecessem mais alegres" e sublinhou que o pior são os moralismos, as intransigências e tudo aquilo que nos traz ansiedade e amargura, ou nos impede de aceder à alegria autêntica. E citou Kierkegaard: "a angústia é o nosso veneno mortal".

 

  

Estes dias de Retiro Aberto têm sido um enorme privilégio para crentes e não crentes, pois o pe Tolentino abre as suas conferências a uns e outros e deixa-nos a todos infinitamente mais próximos. Estas conferências são de entrada livre e como acabam amanhã não queria deixar de chamar a atenção para os últimos fins de tarde neste sítio maravilhoso onde o tempo parece ter outro tempo.

 

 

As portas do Mosteiro estão abertas a quem quiser aparecer, basta chegar e entrar. As monjas Dominicanas moram entre Telheiras e o Lumiar, no cimo da Av. Rainha Dona Amélia. Quem quiser ir tem que atravessar a Praceta Rainha Dona Filipa e sair pela direita, por detrás dos prédios. Não é nada evidente, mas uma vez aprendido o caminho nunca mais se esquece! Esta noite os crentes estão de olhos virados para Fátima e, por isso, não quero distrair ninguém com o lembrete dos meus programas, mas quem quiser vê-los na televisão, pode fazê-lo esta noite pelas 23:30 ou amanhã a partir das 19:30, sempre na RTP 2. De qualquer das formas amanhã o segundo episódio vai estar aqui no blog, no Vimeo, no Facebook e no Youtube.  

publicado por Laurinda Alves às 01:34
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Sexta-feira, 8 de Abril de 2011
Em Braga, hoje, por causa deste livro maravilhoso

 

Estou de saída, para Braga, onde vou apresentar este livro. As fotografias, maravilhosas como sempre, são do Manuel Correia. Sei que não sou nada imparcial relativamente aos autores e artistas que admiro, mas esta minha parcialidade está na proporção directa da sua qualidade... Que bom ir a Braga hoje, apetece-me imenso! Depois dou notícias.

 

publicado por Laurinda Alves às 10:31
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Domingo, 27 de Março de 2011
Amigos e amigas que moram em Orgal

 

Da esquerda para a direita: Manuel, 88 anos; Mário, 85; César, 85; António, 65 com a neta Maria, de 2 anos. São todos amigos e moram na povoação de Orgal, muito perto de Vila Nova de Foz Côa. Conheci-os numa tarde muito animada, em que várias gerações se juntaram para passar algum tempo de qualidade juntas.

 

 

Orgal tem casas de xisto, construídas ao longo de uma rua inclinada sobre o vale, mas também tem casas de pedra e cal. Durante a semana a esmagadora maioria da população tem para cima de 60 anos, mas ao fim-de-semana chega a haver 16 jovens e crianças na aldeia. Uma festa. Na imagem de baixo, e também da esquerda para a direita: Arminda, 67 anos; Horácia, 82; Fátima, 67; Piedade, 78; Celeste, 84. Gostei muito de conhecer pessoalmente estes amigos e amigas que moram em Orgal.

 

publicado por Laurinda Alves às 20:13
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Sexta-feira, 25 de Março de 2011
Douro profundo

 

 

 

publicado por Laurinda Alves às 23:58
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Quinta-feira, 24 de Março de 2011
A Isabel Pinto a fotografar o vale do Museu do Côa

 

publicado por Laurinda Alves às 18:37
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