Terça-feira, 3 de Janeiro de 2012
Voltar à ilha

Neste dia de luz e sombras, de celebração e dor, de lágrimas e risos, de ecos de tantas vozes e gestos, de todas as memórias das gargalhadas e silêncios cúmplices; neste dia em que recordamos os passeios dados à hora do poente e as saídas nocturnas para passarmos entre as rochas de barco sem luzes nem estrelas no céu, apenas embalados pelo rumor líquido das ondas e confiados em quem conhece bem o mar; neste dia em que voltamos à ilha por muito amor e devoção, levo um poema no coração. E ouço ainda a voz de Sophia, quando ela repetia em alto este verso que também era uma promessa: "quando eu morrer voltarei para buscar todos os instantes que não vivi junto ao mar". Hoje a poesia de Sophia é como uma luz que se eleva ao céu, ou um pássaro lento que desce e vem ao nosso encontro. É uma presença e a nossa maior certeza.

 

publicado por Laurinda Alves às 07:30
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10 comentários:
De ann a 3 de Janeiro de 2012 às 12:24
...Descanse em Paz... lindo sítio...
Deve ter sido feliz tendo a Laurinda como amiga dela!
Não sei quem era, mas lamento a sua partida e a sua tristeza.
Abraço...
De Laurinda Alves a 4 de Janeiro de 2012 às 10:54
Abraço, Ann.
De Joana Freudenthal a 3 de Janeiro de 2012 às 14:24
Imagino...
Mais beijinhos apertados.
De Laurinda Alves a 4 de Janeiro de 2012 às 10:54
Querida Joana, obrigada por estares aí. Abraço enorme, dos nossos.
De concha a 3 de Janeiro de 2012 às 14:50
Gostei muito do que acabei de ler aqui.
Um Bom 2012!
De Laurinda Alves a 4 de Janeiro de 2012 às 10:54
Querida Concha, um abraço terno e grato.
De Antonio Brazão a 3 de Janeiro de 2012 às 17:37
Querida Laurinda, boa tarde!

Depois de um dia complicado de trabalho, acabei de ler o seu pequeno texto.

Lindíssimo e transparente, como sempre!

A Laurinda parece que usa "lixivia " na sua escrita, de tal forma é transparente, incisiva e clara!

Gosto muito de si, pq é bonita por fora e por dentro!

Abraços.

António Brazão

P.S. Já agora ...Viva a Sophia , sempre!
De Laurinda Alves a 4 de Janeiro de 2012 às 10:55
Obrigada, António. Vivam os amigos e todos os que acrescentam alegria e poesia às nossas vidas.
De Fernanda Matias a 4 de Janeiro de 2012 às 11:46
Querida laurinda

Eu sou das pessoas que,sem poesia não vivia mesmo.
Obrigada por nos trazer Sofia de Mello Breyner, que releio tantas e tantas vezes.

Um grande abraço

Fernanda Matias
De Ana Santos a 4 de Janeiro de 2012 às 14:12
Querida Laurinda: a saudade eterniza a presença de quem já partiu. Lembre sempre dos momentos que passou em tão genial companhia e sorria, mesmo de lágrimas nos olhos, porque a Srª. Dª. Sophia de Mello Breyner Andresen está ainda aqui, junto de todos nós. Abraço gigante, Ana

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