Quinta-feira, 12 de Fevereiro de 2009
Felizmente voltou o sol a esta cidade

 

Voltou o sol e confesso que este prenúncio de Primavera me

consola. Ontem foi o primeiro dia de sol depois da sucessão

de semanas de frio e chuva triste e os raios de sol que entram

pela casa e se derramam pela madeira do chão enchem tudo 

de luz e alegria pela certeza de que este Inverno está quase a 

acabar. Não gosto nada de frio nem de chuva e os meses de

Janeiro e Fevereiro são sempre um bocado neura. Ainda por

cima aconteceram coisas tristes, morreram amigos, a minha

mãe está num processo de recuperação lento e doloroso e é

difícil assistir a tudo isto sem ficar mais down. Nestes últimos

dias fui lendo os comentários que escreveram a propósito do

post sobre o suicídio do jovem de 14 anos, com quem estive

recentemente nos Salesianos de Lisboa, e fui respondendo e

ponderando tudo o que era dito por todos os que contribuiram

para tornar este pequeno debate mais amplo e profundo. Sei

que é um tema difícil e percebi pelas partilhas que a dor dos

que passaram por perdas por suicídio nunca passa. O tempo

não cura nem apaga este sofrimento e também por ter essa

certeza volto ao assunto para reforçar o meu agradecimento a

todas e a cada uma das pessoas que expôs a sua intimidade

para contribuir positivamente para nos despertar a consciência.

Muito obrigada pela coragem e pela generosidade dos coments!

Deixo aqui mais uma imagem da luz do sol reflectida no chão e

nos espelhos da parede, para iluminar outras sombras da vida..   

 

publicado por Laurinda Alves às 11:51
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13 comentários:
De Vera Baeta Lima a 12 de Fevereiro de 2009 às 12:22
Felizmente mesmo :)
Já não aguentava mais acordar com a luz cinzenta a envolver-me. Quando o Sol se nos oferece assim, é como se tudo nascesse de novo. O ar cheira diferente e nós somos diferentes, melhores, mais fortes.
Um dia, Laurinda, gostava de a convidar para um chá. Aqui, perto do meu Mar e do Sol :)
De Marcolino a 12 de Fevereiro de 2009 às 12:42
Olá, Laurinda!

Também ontem me deliciei com uma belissima tarde de sol, passada junto ao rio Tejo, a ponto de desejar ver este Inverno ausente de uma Lisboa linda que se quer iluminada, garrida, cantada, poetada e amada!

Quanto ao caso que refere sobre um jovem de 14 anos que resolveu, de livre arbitrio, pôr terno aos seus sofrimentos, pelo retirar de si um bem Divino, a Vida, já conhece a minha opinião: Falta de amor próprio pelo desamor e falta de afectos dos seus familiares, quiçá alguns amigos mais intimos.

Quanto ao sofrimento o que me deu a saber, "O tempo não cura nem apaga este sofrimento", estarei, em desacordo consigo porque, se existir força de vontade, amor próprio e um anti-coitadismo, com o auxilio de técnicos especializados, Psicólogos, além da firme vontade e positivismo, de quem assim se encontra, o tempo de recuperação será a "borracha" que eliminará esta questão que apenas existirá no cérebro de quem se deixou assenhorear, prestando-lhe vassalagem, pela revolta por ter visto alguém da sua estima colocar ponto final à sua existência neste lindissimo Planeta Azul pleno de gente gira e não apenas de sofrimento pessoal e transmissivel...

Continuação de um belissimo dia de Sol, com muita Paz e muita Partilha de factos lindos e não apenas de tristezas!
De Ana a 12 de Fevereiro de 2009 às 12:51

Laurinda

Eu adoro o Inverno, especialmente estes dias de frio e sol. A mararvilha do seres humanos é isso mesmo, cada um de nós tem gostos diferentes!
Ânimo!! Que casa luminosa!!! Essa luz que invade a sua casa e se reflecte em si vai ajudá-la a ultrapassar esses momentos mais cinzentos!

Com uma mãe maravilhosa como a sua (só pode ser, visto ter uma filha tão especial), até o cinzento é mais esbatido.

Ana
De Augusto Küttner de Magalhães a 12 de Fevereiro de 2009 às 14:18
Começando pelo Sol, está um dia maravilhoso! Brota alegria do ceú, tão azul, parecia que já nos tinhámos esquecido que o ceú é tão azul...tempo lindo, que nos faz ficar um bocadinho mais animados. Para além das situações menos boas que a Laurinda aponta, algo que me incomodou hoje, foi a onda de despedimentos! Já passei - pessoalmente, nos dois sentidos - por isto, mais que uma vez, mas assusta-me! E vou ser um pouco politicamente incorrecto, penso que muitos, alguns, um que seja, destes despedimentos colectivos, serão seriam...evitáveis, se todos os quadros de topo, passassem a nunca receber mais que o PR, e mantendo algumas regalias e mordomias, tudo fosse mais controlado, uso da viatura da empresa, do telemóvel, do cartão , tudo com com plafonds....e daria para não perderem o estatuto e para os custos fixos com pessoal reduzirem-se drásticamente, sem ter que despedir, até porque um dia "esses" também serão despedidos....
De Ana C. a 12 de Fevereiro de 2009 às 16:03
Laurinda, recentemente escrevi sobre como a nossa casa é o nosso espelho. E as fotografias que tenho visto aqui do seu "espaço" não podiam reflectir melhor aquilo que nos dá a conhecer da sua alma. Soalheira, luminosa, por vezes com reflexos de chuva, mas nunca perdendo de vista a paisagem lá ao fundo que se vê da janela...
De Moura Aveirense a 12 de Fevereiro de 2009 às 16:10
Estes dias solares animam-nos a todos, já andávamos a precisar de dias assim :)
De silvia a 12 de Fevereiro de 2009 às 20:00
Olá,
começo a aperceber-me de algumas pessoas habituais neste cantinho...era tão giro um encontro do "cantinho da Laurinda". Fico curiosa em conhecer pessoas com comentários tão interessantes....
Bj
De Mónica a 12 de Fevereiro de 2009 às 20:18
faz toda a diferença quando o sol volta!
será que vivo à base de fotossintese?!
De João Delicado sj a 13 de Fevereiro de 2009 às 00:12
Há pouco tempo vi um grande filme que fala um pouco destes temas: "Shadowlands", sobre C.S.Lewis e o seu contacto com a dor e o sofrimento.

É uma grande lição de vida! Começamos por ver este professor de literatura categoricamente a dar as suas palestras sobre a vida, com uma segurança invejável e uma profundidade iluminadora. Conforme avançamos vamos vendo como as suas certezas se vão dissipando e dando lugar à experiência da dor e do sofrimento. E, aí, já não tem resposta pronta. É tempo de ficar, estar, morrer com a própria experiência de morte interior. No fim, diz ele: "em criança escolhi a segurança; agora, em adulto, escolho o sofrimento". Mostra que aceitar a falta de paz é já encontrar uma forma de paz.

Como a Laurinda acredito que há feridas que não se curam. Então o que fazer? Aceitar parece ser o único caminho...

E sim, viva o dia de sol!
De bibabalula a 13 de Fevereiro de 2009 às 02:26
Laurinda mais uma vez quero elogiar as suas sempre magnificas fotografias que, neste caso, retratam bem o interior da sua casa, que por sua vez é o espelho do seu interior.
E essa luz que a invade e ilumina vai ajudá-la a dissipar a neura que se tinha instalado durante os dias chuvosos, friorentos e taciturnos das últimas semanas.
Igualmente essa luminosidade emanada pelo sol que tardava a aparecer mas agora ainda apercebemos melhor o seu valor e calor, vai, se Deus quiser, ajudar na recuperação da sua querida Mãe, pois com o outro tempo todas as pessoas andavam queixosas das suas maleitas ósseas.
Quanto às mortes do Salvador e do Bruno acredite que apesar de nunca os ter conhecido pessoalmente volta e meia vêm visitar o meu pensamento porque, provavelmente, reavivaram mais intensamente um problema que me preocupa sempre e muito que é exactamente a vida/morte do meu filho, de quem já lhe falei.
Relativamente ao suicidio é um assunto muito dificil doloroso e delicado de abordar pois há opiniões bem diversas. Quanto a mim, embora Graças a Deus na nossa família nunca tenhamos passado por essa penosa e por vezes inexplicavel tragédia, penso que é uma dor dilacerante e perene.
Queria lhe dizer que, embora tenha feito uma pausa nos m/comments, não quer dizer que não tenha vindo diáriamente ler os seus posts.

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