Joana Bértholo, escritora experimental com vários livros publicados (e várias vezes premiada) também podia ser bailarina, ou palhaço de rua, ou artista plástica. Tem graça a sua versatilidade e a intuição com que escolhe uns caminhos e não outros. Em Berlim escreve e faz um doutoramento. Mas também dança e procura incessantemente a companhia da sua 'tribo'.
Começámos o dia a tomar um pequeno-almoço com a Joana e a Barbara, amiga que a Joana conheceu quando chegou a Berlim e procurou alguém para fazer um 'tandem', que em gíria berlinense quer dizer uma dupla de pessoas que possam ensinar uma à outra a sua língua-mãe. Conheceram-se para ensinarem e aprenderem alemão e português, mas acabaram por ficar muito amigas.
A Barbara já morou e estudou em Lisboa e, por isso, tem um português fluente e muito limpo. Esta circunstância fez com que acabassem por fazer a batota de falar mais português do que alemão no seu 'tandem'. Hoje em dia estão muito próximas porque têm muitos interesses em comum (literários e artísticos) e muitos amigos que também já são das duas.
A entrevista de hoje tinha como ponto de partida a escrita da Joana Bértholo e o seu último livro Diálogos Para o Fim do Mundo, editado pela Caminho. A Barbara confessou que gostava de o traduzir para alemão e durante um bom bocado falámos sobre literatura convencional e experimental, sobre autores portugueses traduzidos em alemão e sobre as dificuldades da língua.
Depois a Barbara foi à sua vida e despediu-se da amiga, com quem também faz aulas de Pilates e Yoga. Nós fomos atrás da Joana na sua bicicleta a filmá-la pela cidade e acabámos as gravações na varanda da sua casa, com vista sobre o parque, no bairro de Kreuzberg, na zona ocidental de Berlim.
A Joana viveu em Buenos Aires e ficou 'viciada' em tangos e milongas. Esta noite vamos com ela a um espaço que ela diz que é fabuloso e vibrante, ver dançar o tango. Que maravilha, adoro! Gostei muito da entrevista e da pessoa da Joana, que fala com clareza e abre imensas portas na conversa que apetece explorar. Acho graça à maneira como ela própria se define: "vejo-me como uma pessoa curiosa, que está sempre a perguntar Porquê às coisas".
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