Quinta-feira, 28 de Junho de 2012
Day after

 

 Um quadro do Diogo Guerra Pinto e um poema de Novalis para descansar o olhar e renovar o espírito neste day after:

 

Todas as barreiras só existem

para serem ultrapassadas

- e assim por diante.

 

publicado por Laurinda Alves às 08:55
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Terça-feira, 8 de Maio de 2012
Escolas na Assembleia da República

É giro andar pelos corredores e escadarias da Assembleia da República nos dias em que estão povoados de estudantes, de adolescentes que se sentam no chão, se derramam pelos sofás e usam o espaço como se estivessem em casa. A escala monumental dos átrios e claustros fica ainda mais humana, instantaneamente mais alegre e mais vivida. Acho que os políticos também devem gostar deste suplemento de vozes e risos que entram na sua esfera quando chegam os alunos das escolas que visitam a AR.

publicado por Laurinda Alves às 09:18
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Quarta-feira, 25 de Abril de 2012
Um faquir no Chiado

O Chiado continua a ser um movimento perpétuo, um desfile de multidões e um imenso palco para músicos e artistas de rua. Há de tudo aqui, até faquires que se sentam sobre pregos enormes, muito afiados. A performance desta vez exigiu silêncio e muita concentração. Assisti ao antes, ao durante e ao depois, e também fiquei impressionada. Era impossível não ficar. Agora olho para a fotografia e vejo que até do alto da sua estátua o próprio Chiado, ou melhor António Ribeiro, taverneiro quinhentista proprietário do estabelecimento que deu origem ao nome do Bairro, parece olhar com espanto para o faquir. Neste 25 de Abril, em que se celebra tanta coisa entre tanta polémica, e em que todos recebemos a notícia da morte de Miguel Portas com a dor e a perplexidade com que sempre acolhemos as perdas prematuras, os artistas de rua não param e a vida continua. É estranho e é fascinante, mas é mesmo assim. 

publicado por Laurinda Alves às 00:01
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Terça-feira, 10 de Abril de 2012
TEDx Aveiro já no dia 26 de Maio, com o Alexandre Farto

Vou participar no TEDx de Aveiro já no próximo dia 26 de Maio e acho um enorme privilégio (acima de tudo uma enorme responsabilidade!) ter acesso àquele palco, ainda por cima ao lado de oradores que tanto admiro e com quem aprendo muito. O cúmulo do luxo é poder estar no mesmo TEDx em que estará também o Alexandre Farto, artista plástico que não conheço pessoalmente, mas cuja obra admiro profundamente. Sou radicalmente fã! As inscrições estão abertas para quem quiser assistir.

 

 

publicado por Laurinda Alves às 23:27
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Sábado, 10 de Março de 2012
Livros, estórias e memórias antes de adormecer

Não resisto a publicar esta fotografia no blog, depois de ter pedido autorização aos pais do B, porque não resisto ao ar sonhador nem à beleza deste miúdo. É ainda mais bonito do que está na fotografia e é o filho do meio de dois amigos muito queridos. A hora de dormir, depois do caos dos banhos e jantares, é sempre um momento de intimidade para pais e filhos. Tenho saudades desses tempos, confesso. O tempo é uma vertigem e se bem que todas as idades tenham o seu fascínio, os primeiros anos de um filho são inesquecíveis. Há um par de dias, quando publiquei um post sobre ler e escrever, disse aqui que voltava ao tema para deixar um fragmento de um dos meus livros de cabeceira, que me faz rir e me comove sempre que o leio ou releio (e é sempre como se fosse a primeira vez, é impressionante). Falo d'O Velho Que Lia Romances de Amor, de Luís Sepúlveda, que tive o prazer e o privilégio de conhecer em casa, e com quem passámos um serão memorável. Aqui fica, com a imagem infinitamente terna do B e os meus votos mais que sinceros de um bom fim de semana! 

 

 

(...) António José Bolivar sabia ler, mas não escrever.

O mais que conseguia era garatujar o nome quando tinha de assinar  qualquer papel oficial, por exemlo, na época das eleições, mas, como tais acontecimentos ocorriam muito esporadicamente, já quase se tinha esquecido.

Lia lentamente, juntando as sílabas, murmurando-as a meia voz como se as saboreasse, e, quando tinha a palavra inteira dominada, repetia-a de uma só vez. Depois fazia o mesmo com a frase completa, e dessa maneira se apropriava dos sentimentos e ideias plasmados nas páginas.

Quando havia uma passagem que lhe agradava especialmente, repetia-a muitas vezes, todas as que achasse necessárias para descobrir como a linguagem humana também podia ser bela.

Lia com o auxílio de uma lupa, o segundo dos seus pertences mais queridos. O primeiro era a dentadura postiça.

Vivia numa choça feita de canas de uns dez metros quadrados dentro dos quais arrumava o seu escasso mobiliário: a rede de dormir de juta, o caixote de cerveja com o fogão a querosene em cima, e uma mesa alta, muito alta, porque quando sentiu pela primeira vez dores nas costas, percebeu que os anos lhe estavam a carregar e decidiu sentar-se o menos possível.

Construiu então a mesa de pernas compridas, que lhe servia para comer de pé e para ler os seus romances de amor (...)

 

publicado por Laurinda Alves às 00:02
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Segunda-feira, 5 de Março de 2012
Vasco Pinto de Magalhães esta 5ª feira em Lisboa

Vasco Pinto de Magalhães, jesuíta, vem a Lisboa fazer uma conferência de Quaresma no auditório do Colégio São João de Brito esta 5ª feira, às 21:15. A entrada é livre e aconselho vivamente esta palestra, mesmo a não crentes ou cépticos. Os que conhecem o pe Vasco sabem bem porquê, mas os que porventura não o conhecem, nunca o leram ou pouco sabem sobre ele, porque têm a oportunidade de ouvir falar um sábio, um homem erudito e simples, que fala da fé desta maneira: "Fé não significa acreditar ou não acreditar se Deus existe, embora a nossa cultura tenha muitas vezes relacionado fé com essa discussão teórica. Fé, crer, significa, à letra, 'apoiar-se em'. Devemos perguntar: "em quem me apoio? Em quem faço fé? Qual é o meu fundamento? Em quem confio?". 

(Fragmento de citação retirada do livro Onde há crise, há esperança, Vasco Pinto de Magalhães, S.J., editora Tenacitas) 

 

publicado por Laurinda Alves às 01:19
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Terça-feira, 28 de Fevereiro de 2012
As surpresas do dia... e os projectos com futuro!

Que gira a vida e as surpresas de cada dia... Esta manhã estive fora do escritório do Príncipe Real, mas tinha que lá passar à hora do almoço, a caminho de uma sessão de esclarecimento sobre cursos de empreendedorismo orientados por três pessoas altamente qualificadas, e foi precisamente à hora a que passei no jardim que a equipa da Take It Easy, a produtora onde trabalhei nos últimos seis meses, começou as filmagens de uma nova campanha de publicidade. Os abraços multiplicaram-se, claro.

 

Gosto imenso de ver equipas de cinema em filmagens de rua e, por mim, podia ficar por ali algum tempo só a observar a cena, os cenários e aquele circo instantâneo que se monta no backstage. O realizador desta campanha é o Miguel Coimbra, que realizou a campanha da Vodafone 4G, com o rapaz voador a atirar-se do alto dos rochedos de Cape Town, e é o que aparece de costas na fotografia, com a câmara ao ombro sustentada pelo steadicam, que é um colete que se veste e tem uma espécie de braço de ferro que permite filmar com maior estabilidade.

 

O encontro no Príncipe Real foi breve, porque a equipa estava toda preparada para filmar e a partir do momento em que a acção começa, já não é possível estar no perímetro, para não perturbar os ensaios e filmagens, nem distrair ninguém. Fui para a sessão sobre empreendedorismo, orientada pela Joana Domingues, o Frederico Macedo Santos e o Dimitri Dagot. São eles os três professores universitários, consultores e especialistas altamente qualificados para ajudar a realizar projectos e não é por acaso que esta sessão de esclarecimento se destinava a dar a conhecer o programa Realizar o Meu Projecto. Vale a pena ir ao site e perceber do que se trata. Eu inscrevi-me já no próximo curso, porque estou em fase de business plan e de montagem de novos projectos, e interessa-me muitíssimo validar algumas questões com estes três orientadores, bem como aproveitar a partilha de iniciativas com o resto das pessoas que vão frequentar o curso. Fiz o ISEP em Fontainebleau, no INSEAD, e pertenço a duas redes de empreendedores sociais (para além de passar a vida em contacto com gente inovadora que arrisca e aposta, e de adorar entrevistar pessoas por estas mesmas razões) e sei bem dar o valor a estes cursos e a estes formadores experientes, consultores com carreira internacional, que são referências incontornáveis nesta área.

No fim da tarde, a caminho de casa, recebi alguns telefonemas por causa do livro Entre Gerações, que fiz com a Gulbenkian, e vai ser lançado já amanhã à tarde (num timing mais-que-perfeito, uma vez que se inaugurou hoje oficialmente o Ano Europeu do Envelhecimento Activo e da Solidariedade Entre Gerações), e ficaram combinadas várias entrevistas sobre o tema. A primeira e mais imediata é amanhã na TVI 24, em directo, logo às 10h da manhã, a propósito da revista de imprensa e das notícias do dia, e as outras serão gravadas ao longo do dia. Que bom este interesse nestas matérias, pois como já aqui escrevi, todos nunca seremos demais para nos juntarmos por esta causa, e enquanto houver pessoas mais velhas a morar e a morrer sozinhas em casa, não podemos ficar indiferentes. Na subida das Escadinhas do Santo Espírito, aqui no Chiado, dei com esta seta colada na parede e não resisti a tirar uma polaroid.

 

 

A felicidade hoje, para mim, foi receber em Lisboa dois amigos queridos que vieram de Braga de propósito para me acompanharem no lançamento do livro Entre Gerações. Se for verdade que cada um tem os amigos que merece, eu gostava de estar à altura de merecer os meus! 

 

publicado por Laurinda Alves às 19:13
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A atitude optimista é a capacidade de tirar bem de tudo

Tirei esta fotografia com a luz do poente a iluminar a encosta do castelo, ao passar pelo Miradouro de São Pedro de Alcântara, um dos meus lugares preferidos de Lisboa. Uso-a agora para citar Vasco Pinto de Magalhães, jesuíta, autor de vários livros, e um deles muito especial, concreto e rente à realidade-real. Falo de Onde Há Crise Há Esperança, editado pela Tenacitas: "A realidade, vendo bem, não é boa nem má, o bom e o mau são o que a gente faz com a realidade. As pessoas classificam logo os acontecimentos e os sentimentos de bons ou maus. Mas de tudo se pode tirar bem".

publicado por Laurinda Alves às 01:17
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Quarta-feira, 23 de Novembro de 2011
Luz sobre o azul ... e o meu manifesto!

 

Dias destes são muito inspiradores e regeneradores. Re-energizadores, mesmo. Amanhã não faço greve e ainda que respeite profundamente quem adere a esta forma de manifestação, não vejo vantagem nenhuma em paralisar o país no auge da crise. Já aqui disse e repito: há 5 anos que sou freelancer, vivo sem subsídios de férias e de Natal, nunca estive no Fundo de Desemprego (embora já tenha estado vários meses desempregada), quando trabalho ganho e quando não há trabalho não ganho um único cêntimo; passo a vida a recriar-me, a inventar novas ideias ou novos projectos e a tentar que outros acreditem neles e em mim. Olho para estes anos e realizo que trabalho pelo menos 3 vezes mais para ganhar 3 vezes menos e nisto estou em absoluta comunhão com aqueles que sentem na pele a precaridade dos contratos de trabalho e a efemeridade dos projectos. Tal como muitas outras pessoas que conheço, continuo a fazer muitas coisas pro bono, a envolver-me em causas e a fazer voluntariado. Reformulei a minha vida, reorganizei as minhas prioridades e fiz o chamado downsizing. Vendi o carro e não voltei a comprar outro, ando a pé e de transportes públicos e, no geral, contenho todas as minhas despesas. Ou seja, estou entre os milhões de pessoas no mundo que estão a ser chamados a lutar, a trabalhar, a construir e a viver de acordo com critérios mais afinados e solidários. Por tudo isto e não só por isso, amanhã trabalho e dou o meu contributo a este país.

publicado por Laurinda Alves às 13:52
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Segunda-feira, 21 de Novembro de 2011
A geometria dos dias

 

A dez dias de fazer 50 anos e de inaugurar os meus fifties, dou comigo em balanços interiores, a conferir e a agradecer a minha vida, a dar valor a coisas boas mas também a algumas menos boas, e a perceber cada vez melhor a minha alegria de recomeçar em cada dia. Continuamos em fase de filmagens, gravações e edição dos programas. Adoro o que faço e mesmo não sendo imparcial, posso-vos dizer que este rol de entrevistados é mais uma combinação prodigiosa de talentos. Ser freelancer em Portugal tem lados positivos e negativos, mas nesta fase confesso que só vejo os positivos. Se calhar é por estar nesta espécie de estado de graça em que se fica quando antecipamos o fecho de um ciclo (ler também: uma década) para abrir outro, novinho em folha. Entre conquistas e fracassos, ganhos e perdas, crises e superações, a vida corre com semanas cheias, intensas, milimetricamente preenchidas. Gosto desta geometria dos meus dias.

publicado por Laurinda Alves às 00:01
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