Sábado, 3 de Março de 2012
Carminho com Alma

Fui ouvir o concerto de lançamento do novo disco da Carminho ao Centro Cultural Olga Cadaval, em Sintra, e foi uma emoção. Casa cheia, a transbordar, e a Carminho no seu melhor. Alma é o único título possível para este disco. Não consigo imaginar nenhum outro depois de ouvir a voz, as músicas e as letras. Aplaudida de pé por todos, sem excepção, Carminho voltou ao palco e por nós ainda lá estavamos a ouvi-la cantar. Pela voz, pelo talento, pela atitude, pela presença em palco, pela inspiração com que fala entre músicas e pela naturalidade com que ri e sorri. Adoro ouvi-la cantar e esta noite foi um poema. O disco é uma beleza e tem uma força incrível. Gostei particularmente de algumas letras e músicas, mas aquela que porventura ficou a fazer mais eco foi o poema de Vasco Graça Moura "Talvez", acompanhado pelos músicos da Carminho e um convidado especial: Mário Pacheco, que escolheu este poema e o musicou. Lindo!

 

Como não é permitido tirar fotografias durante os espectáculos ao vivo, esperei pelo fim do concerto e pelo início dos autógrafos e abraços para dar os parabéns à Carminho e fazer estas polaroids. A fila de fãs era longa, quase interminável, e por isso o nosso abraço foi rápido mas forte. Quando a Carminho canta parece que tudo no mundo fica certo e no seu lugar, mas não sei se ela sabe que tem este dom de embalar o mundo e de nos sossegar. Mesmo a exaltação que sentimos ao ouvir a sua voz única, inigualável, é uma força silenciosa, íntima, sagrada, nem sei bem explicar, é um misto de exaltação e gratidão.

Diogo Clemente, que toca viola, compõe músicas e letras, e fez a direcção musical do concerto e das gravações de Alma, está entre a avó e a mãe da Carminho, também ela fadista. Estão todos de parabéns, uns por umas razões e outros por outras, mas quem verdadeiramente merece todos os elogios e aplausos esta noite é a própria Carminho. Alguém gritou da plateia "és grande, Carminho!" depois de ela ter cantado à capella, e eu subscrevo inteiramente e até diria mais: "és um monumento, Carminho!". Logo à noite há outro concerto, mas também já está esgotado.

publicado por Laurinda Alves às 01:48
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6 comentários:
De Francisca Menanao a 3 de Março de 2012 às 12:11
Querida Laurinda! Subscrevo as suas palavras. Tive, também , o privilégio de ouvir ontem a Carminho e foi excepcional. Ela referiu a certa altura que lhe faltavam as palavras para agradecer aquele momento, sinto o mesmo. Também não tenho palavras para descrever o quão especial e gratificante foi poder ouvi-la.
Tal como tive oportunidade de dizer à Carminho na sessão de autógrafos, só tenho pena de não ter comprado bilhete também para hoje.
um bj e obg pelas imagens
De viguilherme a 3 de Março de 2012 às 13:01
Deslizando por suas imgens e letras tenho de prestar homenagem não só ao livro que colocou no mercado como ao doce anjo de "Botticellli "" da foto depurada de amor ,beleza e beatitude entre a geração do avô e a do renascer no neto ,com a simplicidade etérea que imana do laço amoroso confiante e forte entre eles .....sem palavras para a sequencia das fotos no enlaçar das mãos e partilha de amor .....

Que tudo esteja bm no encontro de jovens do fim de semana e parabéns á Carminho pela sua voz e reentrada em palco entre gerações ....

De Anónimo a 4 de Março de 2012 às 02:12
Blog espetacular, celebra a vida e inunda-a de esperança.
De Teresa Lopes a 4 de Março de 2012 às 20:45
Querida Laurinda,
Também eu adoro a voz e a música da Carminho, por isso não resisti a juntar-me a ti para lhe desejar o maior sucesso com o novo trabalho. Adorei a surpresa recente do dueto com o Pablo Alboran e estou ansiosa por ouvir a sua Alma.
Um beijinho grande
Teresa
De dg a 5 de Março de 2012 às 09:45
totalmente de acordo: http://a-minhaldeia.blogspot.com/2012/03/o-jeito-de-anca-mais-charmoso-da.html
dg
De Fernanda Matias a 6 de Março de 2012 às 14:10
Carminho encanta pela voz, pelo que canta e por ela própria.
Há muito que não a perco de vista, ou melhor de ouvido. Mas aquele dueto com Pablo Alboran é de ouvir mil vezes e mais milhentas.
Carminho aproveitou bem o ambiente em que viveu e herdou a simplicidade da Mãe que tive o prazer de ouvir numa entevista recente.
Um abraço também para a Carminho

Fernanda Matias

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