Sexta-feira, 19 de Fevereiro de 2010
Como terra sagrada

 

Alguém me disse que devíamos olhar para todos os acontecimentos da nossa vida (os bons e os maus, note-se) como se fosse "terra sagrada". Percebo o alcance da frase e deixo-a aqui pelo prazer da partilha. Esta semana está a chegar ao fim e na próxima começa o meu countdown para a sucessão de viagens. Que maravilha e que privilégio! Começamos por Londres, onde estaremos a filmar entre os dias 28 de Fevereiro e 11 de Março. Ou seja, este blog vai ficar mais colorido e mais cosmopolita. Para já, não se esqueçam de olhar para tudo o que acontece ou aconteceu como se olha para terreno sagrado :) 

publicado por Laurinda Alves às 01:45
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34 comentários:
De isabel mota a 19 de Fevereiro de 2010 às 07:29
Bom dia Laurinda
Sem dúvida! Ainda que às vezes seja difícil olharmos assim para tudo, tão pouco é o tempo que achamos ter. Boa Sorte, boas... muito boas viagens e um grande beijinho.
p.s. as melhoras à sua mãe e um beijinho para ela.
isabel mota
De Laurinda Alves a 20 de Fevereiro de 2010 às 14:16
Querida Isabel, obrigada pelas melhoras para a minha mãe. Ela também manda um beijinho para si. Quanto às viagens, acho-as um sonho! Adoro viajar e adoro entrevistar e, por isso, é o melhor de dois mundos. Abraço enorme.
De licínia serôdio a 19 de Fevereiro de 2010 às 09:21
Olá Laurinda:
Acho muito interessante esta perspectiva do sagrado.
Normalmente quando algo me acontece que não percebo no presente remeto a sua interpretação para o futuro - haverá sempre uma razão (uma boa razão) para que esse acontecimento, mesmo que para mim só seja perceptível anos mais tarde.
Olhar para os acontecimentos nesta perpectiva do sagrado, para mim que sou católica ajuda-me a serenar.
Estou expectante em realação a esse seu novo projecto - acho que estamos todos!
Boas viagens e sobtretudo boas conversas.
Beijinho
Licínia
De Laurinda Alves a 20 de Fevereiro de 2010 às 14:18
Querida Licínia, o mais difícil é olhar para o sofrimento e a adversidade com este 'olhar sagrado', digamos assim. Mas é justamente este olhar que nos permite avançar pela vida atravessando fases duras e perdas irreparáveis. Também a mim me ajuda a serenar e, daí, a minha partilha. Obrigada pela sua. Abraço e bom fim-de-semana!
De Augusto Küttner de Magalhães a 19 de Fevereiro de 2010 às 10:26
Não sei bem até onde "aqui" se pode assumir o que seja "terra sagrada"!

Mas não teremos dúvidas que temos sempre, cada vez mais, que aprender com os acontecimentos da nossa vida - bons e maus. Até para os (re)pensar, até para fazer melhor, até para não desanimar com os maus...
De Laurinda Alves a 20 de Fevereiro de 2010 às 14:19
Ou para ser capaz de atravessar os maus sem quebrar e sem desistir... Abraço enorme e força, sempre lá na Prelada ou fora dop universo dos hospitais.
De Augusto Küttner de Magalhães a 22 de Fevereiro de 2010 às 10:53
Obrigado, Laurinda

De momento, fora da Prelada!!! Talvez lá tenha que voltar dentro de 3 meses e fazer um mês de tratamento!!!E assim eternamente!!!!!
Não me está a apetecer, mas parece que tem de ser!! Mas de momento, com todo o respeito, consideração e agradecimentos que tenho por TODOS NA PRELADA; quero estar uns dias....longe!!!!!
De Salomão a 19 de Fevereiro de 2010 às 11:08
bom dia Laurinda,

em verdade...sinto que esta experiência que está prestes a iniciar,
vai despertar profundamente o seu espírito...e encaminhá-la rumo ao sagrado.
fique em paz. abraço.
De Laurinda Alves a 20 de Fevereiro de 2010 às 14:22
Salomão, acima de tudo sinto que me é dado viver um tempo de privilégio, que é o de revelar o melhor de alguns dos portugueses que vivem e trabalham fora do país. Nesse sentido, também acho que de certa forma rumo ao sagrado mais sagrado dessas pessoas que confiam em mim e abrem o seu espírito e o seu coração (sem devassas, claro) à possibilidade de se exporem nas suas motivações, frustrações, expectativas e conquistas. Um abraço.
De ©Marcolino Duarte Osorio a 19 de Fevereiro de 2010 às 11:36
Querida Laurinda,
Para mim, e a meu ver e sentir, tudo aquilo que me tem acontecido ao longo da vida foi sempre fruto do cultivo em terras, bem, ou mesmo muito mal aradas, pelas minhas atitudes de ser humano.
Desejo-lhe um óptimo fim-de-semana!
Marcolino
De Laurinda Alves a 20 de Fevereiro de 2010 às 14:22
Gosto da ideia da terra arada e semeada. Sobretudo quando é terra boa e fecunda :) Um abraço!
De mafalda a 19 de Fevereiro de 2010 às 14:15
Mas como é que se encara esta terra sagrada quando surge o insuperável? Ao ler este post não consegui deixar de me lembrar novamente dos pais de um colega de um dos meus sobrinhos mais velhos, cujo filho faleceu abruptamente na semana passada. Não foi acidente de carro, nem devido a nenhum exagero de juventude. Podia ter sido o meu sobrinho, e, de um momento para o outro acabava tudo. Tenho rezado muito por estes pais que não conheço. Peço a Deus que lhes dê muita força neste momento das suas vidas que nunca mais serão as mesmas. Como é possível superar o insuperável?
De Augusto Küttner de Magalhães a 19 de Fevereiro de 2010 às 15:52
FICO SEMPRE TREMENDAMETE ARREPIADO QUANDO SE FALA NA MORTE DE FILHOS, JOVENS.
Quando se fala de filhos que vão antes dos pais. Acho horrível. Conheço vários casos e nunca sei o que pensar, muito menos o que dizer.
Não há qualquer justificação, não há palavras, unicamente que OS FILHOS NÃO PODEM MORRER ANTES QUE OS PAIS.
Mas acontece! E morrem. E não poucas vezes.
Penso que além de os Pais, terem que conseguir fazer um tremendo luto! Tenho um caso recente de um casal amigo, e de quando em vez estou com eles, e falam, falam, choram, choram, falam……Depois de feito o luto, por outros casos menos recentes que conheço, fica sempre a memoria, que dispara ao mínimo “encontrão”…...mas conseguem ir “indo”…

É muito difícil, é muito complicado. Mas não é impossível…..
Estou-me a lembrar de um caso de um filho do dono de um café por aqui conhecido, já não novo, cujo filho um dos gerentes-trabalhador do café do pai, morreu de repente. O pai, conseguiu resistir, e conseguiu colocar no lugar do filho que havia morrido um neto, filho daquele filho…e ficou o outro filho e uma filha que já lá estavam, e o neto
De Laurinda Alves a 20 de Fevereiro de 2010 às 14:27
Querida Mafalda, tem toda a razão na interrogação de fundo mas na realidade nunca saberemos os 'porquê?' destes e outros sofrimentos radicais, brutais. Também já passei por algumas perdas irreparáveis e também já me fiz as mesmas perguntas (que, aliás, continuo a fazer perante o sofrimento de tantos inocentes, de tantos velhos e novos que são vítimas de dores, humilhações e conedanções terríveis) mas aprendi com o padre Vasco Pinto Magalhães que os 'porquê?' são paralizantes. Masi vale focar nos 'para quê?' porque aí poderemos encontrar algumas respostas, algumas pistas ou até algumas chaves de leitura para situações que parecem não ter saída. Mas a vida é difícil e esse facto é incontornável. rezo pelos seus amigos, também, para que não afundem completamente nesta dor sem tamanho. Um abraço e obrigada pela profundidade a que nos obrigou a ir. Abraço.
De dani a 19 de Fevereiro de 2010 às 14:53
é um bom conselho :)
De Laurinda Alves a 20 de Fevereiro de 2010 às 14:27
Para mim, foi :)
De conceiçao santos a 19 de Fevereiro de 2010 às 16:48
Olhar para tudo o que nos acontece na vida como se olha para um terreno sagrado só consigo compreender essa visão , se dela fizer parte a serenidade e a calma o perceber que nada na vida nos acontece por acaso , dessa visão não poderá fazer parte o considerar o sagrado como algo longínquo, distante, que não se pode atinjir.
Porque na vida temos que ter a sabedoria e a fé digo eu para sabermos que as coisas boas e más que nos vao acontecendo não são fruto do acaso .
è bom que tenhamos momentos menos bons ( embora ninguem os queira ter) , para sabermos dar valor aos bons momentos, e nesta aceitação e agradecimento que está para mim o valor da vida.
Tenho para mim que a vida é um sucedâneo de bons e maus momentos que se interligam e que justificam reciprocamente embora muitas vezes essas interligaçoes não sejam imediatas.
Mesmo que pense assim ás vezes não consigo encontrar resposta para o sofrimento e para a doença.
De Augusto Küttner de Magalhães a 19 de Fevereiro de 2010 às 17:33
Conceição.
Devo ser um pouco estúpido, mas ao ficar menos novo, cada vez entendo menos qualquer possivel justificação para o sofrimento, para a dor, para a doença!!!

Não entendo!!!!!

um bj

Augusto
De conceicao santos a 20 de Fevereiro de 2010 às 11:08
Augusto
As palavras são como facas com dois gumes , penso que me interpretou mal , eu também não encontro resposta para a dor, sofrimento e a morte, não tenho a fé daqueles que acreditam que o sofrimento redime.
Como costumo dizer o maior risco que o ser humano corre ao longo da sua vida foi ter nascido.
Agora o que penso é que devemos olhar para o sofrimento e para a dor como componentes da vida não devia ser assim mas é , e nesses momentos tentar ganhar coragem para saber ultrapassar os mau momentos, e só sabe dar valor a vida aos bons momentos, quando já passamos pelos maus .
Tenho alguém da minha família muito próximo que lida profissionalmente falando com crianças portadoras de paralisia infantil , e também eu me revolto com o sofrimento que essas crianças e familiares passam diariamente e perguntou-me muitas vezes o porquê de tanto sofrimento que para mim se mostra inútil, não consigo encontrar explicação .</a>
Como vê não também eu não encontro explicação .</a> para essas partidas que a vida as vezes no prega.
Se há medos que me acompanham todos os dias e de ser confrontada com a doença ou a morte dos que me são mais próximos ou de mim mesma, mas é inevitável .
Espero ter sido mais clara no comentário que fiz,
um beijo
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Augusto <BR>As palavras são como facas com dois gumes , penso que me interpretou mal , eu também não encontro resposta para a dor, sofrimento e a morte, não tenho a fé daqueles que acreditam que o sofrimento redime. <BR>Como costumo dizer o maior risco que o ser humano corre ao longo da sua vida foi ter nascido. <BR>Agora o que penso é que devemos olhar para o sofrimento e para a dor como componentes da vida não devia ser assim mas é , e nesses momentos tentar ganhar coragem para saber ultrapassar os mau momentos, e só sabe dar valor a vida aos bons momentos, quando já passamos pelos maus . <BR>Tenho alguém da minha família muito próximo que lida profissionalmente falando com crianças portadoras de paralisia infantil , e também eu me revolto com o sofrimento que essas crianças e familiares passam diariamente e perguntou-me muitas vezes o porquê de tanto sofrimento que para mim se mostra inútil, não consigo encontrar explicação .</A> <BR>Como vê não também eu não encontro explicação .</A> para essas partidas que a vida as vezes no prega. <BR>Se há medos que me acompanham todos os dias e de ser confrontada com a doença ou a morte dos que me são mais próximos ou de mim mesma, mas é inevitável . <BR>Espero ter sido mais clara no comentário que fiz, <BR>um beijo <BR class=incorrect <a name="incorrect">Conceiçao</A> Santos
De Laurinda Alves a 20 de Fevereiro de 2010 às 14:30
O sofrimento e a doença (e, em particular, certas doenças) são e serão para sempre um dos maiores mistérios da vida. O mais extraordinário e porventura mais misterioso também, é que crescemos mais na dúvida, na dor e na aflição do que nos momentos de descontracção e facilidade. Bem sei que a alegria também é um motor (que seria de nós sem ela) mas a tristeza não pode ser descartada porque também faz parte da vida e viver sem uma ou sem a outra seria como viver só com metade do céu ou metade do mar no horizonte... Abraço!
De Augusto Küttner de Magalhães a 22 de Fevereiro de 2010 às 11:01
Laurinda e Conceição

Evidentemente que as duas têm razão.
Evidentemente que certas situações ficam para além da razão. Um destes dias li uma frase escrita por um padre não português, que dizia a alguém em desespero que: SE; SE conseguisse encontrar FÈ E ESPERANÇA iria suportar melhor aquele momento.
Acho excelente HOJE, os Homens e Mulheres Religiosos que dão esta ajuda, dado que não fazem, como há 40 anos se fazia, TENS QUE TER FÉ; TENS QUE TER ESPERANÇA; como se fosse algo comprável numa qualquer mercearia.
HOJE evidentemente:

SE, SE conseguires!!! Muito diferente, muito melhor, muito mais realista!!!

E quem conseguir ter sem comprar, vai bem melhor!!!!!!

Beijos às duas do

Augusto
De concha a 19 de Fevereiro de 2010 às 20:14
Olá!
Nem imagino o que é o blog ficar mais colorido , se ele já é tão colorido !É claro que aguardo com grande expectativa , porque sei que através de si vou conseguir viajar pelo Mundo com um olhar sobre este muito especial ,como a Laurinda já nos foi habituando noutros trabalhos seus .Desde já muito obrigada mesmo .
Olhar para tudo como "terra sagrada",é difícil mas possível mesmo se se trata de uma partida precoce .Não sei se conseguiria mas já vi alguém conseguir , simplesmente porque tem fé.
Um abraço forte também para os que se encontram em provação
De Laurinda Alves a 20 de Fevereiro de 2010 às 14:32
Querida concha, adoro que diga que o blog é colorido porque é assim mesmo que eu gostava que fosse: colorido, variado e eloquente das pequenas-grandes coisas que são a substância da vida. Obrigada pelo plus de alegria e entusiasmo que leio sempre nas suas linhas. Abraço enorme!
De Moura Aveirense a 20 de Fevereiro de 2010 às 00:27
Viajar é tão bom! Estive em Roma no passado fim de semana e adorei :) Esses momentos são muito especiais.

Bom fim de semana e boa preparação de viagens,

Moura Aveirense
De Laurinda Alves a 20 de Fevereiro de 2010 às 14:38
Que maravilha, Roma! Adoro Itália e em particular Roma. Tenho memórias indeléveis de momentos bem vividos nessa cidade e, por isso, gosto da parte monumental mas também das praças e pracinhas, dos mercados e escadinhas onde tive conversas que nunca mais esquecerei. A gosto de me lembrar de tempos em que alugámos bicicletas e percorremos assim a cidade, chegando a mais museus :) Abraço!

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