Quinta-feira, 3 de Fevereiro de 2011
A alegria é a coisa mais séria da vida

 

Concordo inteiramente com este slogan de um cartaz que fotografei

em Serralves, onde está a decorrer a exposição Às Artes, Cidadãos!

Até Março tudo, ou quase tudo, em Serralves é sinal de activismo,

cidadania, revolução, utopia, democracia, comunidade e militância.

Gosto da ideia da alegria fundamental, estrutural e estruturante.

Não da alegria dos 'contentinhos da vida', sempre dispostos a fingir

que são felizes e a parecer que nada os afecta. Isso nem é alegria...



publicado por Laurinda Alves às 11:48
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7 comentários:
De Marta M a 3 de Fevereiro de 2011 às 18:21
Laurinda.
Exactamente isso: a alegria que vem de dentro e que resulta directamente de uma consciência tranquila, da sensação de que, em cada momento, se fez o melhor que se podia.
É uma paz que permanece e a que se retoma mesmo nos dias menos bons...
Também antipatizo com os "contentinhos". Parecem-me sempre muito pouco genuínos.
Abraço
Marta M


De João Miranda a 4 de Novembro de 2011 às 01:06
Pertencente a Ernesto de Sousa. Hoje tive a oportunidade de assistir a uma conferência do Paulo Silva, acompanhado da viuva do responsável pelo cartaz, Isabel Alves. Foi uma apresentação muito muito muito interessante. O designer/artista Ernesto de Sousa tinha um contacto próximo com o conhecido Almada Negreiros. www.ernestodesousa.com
Vale a pena visitar o seu espólio e apoiar/divulgar um dos nomes mais importantes da 2ª metade do século XX no âmbito do design, da arte e da curadoria independente portuguesa.


De adriano Pinheiro a 3 de Fevereiro de 2011 às 18:48
A alegria é sentirmos que crescemos algo naquelas situações que são por nós encaradas de uma forma positiva. Nas situações negativas, também crescemos, mas a nossa condição humana não nos permite que nos sintamos alegres.

A "verdadeira" alegria é uma alegria interior, que não precisa de ser reconhecida por terceiros, até pode nem ser exteriorizada, mas no intimo estamos alegres. Tudo o resto é a alegria "plástica".


De Inês a 3 de Fevereiro de 2011 às 20:14
Mas esses contentinhos, muitas vezes sorriem quando lhes apetece chorar...Teremos nós o direito de os censurar?


De Sónia Rodrigues a 4 de Fevereiro de 2011 às 10:31
Gosto da ideia da alegria fundamental, estrutural e estruturante.Não da alegria dos 'contentinhos da vida', sempre dispostos a fingir que são felizes e a parecer que nada os afecta. Isso nem é alegria...
---
Gosto muito da lucidez dos seus comentários da maturidade tão apelativa daquilo que escreve. E no caso deste post concordo a 100%. Não suporto a alegria plástica que tem necessidade de mostrar constantemente que tudo está maravilhosamente bem. Algumas destas pessoas nunca pararam para olhar para dentro, para estar a sós consigo. A alegria verdadeira é um sentimento quase divino, que às vezes nem se exterioriza mas que nos dá um poder e uma clareza pessoal muito gostosa.
Um abraço,
SR





De Sónia Rodrigues a 4 de Fevereiro de 2011 às 10:34
"Gosto da ideia da alegria fundamental, estrutural e estruturante.Não da alegria dos 'contentinhos da vida', sempre dispostos a fingir que são felizes e a parecer que nada os afecta. Isso nem é alegria... "
---
Gosto muito da lucidez dos seus comentários da maturidade tão apelativa daquilo que escreve. E no caso deste post concordo a 100%. Não suporto a alegria plástica que tem necessidade de mostrar constantemente que tudo está maravilhosamente bem. Algumas destas pessoas nunca pararam para olhar para dentro, para estar a sós consigo. A alegria verdadeira é um sentimento quase divino, que às vezes nem se exterioriza mas que nos dá um poder e uma clareza pessoal muito gostosa.
Um abraço,
SR





De carlos.manuel.lopes.dasilva83@gmail.com a 4 de Fevereiro de 2011 às 13:37
Que surpresa tão deliciosa!
Eu também visitei esta exposição há cerca de 3 semanas e tirei uma fotografia precisamente a este quadro, porque adorei a mensagem :)
Foi mesmo bom descobrir esta partilha.
Aproveito para desejar um bom fim-de-semana à Laurinda e a todos.
Abraço,

Carlos Manuel


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