Depois de uma semana intensa no INSEAD, em Fontainebleau, voltei a Paris de boleia com três dos novos amigos de curso - o Bertie, egipcio; o Sami e a Patricia, ambos franceses - que me trouxeram até à Porte de Versailles, onde apanhei o Metro para outro bairro, onde mora um grande amigo meu e em cujo atelier vou ficar até domingo.

A entrada para o atelier é a mesma da casa. Temos que atravessar um pequeno tunel até chegar ao patio onde não se ouvem os barulhos da cidade. Apetece imenso ficar por aqui em conversas eternas, com tempo para falar de tudo e nada. Somos amigos desde os 15 anos mas por vivermos em paises diferentes acabamos por nos ver muito menos do que gostariamos. O Frederico mora no ultimo andar e eu fico nas três janelas de baixo. Adoro ateliers de artistas e adoro jantares cozinhados por amigos antigos. Estou no céu.

Acho um privilégio sem tamanho acabar esta semana de luxo em casa de amigos queridos com quem vivi (e continuo a viver) alguns dos melhores momentos da minha vida. O tempo passa a correr (passaram 30 anos desde que nos conhecemos!) mas é como se tudo tivesse acontecido ontem. Sei que este sentimento é universal e, por isso, sei que sabem do que falo.
Não consigo dizer se vou escrever no blog nestes dias ou não mas se não o fizer jà sabem que é por boas razœs. Bom fim-de-semana!

P.S.: Escrevo jà instalada no atelier, que é de sonho (desculpem!), ao som de Grieg, tocado a quatro mãos: Elizabeth Leonskaja e Richter. Um filme.
De
Marcolino a 20 de Novembro de 2009 às 18:29
Olá Laurinda!
Fotos maravilhosas de um local que lhe traz belissimas recordações.
O pormenor das scooter's, principalmente a vermelhinha, fez-me sentir vontade de aí passar uns dias. Faltam-me apenas os tais amigos como a Laurinda tão bem os descreve!
Usufrua!
Observo também que mudou de teclado para um com o nosso abecedário cedilhado e acentuado!
Abraço
Marcolino
De Vitor Martins a 20 de Novembro de 2009 às 19:28
Laurinda,
Esta sua viagem está-me a fazer muito mal! Cada foto, cada relato, roem-me de saudades! Até a era-trepadeira fez-me lembrar tempos idos em Paris, a vista de um prédio todo coberto perto da Place d’Italie e já sinto o cheiro dos crepes nos passeios perto do Forum des Halles. Que saudades de ir a pé desde o Sacré Coeur até aux Champs Elysées e chegar à L’Étoile cansadíssimo e já nem conseguir olhar direito para o Arco. Que saudades de ouvir o jazz das guitarras no Clairon des Chasseurs, na Place du Tertre!
Que saudades….
De
Piquenina a 20 de Novembro de 2009 às 19:43
se a inveja mata acho que estou a falecer.
Querida Laurinda,
parabéns pelas visitas e muito obrigada pelo bom que nos dá todos os dias.
Bem merece o que está a viver! Um grande fim-de-semana. É tudo lindo. Obrigada pela partilha.
Beijo e abraço de ternura.
De Augusto Küttner de Magalhães a 20 de Novembro de 2009 às 23:18
Laurinda
Dá para entender que está a passar uns bons momentos, e como nenhum momento e vive “twice”, viva-o bem.
Não escreva, deixe para 2ª feira, mesmo sem acentos....aí voltou a tê-los.
Bom, bom fim de semana.
Augusto
De concha a 21 de Novembro de 2009 às 00:33
Hummmmm!
Quando estamos disponíveis ,acontecem coisas boas .
Aqui a ver estas imagens e a lê-la sinto-me num filme muito muito bom .
Beijinhos e não se preocupe connosco ,porque mesmo ansiosos por mais notícias ,como a sabemos bem aguardamos tranquilamente que elas cheguem
Faço minhas as palavras da Piquenina :S
De
Cenourita a 21 de Novembro de 2009 às 23:55
Ao ler todas estas crónicas de viagem acompanhadas de belíssimas fotos, sinto-me uma personagem activa desta "história"... linda!
A verdadeira Amizade não tem fronteiras e momentos assim são um encanto!
Beijocas***
De
João Nuno a 22 de Novembro de 2009 às 02:08
Querida Laurinda…
Imagine de onde lhe escrevo…! Do Telhal! Pois bem, este foi um fim-de-semana hospitaleiro. Conseguimos reunir 26 jovens e cá estamos nós desde 6ª feira. Dias de entrega e de ternura; de partilha e de conquista; de simplicidade e de momentos; dias de tudo e de nada. Dias que são dias na sua essência. E trocam-se sorrisos, beijos e abraços. Trocam-se alegrias e vitórias. Entusiasmos e projectos. É o mundo a dar de si!
Um dia, quando cá vier, sentirá a paz em cada um dos rostos destas pessoas. Como é bela a alma de alguns homens. Foi bom dar de comida, limpar o rosto, ouvir e sentir, tocar. Foi bom escutar sem condenar. Dar sem pensar no tempo, nas horas e no trabalho. Foi óptimo. É destes momentos que os dias se enaltecem e a beleza se torna ainda mais abrangente.
Na organização desta actividade estiveram a meu lado a Rita (ainda se deve lembrar dela!) e o Alberto. Ainda hoje vou deixar-lhe umas fotos da actividade no e-mail. Diz-se que é na partilha que está o ganho!
Tenho-a acompanhado no blogue. Um dia gostaria de pisar o chão da universidade onde esteve e de aprender a ser. Um dia…sei que sim. Boa estada por Paris.
Um abraço grande. Grande como a alma que a habita.
João Nuno (Juventude Hospitaleira)
Que maravilha, João Nuno. Obrigada pela partilha aqui e por tudo e tanto que dão aí. Abraço enorme onde caiba a Rita, o Alberto e todos!
De Isabel Mota a 22 de Novembro de 2009 às 08:38
Olá Laurinda
Que bom terminar esta semana assim num lugar tão lindo e com amigos. Usufrua e aproveite... e na volta conte-nos tudo, já em Lisboa quero eu dizer.
Beijinhos. Isabel
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