Domingo, 12 de Junho de 2011
De volta a casa

 

Hugo e Mário, eis os nomes dos bombeiros que nos foram buscar esta tarde ao hospital e nos transportaram de ambulância por ser a única maneira de trazer o Martim de volta a casa. Passaram 11 dias sobre o acidente, dias que foram muito difíceis e dolorosos, mas hoje começa um novo ciclo. A recuperação vai ser lenta, demorada, exigente e ainda com dores, mas a partir de agora e em princípio vai ser tudo cada vez mais suportável. Deus queira! As partituras continuam pousadas em cima do piano, à espera de melhores dias que sei que virão. Obrigada a todos e a cada um pelas mensagens, pelo apoio, pela amizade, pelo respeito, pela cumplicidade, pela inspiração e pela força que nos deram neste tempo tão adverso, de sustos atrás de sustos. Foi duro, confesso, mas insisto: o pior já passou! 

 

 

publicado por Laurinda Alves às 22:50
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Quinta-feira, 9 de Junho de 2011
Recomeçar

Continuo no hospital à cabeceira do meu filho, que melhora em cada dia, numa evolução lenta, demorada, chata e não desprovida de dor, mas a melhorar e a recuperar e essa é a boa notícia! Não me levem a mal não contar mais nada e acreditem que isto é o essencial. A reserva faz parte da nossa intimidade familiar e conhecem-me o suficiente para saberem que sou capaz de partilhar, mas incapaz de me expôr ou de devassar quem quer que seja, a começar pelos que me são mais queridos. Agradeço-vos a todos e a cada um esse respeito, essa amizade e todas as manifestações de apoio, que me enchem de forças. Hoje o António Brazão, que não conheço pessoalmente mas pertence ao círculo alargado de amigos, conhecidos e desconhecidos que visitam este blog, mandou-me (ofereceu-me!) este poema maravilhoso do Carlos Drummond de Andrade. Muito obrigada, António. Não imagina como lhe agradeço e como veio mesmo a propósito.

 

RECOMEÇAR

 

Não importa onde você parou ...
Em que momento da vida você cansou ...
O que importa é que sempre é possível e necessário recomeçar.
Recomeçar é dar uma nova chance a si mesmo ...
É renovar as esperanças na vida e, o mais importante ...
É acreditar em você de novo.

Sofreu muito neste período ?
Foi aprendizado ... Chorou muito ?
Foi limpeza da alma ...
Ficou com raiva das pessoas ?
Foi para perdoá-las um dia ...

Sentiu-se só por diversas vezes ?
É porque fechaste a porta até para os anjos ...
Acreditou que tudo que estava perdido ?
Era o início de tua melhora ...

Onde você quer chegar ?
Ir alto ? Sonhe alto ... Queira o melhor do melhor ...
Se pensamos pequeno ... Coisas pequenas teremos ...
Mas se desejamos fortemente o melhor e principalmente lutarmos pelo melhor ...
O melhor vai se instalar em nossa vida.
Porque sou do tamanho daquilo que vejo.
E não do tamanho da minha altura."

publicado por Laurinda Alves às 13:15
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Domingo, 1 de Maio de 2011
Dia da Mãe, dia de família

Eis algumas das fotografias das páginas do livro FAMÍLIA da fotógrafa Isabel Pinto. Adoro este livro, que é uma sucessão de fotografias luminosas, vibrantes, divertidas e ternas com mães, pais e filhos, mais os tios os avós e os primos, todas elas tiradas ao longo de anos e anos. A minha própria própria fotografia, com o meu filho na fase de não ter os dentes da frente, comove-me e lembra-me mais um tempo muito bem vivido. Feliz Dia da Mãe! 

publicado por Laurinda Alves às 10:56
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Terça-feira, 19 de Abril de 2011
Noites Brancas em São Petersburgo

 

Esta noite adormeço em São Petersburgo. Em sonhos, claro, mas também através das mensagens que vou recebendo do meu filho, que chegou hoje a esta cidade onde o sol se põe cada dia mais tarde e se levanta cada dia mais cedo. As míticas Noites Brancas em São Petersburgo são um clássico eterno. Adorava lá estar também.

 

Nota: Importei esta imagem deste blog

publicado por Laurinda Alves às 23:41
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Domingo, 20 de Março de 2011
O dia da audição de piano

 

 

Hoje foi dia de audição de piano, e pela primeira vez nestes últimos anos os alunos tocaram na Sala dos Espelhos do Palácio Foz, em Lisboa. Até aqui as audições têm sido feitas no Centro Cultural de Cascais. Esta sala é uma beleza e a tarde foi um poema. Começou com os alunos mais novos e hoje havia provas de três instrumentos: piano, guitarra e violoncelo.

 

 

Pedro Ferro é o professor de piano; Nelson Ferreira é o professor de violoncelo e Filipa Pinto Ribeiro é a professora de guitarra. Cada um destes músicos tem o dom de ensinar e é comovente ver a maneira como dão confiança aos seus alunos e como os ajudam a evoluir. Gosto particularmente de assistir a audições musicais e como há vários anos que acompanho alguns destes alunos, é um prazer enorme ver como tocam cada vez melhor, com assurance e inspiração. Quanto ao Martim, não sou nada imparcial e, por isso, abstenho-me de comentar a sua audição. Adorei ouvi-lo, claro, e também gostei de o ver mais descontraído. Ou seja, com menos nervos do que antes.

 

publicado por Laurinda Alves às 10:03
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Segunda-feira, 7 de Março de 2011
Planos cruzados

 

Parte deste fim-de-semana afinal foi passado no hospital. Tenho estado calada e ausente também por isso. Agora a minha mãe está melhor, mas ainda fraquinha. Durante horas a fio coube-nos esperar por resultados de análises e radiografias e assim ficámos as duas, de mãos dadas, em conversas ou silêncios partilhados. 

publicado por Laurinda Alves às 20:11
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Sexta-feira, 4 de Março de 2011
Fim-de-semana de Carnaval com as Zinhas

 

Boas notícias para mim: depois de um mês de Fevereiro muito intenso e sem fins-de-semana livres para descansar, eis que chego ao fim da primeira semana de Março com a certeza de que só volto a pensar em trabalho depois do Carnaval. Quase nem acredito... Ainda por cima as Zinhas vêem passar estes dias connosco e vamos estar juntos. Adoro as minhas sobrinhas, as suas conversas, as suas perguntas e por vezes os seus disparates. Hoje vão mascaradas para a escola e logo ficamos todos em casa dos avós. Ou seja, vai ser um fim-de-semana em cheio com os meus pais, alguns dos meus irmãos e sobrinhos. Muito bom. É tudo o que me apetece. Bom fim-de-semana e bom Carnaval! Volto em breve.

 

publicado por Laurinda Alves às 10:16
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Terça-feira, 8 de Fevereiro de 2011
Lições de vida

 

Hoje uso uma fotografia de Manuel Correia para contar um pequeno episódio eloquente do caracter de alguém que tenho como exemplo de vida, de generosidade e de bondade, alguém que amo com todo o coração, mas com quem nem sempre tenho um diálogo fácil. Falo do meu pai, que é uma das melhores pessoas que conheço, que consegue superar todas as barreiras e os obstáculos, transcendendo-se em cada dia. Como todos os bons pais, o meu está sempre atento aos filhos e cuida dos mais ínfimos detalhes. Por vezes exagera e nós reagimos. Neste fim-de-semana estávamos em família à lareira, mais ou menos calados, num daqueles serões em que uma filha lê, a outra conversa, os pais estão por ali e chega. De repente apeteceu-me engraxar as minhas botas e pedi-lhe a caixa de madeira com as graxas. Ele, igual a si próprio, trouxe tudo, mas foi-me dizendo que não devia fazer isso à noite, porque de dia se vê melhor e por aí adiante. E eu: "mas está-me mesmo a apetecer fazer isso agora, pai. Vá lá, não esteja sempre a dizer-me o que devo fazer, já não sou uma criança" (esta minha versão é muito chata, devo dizer. Tenho pena mas é verdade). E o meu pai a insistir: "de dia vê-se muito melhor, mas tu é que sabes." E eu, achando que sim que sabia, lá ia espalhando graxa nas botas de que mais gosto, que são pretas e uso quase todos os dias. Ele calado e eu também. Até que a luz das chamas fez rebrilhar uma cor esquisita na bota que eu estava mesmo a acabar de engraxar. De repente olhei e num sobressalto vi o desastre que acabara de acontecer: a bota estava impecavelmente engraxada de castanho! Nem queria acreditar. Olhei para o meu pai a tentar avaliar se ele estava a ver o mesmo que eu, mas ele continuava a ler o jornal aparentemente esquecido do nosso diferendo e da minha teimosia. Por breves segundos ainda pensei esconder as botas e fingir que estava tudo feito e bem feito, mas não fui capaz. Acabei por interromper a sua leitura. "Pai, tinha razão, olhe o que aconteceu: agora tenho uma bota preta e outra castanha!". E ele, sem me condenar, levantou os olhos do jornal e viu o que estava à vista. Não disse uma única palavra, nem lhe passou pela cabeça lembrar-me que me tinha avisado, e é essa a sua grande lição. Não só não condenou, como na manhã seguinte pegou no carro para me levar a uma drogaria da sua confiança para comprarmos uma graxa suficientemente forte e preta para apagar todos os vestígios de castanho. Lá fomos, mesmo em cima da hora do almoço e do fecho da drogaria, eu ainda relutante e meio chateada, ele com aquela atitude querida e verdadeiramente paternal de quem só está ali para ajudar. Comprou a super graxa preta, pagou tudo e viemos embora sem uma palavra de recriminação ou ironia. Grande pinta. Quando for crescida quero ser como ele.

publicado por Laurinda Alves às 00:05
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Domingo, 6 de Fevereiro de 2011
Grande dia, hoje!

 

Depois de 2 semanas de viagem, eis que deixa de haver silêncio neste canto da casa.

publicado por Laurinda Alves às 13:23
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Segunda-feira, 27 de Dezembro de 2010
Cinquenta e dois anos são uma vida

 

Os nossos pais fazem hoje 52 anos de casados e não podemos estar mais felizes por eles. E por todos nós, que lhes devemos a vida, e que aprendemos com eles todos os dias. Cinquenta e dois anos é uma vida longa para qualquer casamento, especialmente nos dias que correm. Jamais conseguirei traduzir por palavras o orgulho, o amor e a gratidão que sinto pelos meus pais, por terem atravessado tempos fáceis e difíceis sem nunca quebrar, conseguindo sempre fazer das fraquezas, forças. E nunca serei capaz de lhes dizer que é um privilégio sem tamanho ser sua filha. Se hes digo isto sorriem e agradecem, mas acham que não sou imparcial para julgar. Parcial ou imparcial, sei que sou filha de um casal para quem a família é a primeira e a última prioridade. Tiveram 5 filhos e 5 netos (por enquanto) e nunca, nunca os vi indisponíveis para nos acolher, para nos ajudar, para estarem sempre que faz sentido ou precisamos. Mais, a leveza que trazem às nossas vidas impressiona-nos a todos, pois nunca se queixam de nada e tudo é feito com amor e alegria. Graças a Deus estão razoavelmente bem de saúde, são completamente autónomos e  vivem uma vida tranquila. São um verdadeiro exemplo para nós, filhos e netos. Defeitos? Devem ter, claro, mas só me ocorrem sempre as virtudes que encontro neles porque são elas que nos marcam e hoje me enchem de uma ternura que transborda por podermos celebrar todos juntos esta data.

publicado por Laurinda Alves às 09:51
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