Domingo, 30 de Janeiro de 2011
Outra mulher que admiro

 

Zilda Cardoso, escritora, galerista, blogger e uma amiga muito querida que reencontrei no Porto, na Quinta de Bonjóia, onde fui fazer uma palestra sobre comunicação. Cheguei cedo à Bonjóia, de propósito para ter tempo para conversar com a Zilda, que é uma mulher que admiro profundamente. A multiplicação dos encontros, workshops e exposições de Mulheres de Corpo e Alma foi de tal maneira exuberante e contagiante, que acabámos por ficar com todas as conversas no início (nem sequer a meio!), mas não faz mal porque já combinámos ver-nos em breve. Ainda tentámos encontrar lugares mais ou menos protegidos da confusão, mas mesmo assim não foi possível mantermos uma conversa com princípio, meio e fim. Mas adorei a cumplicidade e as coisas e novidades que de forma atropelada ainda conseguimos contar uma à outra. Obrigada, Zilda, por se ter sentado na primeira fila. É bom ter 'pilares' de confiança na plateia, quando falamos para as pessoas nos auditórios. Também gostei de partilhar consigo e com a sua amiga Cândida um livro tão especial.

 

publicado por Laurinda Alves às 23:34
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Sexta-feira, 21 de Janeiro de 2011
O primeiro livro autografado que vou mandar para a APPT21

 

Estive hoje com João Lobo Antunes, neurocirurgião e escritor, que me deu este livro autografado de propósito para o leilão da APPT21, a Associação Portuguesa de Portadores de Trissomia 21. É a minha primeira conquista e o meu primeiro donativo para este leilão. Mas já pedi mais livros e mais autógrafos, que vão chegar em breve. Os meus incluídos, claro.

 

publicado por Laurinda Alves às 16:10
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Quinta-feira, 6 de Janeiro de 2011
Citações debaixo de chuva

 

Atravesso a cidade de carro, à conversa com amigos que contam coisas mais ou menos avulsas do dia-a-dia ou sobre os dilemas de cada um, e a propósito de nada citam Pessoa ou outros autores. Não por presunção de erudição, mas por pura paixão pela poesia dos poetas. Aqui fica a citação do dia que dois deles puseram por escrito e ofereceram ao inner-circle para nos lembrarmos dela (e deles!) ao longo do ano:

 

Agir, eis a inteligência verdadeira. Serei o que quiser. Mas tenho que querer o que for. Fernando Pessoa


 

 

Ainda a propósito de poetas e poesia, hoje à noite Tolentino de Mendonça faz uma palestra em Sta Isabel sobre o Amor (Como Eu vos Amei). A entrada é livre e começa às 21:30. Eu vou, claro.

publicado por Laurinda Alves às 16:10
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Quinta-feira, 23 de Dezembro de 2010
Outros livros

 

Comecei o dia com um pequeno-almoço e uma conversa de trabalho na livraria Babel, mesmo ao lado da Gulbenkian, e não resisti a tirar fotografias à saída. Esta edição das Novelas Exemplares, de Cervantes, está uma beleza. A reedição das Memórias de Adriano, de Yourcenar, também ficou linda com encadernação de um linho meio antigo, cor de mel. Tenho que voltar mais vezes a esta livraria, onde a árvore de Natal está toda enfeitada com aqueles livros quadrados que celebram O Quadrado Azul de Almada e se enfiam no bolso. Muito bom.

publicado por Laurinda Alves às 11:32
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Domingo, 28 de Novembro de 2010
O primeiro livro de Matilde Velho Cabral

 

Pó e Leite Azedo, eis o título de um livro de poemas que a Chiado Editora acaba de publicar. Matilde Velho Cabral, a autora, tem 17 anos e é filha de uma das minhas primas direitas. Fui ao lançamento do livro, que me comove de uma forma particular por ser de alguém muito próximo e familiar. Mais uma vez não tenho distância crítica para falar de um livro que não me surpreende nada, pois a Matilde é uma leitora compulsiva desde a infância e lembro-me de lhe ralharam às horas das refeições e a obrigarem a deixar os livros para ir para a a mesa. Por ela, esquecia-se de comer.

 

 

A Chiado Editora aposta em autores portugueses e nos 'novos, novos' e acho admirável que o faça, já que todos os grandes escritores precisaram de alguém que acreditasse neles quando ainda não eram conhecidos nem eles próprios estavam assim tão seguros dos seus talentos.

 

 

A sala da Biblioteca Municipal de Cascais encheu-se de amigos e familiares da Matilde, que deu dezenas de autógrafos estreando-se nesta 'arte' da proximidade entre quem escreve e quem lê. Gostei muito de a ouvir falar sobre a sua escrita, sobre a sua demanda interior para escrever poesia e sobre a importância que tem para ela esta forma de expressão. Falou pouco mas disse tudo. Nunca perdeu o sorriso que, nela é marcante e contagiante. E muito bonito. Já li todos os poemas, claro, mas agora é o tempo em que os vou lendo e relendo demoradamente.

 

 

"Tudo passa, tudo muda

 

É riso é alegria,

Pranto e tristeza,

De que vivo eu,

Senão da melancólica incerteza."

publicado por Laurinda Alves às 18:02
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Quarta-feira, 17 de Novembro de 2010
Para os fãs de Murakami e não só

 

Almocei com a Maria João Lourenço, tradutora de Murakami, e dei com uma pilha de livros deste escritor logo à entrada de sua casa. O que desperta imediatamente a curiosidade é a criatividade de algumas edições estrangeiras (como esta colectânea alemã em que o nome do autor também foi impresso nas páginas e muda de cor conforme o número do volume das obras), mas o que prende verdadeiramente a atenção é a beleza das edições japonesas.

 

 

Adorava perceber esta língua tão gráfica e tão complexa. Nesta página e se não me engano, estamos na página 24 do 2º capítulo. Leio Murakami com paixão e agora que vi um livro seu na versão original ainda o achei mais apaixonante. Percebo a relação que a Maria João Lourenço tem com este autor e a sua escrita. Há um blog onde está publicada uma entrevista da Maria João sobre tudo isto. Deixo aqui o link para os fãs de Murakami e não só: http://www.murakami-pt.blogspot.com/

 

publicado por Laurinda Alves às 00:02
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Terça-feira, 7 de Setembro de 2010
Livros, política e direitos humanos

 

Faltou-me falar de livros radicalmente importantes na minha formação humana, cívica e política e como não vou fazer mais uma lista incompleta, deixo aqui apenas 3 livros marcantes em matéria de política e direitos humanos:

 

Arquipélago de Gulag, Alexander Soljenítsin

Longo Caminho para a Liberdade, Nelson Mandela

A Audácia da Esperança, Barack Obama

 

Há meia dúzia de livros que leio e releio constantemente (especialmente os de poesia e os mais epopeicos) e nessa meia dúzia incluem-se as Memórias de Adriano, de Yourcenar; o Livro do Desassossego, de Fernando Pessoa; a Obra Poética de Sophia; Loin de Byzance, de Joseph Brodsky; Fragmentos São Sementes, de Novalis; Nabokov sempre, mais uma ou outra biografia de escritores e artistas ou pensadores que me apaixonam ou fascinam. E pronto, quanto a livros por agora é isto. Como vejo pouca televisão, acabo por ter sempre duas ou três horas de leitura por dia. Ou, melhor, por noite.

 

P.S.: Adorei as listas, as sugestões, as partilhas e tudo o que acrescentaram nestes dias em matéria de escritores e escritos. Muito bom, muito obrigada.

publicado por Laurinda Alves às 12:31
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Segunda-feira, 6 de Setembro de 2010
Alguns livros que marcaram a minha vida

 

Volto ao tema dos livros por duas razões: a primeira, para agradecer o contributo dos visitantes do blog que já construíram aqui uma bela pilha de livros; a segunda porque prometi que eu própria faria uma pequena lista de alguns dos livros que marcaram a minha vida. Deixo-a aqui, com um sublinhado: não se trata de uma lista exaustiva nem intelectualmente correcta, mas apenas de uma colecção de boas memórias associadas a bons livros. Isto, ressalvando também o facto de ser a lista de que me lembro agora. Noutra altura ou com mais tempo podia lembrar-me de outros tão bons ou melhores que estes.

 

Começo pelo Murakami, a minha última paixão. Gosto de todos e só me falta ler uma obra deste autor. Vivo a 'poupar' os seus livros, para os fazer durar. Ou seja, só o leio quando sei que tenho umas boas horas de leitura pela frente. Não é o tipo de escrita que se possa ler a correr ou de forma muito avulsa.

 

Do passado mais remoto, para o presente mais actual:

 

. O Meu Pé de Laranja Lima, José Mauro de Vasconcelos

. A Trinta Diabos e a Casa da Árvore Oca, Enid Blyton

. Papillon, Henri Charrière

. O Velho e o Mar, Ernest Hemingway

. As Vinhas da Ira, John Steinbeck

. O Fio da Navalha, Somerset Maugham

. Aventuras de Arthur Gordon Pym, Edgar Alan Poe

. Contos Exemplares, Sophia de Mello Breyner (todos os seus livros de contos, poesia e prosa!)

. E Tudo o Vento Levou, Margaret Mitchell

. Contos, Anton Tchekhov

. Os Cus de Judas, Memória de Elefante, A Explicação dos Pássaros, António Lobo Antunes (e todos os seus livros de crónicas!)

. Memórias de Adriano, Marguerite Yourcenar (e o livro de Cartas de MY)

. O Amante, Marguerite Duras (e todos os seus livros)

. A Alma dos Ricos (trilogia), Agustina Bessa Luís

. O Quarteto de Alexandria, Lawrence Durrell

. O Dom, Vladimir Nabokov (e todos os seus livros, mais a colectânea de contos e de entrevistas que deu ao longo da vida - Opiniões Fortes)

. A Mulher Certa, Sándor Marái,

. O Profeta, Khalil Gibran

. O Principezinho, Saint-Éxupèry

. Cão Como Nós, Manuel Alegre

. Fazes-me Falta, Inês Pedrosa

. Para Sempre, Vergílio Ferreira

. A Queda Dum Anjo, Camilo Castelo Branco (e muitos dos seus incontáveis livros da sua interminável obra, pois sou uma camiliana ferrenha)

. Contos da Montanha, Miguel Torga (e partes dos seus Diários)

. Paraíso Perdido, John Milton

. Loin de Byzance, Joseph Brodsky

. Rua do Paraíso, Zilda Cardoso

. Hablando con Chillida, Martin de Ugalde

. Entrevista a António Lobo Antunes, Maria Luísa Branco

. Mala de Senhora e Outras Histórias, Clara Ferreira Alves

. Ulisses, James Joyce

. Cartas e Diário de Etty Hillesum

. Portugal e os Portugueses, D.Manuel Clemente (e outros deste autor)

. Fragmentos São Sementes, Novalis

. A Estrada Branca e a Poesia Reunida de Tolentino de Mendonça

. A Evocação de Sophia, Alberto Vaz da Silva

. Ouvir, Christian Bobin

. Aqui e Agora, Henri Nowen

. Não Há Soluções, Há Caminhos, Vasco Pinto de Magalhães

.

.

.

 

É impossível fazer uma lista de livros da nossa vida porque cada título e cada autor que enunciamos puxa por outro e mais outro. Deixo a lista em aberto e insisto na impossibilidade de ser exaustiva. Adorava dizer mais umas dezenas e organizá-las por géneros, mas não é tarefa para mim. Sou desordenada nas leituras e leio acima de tudo pelo prazer de ler. Para além de livros, leio jornais e revistas, mais as obrigatórias séries de artigos científicos de áreas sobre as quais trabalho (Boris Cyrulnik é um dos meus autores preferidos na área comportamental, mas não é o único). Por tudo isto, dou comigo a achar que é preferível dizer dois ou três livros marcantes do que cair na tentação de fazer listas. Em todo o caso aqui ficam aqueles de que me lembro agora.

publicado por Laurinda Alves às 16:01
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Quarta-feira, 21 de Julho de 2010
Os gatos de Murakami

 

Esta é a cena habitual ao fim da tarde, quando saio da Garage. Todos os dias me cruzo com uma dezena de gatos que se estendem entre a rua e o passeio empedrado que marca as ruas de um bairro muito especial, onde as casas têm dimensões muito reduzidas. Murakami, o escritor japonês que tem quase sempre gatos nos cenários dos seus contos e histórias, devia gostar de conhecer este bairro e estes gatos.

publicado por Laurinda Alves às 16:38
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Quinta-feira, 1 de Julho de 2010
Sou do tamanho daquilo que vejo

 

Versos de um poema de Alberto Caeiro, porventura o heterónimo de Fernando Pessoa de que mais gosto e com o qual mais me identifico:

 

(...)

Porque eu sou do tamanho do que vejo

E não, do tamanho da minha altura...

 

 

 

P.S.: Este livro foi-me oferecido em Madrid por um casal de amigos muito queridos, ela chama-se Elena e é espanhola; ele chama-se João e é português. A capa do livro e todo o grafismo desta colecção editada pela Casa Fernando Pessoa e pela CML foram desenhados pelo Jorge Colombo, outro grande amigo. Achei graça ao cúmulo de coincidências que vão dos versos preferidos aos amigos queridos. As fotografias são extraordinárias e são da Sandra Rocha.

publicado por Laurinda Alves às 09:51
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